Mantas: Venom, Black Sabbath, Robert Johnson, Satanismo

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Por Yuri Machado, Fonte: 69 Faces of Rock, Tradução
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Mark Kadzielawa, da "69 Faces of Rock", recentemente conduziu uma entrevista com o ex-guitarrista do VENOM e atual MPIRE OF EVIL Jeff "Mantas" Dunn. Alguns trechos da conversa seguem abaixo:

69 Faces Of Rock: O legado do VENOM é inquestionável.

Mantas: Definitivamente há um legado, e influenciou muita coisa. Eu conheci muitas pessoas nessa tour, que me dizem "Oh meu Deus, você se dá conta do que fez pelo metal?" É incrivel receber esse tipo de reação.

69 Faces Of Rock: E sempre há uma nova geração de jovens descobrindo o VENOM.

Mantas: Sim, definitivamente. Nós tivemos crianças na audiência, e eu conheci muitas após o show, em Seattle e Portland especialmente. Havia pais trazendo os filhos, então é uma nova geração de fãs. E pensar que esses garotos estão indo para casa e nos homenageando, re-descobrindo todas as coisas do início da banda. Quero dizer, muitos deles não era nem nascidos quando “Welcome to Hell” foi lançado, mas eles vão e descobrem essas coisas. Isso só pode ser algo bom a se pensar no fim do dia.

69 Faces Of Rock: Quando você olha pra trás e pensa em todas as músicas que escreveu ao longo dos anos, especialmente no auge do VENOM, como você vê seu crescimento musical?

Mantas: Eu espero que tenha crescido, evoluído, e progredido. Eu estou muito orgulhoso do novo álbum, mas ainda sou eu escrevendo as músicas. Eu ainda tenho a mesma atitude. Quando fizemos o álbum do MPIRE OF EVIL, queríamos fazer algo que nos satisfizesse. Queríamos lançar, erguer a nossa bandeira e ver quem está conosco! E as resenhas tem sido incríveis, absolutamente incríveis. Nós corremos muitos riscos no álbum. Há uma faixa chamada “Devil”, que é uma grande faixa de heavy blues. Eu toco slide guitar, e tudo mais. Quando tive idéia para essa música, eu queria tocar blues, e fazer uma homenagem à Robert Johnson, as encruzilhadas e todos os velhos músicos de blues. Tudo o que nós, músicos, tocamos, vêm do blues. A outra coisa que quis dizer nessa música era que o VENOM criou o Black metal, mas antes disso, nós fomos influenciados pelo BLACK SABBATH, e também tinha o BLACK WIDOW. Mas antes, bem antes tinha esse cara sentado às margens do Delta, com uma velha acústica cantando sobre o diabo. Então não há nada novo, e é o que tento dizer na música. A primeira linha diz “A widow on the Sabbath Day”.

69 Faces Of Rock: A imagem do VENOM era algo como um soco na cara, chocante, muitas vezes provocante. O quanto disso era um “truque”?

Mantas: Nós sempre dissemos que queríamos ser a banda que nós mesmos gostaríamos de ver no palco. E nós dissemos que, se você pegar cada clichê do heavy metal, colocar numa grande panela, mexer bem e despejar num prato, a mistura soletraria “VENOM”. Esse era o nosso ponto.

69 Faces Of Rock: E o aspecto satânico da banda?

Mantas: Era absolutamente para chocar. Ninguém tinha levado esse aspecto tão longe antes. Quero dizer, eu li a Bíblia Satânica. Todos nós tínhamos interesse no lado negro. Meu avó, quando eu costumava ir na sua casa, me deixava ficar acordado até tarde e ver todos aqueles filmes de terror velhos. Era esse tipo de coisa, então eu tinha um tipo de influência. Mas a coisa toda, o nome VENOM, o modo que nos quisemos o retratar, e tudo mais era novo. Foi antes de Cronos se juntar a banda. O VENOM já era algo feito, antes dele entrar. As músicas já estavam feitas, tudo estava lá. Mas, eu não tenho credos religiosos particulares. Acho que religião causa mais problemas do que qualquer outra coisa. Sou muito perguntado sobre isso, especialmente pelas pessoas ligadas ao Black metal. Elas querem saber seu ponto de vista nisso tudo, mas eu me foco mais na música. Eu gosto de apresentar minha música com uma certa imagem, fazendo isso tão bom quanto eu posso. E isso era sobre a coisa toda do VENOM também, o show, os fogos, o jeito que nos vestíamos. Não é nada novo quando você pensa sobre isso, nada drástico.

Leia a entrevista completa no 69 Faces Of Rock.

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