Muse: 'The 2nd Law' comentado faixa por faixa
Por Mateus de Bem
Fonte: MuseBR
Postado em 04 de agosto de 2012
O site francês Jeuxactu ouviu o próximo álbum do MUSE, 'The 2nd Law, e publicou uma "resenha" em sua página, comentando faixa a faixa. Confira abaixo:
01. "Supremacy" (4:55)
O The 2nd Law se abre com uma música cujo título soa familiar (poderiam jurar que o Muse já tinha pelo menos uma ou duas músicas que continham a palavra "Supremacy", mas não...) Sem uma real estrutura, Supremacy lembra o riff de guitarra e a orquestração sinfônica de Kashmir do Led Zeppelin.
02. "Madness" (4:39)
Muse leva o ouvinte a uma posição diferente da "loucura". Uma música calma, lânguida e suave, o que é de se surpreender ao encontrá-la tão cedo na lista de músicas do álbum. Os arranjos eletrônicos obviamente nos fazem pensar no Depeche Mode, como foi anteriormente o caso com Undisclosed Desires no The Resistance.
03. "Panic Station" (3:03)
O ritmo retorna com Panic Station, na qual o baixo lembra Red Hot Chili Peppers. Funk e Disco de uma só vez (Muse ousou em adicionar trumpete), essa música tem tudo para ser um grande single. Não fique surpreso se ouví-la no rádio em alguns meses.
04. "Prelude" (1:03)
Prelude é nada mais nada menos que a introdução para Survival, a música oficial das Olimpíadas de Londres de 2012, que o Muse anunciou no final de Junho.
05. "Survival" (4:17)
É difícil não pensar em Queen ouvindo Survival. Da introdução, o fantasma de Freddie Mercury paira sobre essa canção, na qual é mais fácil a aprovação depois de ouvir as três primeiras músicas do CD do que quando escutada sozinha. Entretanto, Survival vai se tornar uma música do "Grupo dos Clássicos" como Plug in Baby, Time is Running Out e Supermassive Black Hole?
06. "Follow Me" (3:51)
O álbum continua com Follow Me, uma música que vai crescendo com camadas de teclado acompanhando a voz que ressoa como um eco, e finaliza com um ritmo próximo ao das pistas de dança, conduzida por um grave som de baixo. Uma canção que é fora do comum.
07. "Animals" (4:23)
Animals começa com um ritmo rápido que anuncia uma enchente de riffs… que nunca chegam. A música, que por um momento lembra Radiohead, foge levemente com um solo de guitarra bem curto. Sente-se que a banda estava se segurando um pouco durante a música. O rojão molhado (fogo de artifício que não funciona) do álbum.
08. "Explorers" (5:48)
A voz característica de Matt Bellamy se firma desde o início de Explorers, uma música na mesma ideia de Blackout do Absolution. "Can you free me from this world" (Você pode me libertar desse mundo?), canta Matt nessa música, na qual acaba sendo a menos surpreendente do disco.
09. Big Freeze (4:41)
Confusa, Big Freeze é o contraste! Assim como Panic Station, essa música sai da faixa de batida e se engaja claramente no funk. O resultado é deslumbrante! Porém, reconhece-se facilmente as características marcantes da banda nessa música, que também deve se tornar um single.
10. Save Me (5:09)
O primeiro "intervalo" do álbum vem com Save Me, na qual Matt deixa o microfone para o Chris. A transição é um pouco confusa considerando que a voz dos dois músicos são totalmente diferentes. Chris canta bem mais grave.
11. Liquid State (3:03)
Liquid State, a segunda música composta e cantada por Chris, é sem dúvidas a mais rock’n roll do The 2nd Law. A voz do Chris é quase uma reminiscência do Maynard James Keenan, o vocalista do Tool, às vezes.
12. The 2nd Law: Unsustainable (3:48)
Assim como o The Resistance, o álbum termina com uma música em múltiplas partes. A primeira, chamada The 2nd Law: Unsustainable já é conhecida por todos, como faz parte do trailer que causou tanto barulho desde que foi postado. A música contém um trecho influenciado pelo dubstep. O grupo inglês adora brincar com a mídia, que pensou que era bom anunciar rapidamente que todo o álbum era influenciado pela última tendência da música eletrônica.
13. The 2nd Law: Isolated System (4:59)
A segunda parte da música, Isolate System, começa calma antes de retornar para um ritmo mais equilibrado. Sem vocais nessa música, os teclados tem uma presença maior. A música termina com uma voz feminina em repetição.
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