Mad Old Lady: A "velha dama doida" com alma viking
Por Durr Campos
Fonte: Assessoria de Imprensa
Postado em 16 de setembro de 2012
Nem só de guitarras pesadas (apesar da banda adorá-las) vive o metal. Para mostrar isso entra em cena o Mad Old Lady. Criado pelo músico Eduardo Fagundes, o grupo investe em uma formação incomum, trazendo na linha de frente três vocalistas – o próprio Eduardo, escudado por Marcelo e Iara. Completam o time Guga (bateria), Gabi (baixo), Guilherme e Tiago (guitarras) e Rafael (teclado).
Em busca de plateias e palcos maiores, eles partem para o ataque com o lançamento do primeiro disco, Viking Soul. O título é bem significativo. Apesar do pouco tempo de existência, o grupo tem alma guerreira, como o lendário povo nórdico. Mérito em grande parte do líder vocalista.
Eduardo vem batalhando na música desde a adolescência, quando teve uma banda junto com o irmão e outros dois músicos também irmãos. Eles chegaram a tocar em um conhecido programa de TV. Mas, por divergências de ideias, Eduardo acabou saindo. "Eu queria colocar outros elementos para suavizar os ruídos das guitarras. Aí, resolvi criar minhas próprias músicas com outros músicos. Tudo isso tem quase dois anos", conta.
O vocalista e seus novos companheiros se enfurnaram no estúdio durante um ano para criar o disco. Além de soltar a voz, Eduardo assina todas as composições, arranjos e produção. Pra dar o tapa final no trabalho, a mixagem e a masterização foram feitas no exterior, mais precisamente no estúdio I.P.C. (Bélgica), que já recebeu trabalhos dos alemães do Rammstein, um dos nomes de ponta do metal internacional.
Sem abrir mão do peso das guitarras, nas 10 músicas de Viking Soul o grupo incrementa seu metal com toques sutis de instrumentos como piano, gaita, violino, cello, harpa e flauta. Uma amostra dessa mistura pode ser conferida já na faixa de abertura Prison, com direito ao empolgante refrão "I wanna say yeah!" para o público gritar junto. Ou ainda nos climas épicos que dão o tom em King e Someone, nas quais o grupo evoca paisagens de velhos contos medievais.
A alternância de momentos de intensidade e calmaria marcam My Heart e Power Of Warrior, esta uma composição que Eduardo resgata da adolescência. "Power of Warrior fiz quando tinha 18 anos, escutava Black Sabath direto. Tenho guardado ainda 30 músicas daquela época", ele revela. Sinal de que não vai faltar munição para os próximos discos do Mad Old Lady.
E para apaziguar os ânimos de vez, o grupo saca da manga a bela balada Far Away. Mas a fúria sonora logo volta com tudo em Too
Blind To See e Mad Train, que começa com um ar sinistro ao som de sinos, engata com piano e flauta para então cair no riff obsessivo da guitarra. O grupo ainda mostra pegada pop em Glances In The Dark, música que poderia tocar nas rádios.
O Mad Old Lady fecha o disco em grande estilo com o ritmo galopante, como um cavalo selvagem, de Viking Soul, música ideal para engrossar o coro com a participação do público na hora do "lálálálálá". "Viking Soul é o modelo de melodia mais antiga do metal. Tem aquele chavão que todos gostam, inclusive o lálálálálá no final. Tem vocal em três oitavas, bateria reta, voz forte, ou seja, para mim é o modelo de música ideal", resume Eduardo. A tribo cabeluda do metal certamente há de concordar e desejar vida longa ao Mad Old Lady.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Angra celebra trajetória do Sepultura e seu legado no metal
Após cancelamento de turnê do Deep Purple, Ian Gillan passa por procedimento
Geezer Butler permaneceu junto de Ronnie James Dio nos últimos dias de vida do vocalista
O álbum clássico do Metallica que não trazia as melhores músicas da banda e sim as únicas
Ricardo Confessori revê seu papel no Angra: "Muito cacique para pouco índio"
Opeth estreia em Curitiba com death metal, "stand-up" e piada sobre o Sepultura
A música que fez Dave Grohl machucar a mão tentando tocar; "Como é que esses caras conseguem?"
O "álbum menor" do Deep Purple que conquistou Vivian Campbell por sua mistura inusitada
Fabio Lione levou para a cidade de Goiânia sua Epic Tales Tour Part II
O hábito que custou o lugar de Clive Burr no Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
O músico que tinha a maior banda da história abrindo seus shows, e trocou de lugar com eles
A reação dos filhos de James Hetfield quando o Metallica retomou suas masters
Ex-AC/DC diz que Pink Floyd não teria chegado a lugar nenhum sem famoso integrante
Baterista John Tempesta anuncia sua saída do The Cult


O ritual assustador no show do Queen que apavorou o Kid Abelha no Rock in Rio de 1985
Bon Jovi: Jon e Sambora viveram triângulo amoroso com atriz
Pantera: 22 coisas que você provavelmente não sabia
O significado de "meu filho vai ter nome de santo" no clássico "Pais e Filhos" da Legião
A razão que levou Humberto Gessinger a decidir não usar mais nome "Engenheiros do Hawaii"
Regis Tadeu revela o truque maroto que o Iron usa, mas o Metallica não precisa


