Slipknot: Corey Taylor fala sobre Stone Sour e Knotfest
Por Fernando Portelada
Fonte: Loudwire
Postado em 18 de setembro de 2012
O vocalista do SLIPKNOT e do STONE SOUR, Corey Taylor foi o convidado do programa Full Metal Jackie no último final de semana. Ele comentou todo o trabalho que o STONE SOUR teve em seu álbum conceito duplo, House of Gold & Bones partes 1 e 2, e também sobre o primeiro ano da Knotfest e sobre a espera dos fãs do SLIPKNOT por novas músicas.
Entrevistador: Falando sobre a STONE SOUR, um álbum conceito duplo, descrito musicalmente como se o PINK FLOYD tivesse encontrado o ALICE IN CHAINS, e ainda acompanhado de uma História em Quadrinhos, soa como um grandioso marco criativo. Como foi fazer isso tudo?
Corey: Foi algo em que eu já pensava quando estávamos fazendo Audio Secrecy, e honestamente foi se juntando dos pedacinhos que sobraram quando estávamos fazendo este álbum. Tinha uma história na cabeça por algum tempo, e só comecei a tentar muito fazê-la ter forma [...].
Corey: Eu pensava: "Quer saber, foda-se a Indústria. Se eu quero fazer algo acima e além do que simples arte mais ainda assim uma ótima música, e que ligue cada veia artística, o que isto seria?" Comecei a trabalhar na história bem cedo, mas então várias coisas aconteceram, e me afastaram de qualquer momento artístico. Paul (Gray) faleceu e depois de um ano Roy (Mayorga) teve um derrame, então tudo saiu dos trilhos para mim.
Corey: Bem no meio dos shows do Sonisphere, que estávamos fazendo com o SLIPKNOT, eu estava pensando sobre o STONE SOUR por alguns motivos e foi neste momento que eu realmente comecei a montar este quebra cabeças. Pensei na história e nas músicas ainda na estrada. Quando voltamos estava a ponto de fazer alguns demos. Foi aí que começamos.
Entrevistador: Agora, com esta experiência de um álbum conceitual, isto abre a porta para o SLIPKNOT talvez fazer um também?
Corey: Talvez. (Risos). Eu não sei. Este deu muito trabalho. Se for só um álbum conceito, talvez. Este foi como tentar jogar basquete em uma trincheira: Você sabe o que quer fazer e você quer fazê-lo, mas você já está quatro pés enterrado no chão. O resultado final é satisfatório, então fico com o talvez. Detesto dizer "nunca", já que quanto mais você anuncia seus planos em voz alta, mais você faz Deus sorrir. Então é só esperar e ver o que acontece. Fazer isso com cinco caras já foi um "pé no saco". Não sei o que diabos ia acontecer com nove.
Entrevistador: Temos que falar sobre a Knotfest, que aconteceu recentemente. Você está em Iowa, lar do SLIPKNOT, tocando lá pela primeira vez sem Paul e ainda por cima era o primeiro show de Randy Blythe (vocalista do LAMB OF GOD), após sair da prisão. O quão difícil foi segurar suas emoções neste primeiro show da Knotfest?
Corey: Foi uma loucura. Dirigi ao local sozinho e primeiro você começa com o medo: "Deus, será que vai aparecer alguém por lá?". É seu próprio evento, mas é ainda maior que você. Você está tentando começar algo, está tentando preparar o palco para algo que pode viver por vários anos após você mesmo já ter acabado. A única coisa que eu me preocupava era: "Vai ter alguém por lá?" Então quando estava dirigindo e vi todas aquelas pessoas foi um imediato "Graças a Deus" (risos).
Randy foi a primeira pessoa que tentei chamar para o festival, sabendo que este seria seu retorno aos palcos. Ele estava quase borbulhando. Cheguei lá e lhe dei um grande abraço. Conversamos um pouco e ele disse: "Cara, não aguento mais esperar para subir lá e deixar tudo para trás." Eles fizeram um ótimo show e eu estava muito orgulhoso dele e de sua banda, que conseguiram ultrapassar todos os problemas dos últimos meses.
Corey: Eu meio que tive que voltar minha cabeça aos negócios e perceber que este é o começo de algo que estamos tentando construir. Queremos que a Knotfest seja uma marca forte quando se trata de festivais, como a Ozzfest é. Houve muita ansiedade de minha parte para subir ao palco, mas o público manda essa energia positiva para você, é como se nos alimentasse. Tocamos com tudo e acho que Paul estaria orgulhoso.
Para a entrevista original, em inglês, visite:
http://loudwire.com/corey-taylor-talks-new-stone-sour-music-knotfest-slipknots-future-more/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Indireta? Fabio Lione fala em "ninho de cobras" e "banda de palhaços" após show do AC/DC
Rock and Roll Hall of Fame anuncia indicados para edição 2026
O guitarrista que Hetfield disse ter sido uma bênção conhecer: "nos inspiramos um ao outro"
10 músicas de rock que os próprios artistas preferem esquecer, além de um álbum inteiro
Show do AC/DC no Brasil é elogiado em resenha do G1; "A espera valeu a pena"
Folha cita "barriga enorme" de Brian Johnson em resenha sobre show do AC/DC em SP
Segurança de Bob Dylan revela hábitos inusitados do cantor nas madrugadas brasileiras
As 5 músicas do Guns N' Roses que melhor mostram o alcance vocal de Axl Rose
Última tour do Whitesnake foi "a pior possível", declara o guitarrista Reb Beach
Com quase 200 atrações, festival Louder Than Life confirma lineup para 2026
Iron Maiden anuncia o documentário "Burning Ambition", celebrando seus 50 anos
Zakk Wylde lembra soco que levou de Ozzy por ter exagerado na mostarda do sanduíche
Tobias Sammet celebra 34 anos do Edguy em postagem online
O maior disco da história do punk, segundo a Rolling Stone
Confira os preços dos ingressos para shows do Rush no Brasil
Linkin Park: 20 coisas que você não sabe sobre a banda
A incrível canção do Deep Purple que Led Zeppelin e Black Sabbath não conseguiriam tocar
Como a iminente separação de uma banda no auge gerou um dos maiores clássicos do Rock



Slipknot - fala de Clown sobre IA reacende debate sobre tecnologia, criatividade e tradição
Os discos do Slipknot e do SOAD que fizeram o Metallica repensar os seus próprios álbuns
A música irresistível do hair metal para Corey Taylor (Slipknot)
A matéria do Whiplash.Net que espantou Regis Tadeu pelo nível baixo nos comentários
O Heavy Metal grita o que a Psicanálise tentou explicar
O disco que Corey Taylor considera o álbum de heavy metal perfeito



