José Cid: Tesouro Perdido do Rock e Heavy Metal
Por João Braga
Postado em 27 de março de 2013
JOSÉ CID é reconhecido em Portugal como um dos mais conceituados artistas pop do nosso país. Autor de êxitos como "20 anos", "Como o Macaco Gosta de Banana", "Na Cabana Junto à Praia", "A Pouco a Pouco" ou "Um Grande, Grande Amor". Apesar de ser conhecido e apreciado no seu próprio país, muitos poucos são aqueles que conhecem o seu melhor trabalho. É um trabalho bastante inovador e claramente "à frente" do seu tempo, pelo menos, aqui em Portugal.
A 15 de maio de 1978 lança um álbum único na sua discografia e interrompe a tendência pop/rock da sua música. Juntamente com Ramon Galarza (bateria), Zé Nabo (baixo, guitarra elétrica, guitarra de 12 cordas e guitarra acústica) e Mike Sargeant (guitarra elétrica) lança uma verdadeira obra-prima de nome "10000 Anos Depois Entre Vénus e Marte". Apesar de não subvalorizado internacionalmente, é bastante subvalorizado ao nível interno. "10000 Anos Depois Entre Vénus e Marte" recebeu internacionalmente diversas condecorações: considerado como um dos 100 melhores álbuns de rock progressivo de todos os tempos pela revista Billboard; reconhecimento constante no site Progarchives.com como um "disco essencial e uma obra-prima do rock progressivo" e ocupando a quarta posição dos melhores álbuns de 1978 do site.
Um disco com base em ficção científica, o conceito é que, 10.000 anos depois da auto destruição da humanidade, um homem e uma mulher viajam de regresso para a Terra para a repovoar novamente. O tom das músicas é de contemplação sobre os erros do passado da humanidade e de esperanças futuras. A maioria das canções é influenciada por bandas como MOODY BLUES ou PINK FLOYD. O álbum foi composto por Cid, com colaboração do guitarrista Mike Sergeant e baterista Ramon Galarza. É um disco principalmente dominado pelo Mellotron, baixo e a guitarra.
É claramente uma das mais completas viagens espaciais, sendo um álbum essencial para qualquer fã do bom rock progressivo com especial incidência no cósmico e espacial. São sete faixas do mais puro e complexo rock e apesar de lançado em 1978, é claramente inovador na sua essência. A performance dos artistas é de classe mundial e está ao nível de qualquer banda internacional do género. A produção está na lista das melhores alguma vez realizadas em Portugal. São quase 40 minutos de composições fantásticas com destaque para todo o álbum. É o único álbum verdadeiramente progressivo e concetual alguma vez composto em Portugal, nem atualmente se faz nada remotamente parecido com algo do género. Numa escala de 0 a 10 daria sem hesitar um 10!! É inovador, diferente, pesado, tecnicamente perfeito e a sua produção é de mestre. Para além disso foi um lançamento arriscado já que o público português na altura (e atualmente…) não era propriamente muito apreciador do gênero e ignorou por completo este álbum.
É claramente um disco obrigatório para qualquer apreciador de boa música!!
Lista de faixas de "10000 Anos Depois entre Vénus e Marte":
1.O Último Dia na Terra
2.O Caos
3.Fuga Para o Espaço
4.Mellotron, o Planeta Fantástico
5.10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte
6.A Partir do Zero
7.Memos
Tesouros Perdidos do Rock e Heavy Metal
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor música que o AC/DC escreveu, na opinião de Gene Simmons
O disco do Sepultura que "coloca um sorriso" no rosto de Scott Ian, guitarrista do Anthrax
A melhor banda do show de despedida do Black Sabbath, segundo João Nogueira
As únicas 11 músicas do Dream Theater que são boas, segundo Regis Tadeu
O disco "esquecido" do Black Sabbath que é um dos preferidos de Shane Embury
Europe divulga "Scandinavian Eyes", novo single do próximo álbum de estúdio
42 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de setembro
A versão "errada" de clássico do Yes que fez a banda explodir
A música do Genesis que Phil Collins considera uma de suas melhores e nasceu quase por acaso
O disco do Judas Priest que "reinventou o metal", segundo Tom G. Warrior
O disco do Rush que baixista do Napalm Death considera perfeito
A crítica de Aquiles Priester à bateria do Shaman, segundo Luís Mariutti
A música que James Hetfield escolheria para entrar em cena antes de qualquer outra
Michael Sweet (Stryper) não aceitaria ser guitarrista da banda de King Diamond
Billy Gibbons explica continuidade do ZZ Top tendo apenas sua presença dos membros clássicos




