Machine Head: Flynn fala sobre origem de seu nome e avô
Por Fernando Portelada
Fonte: BraveWords
Postado em 13 de março de 2013
O vocalista/guitarrista do MACHINE HEAD, Robb Flynn, escreveu mais uma entrada em seu blog, The General Journals: Diary Of A Frontman... And Other Ramblings. Segue um trecho desta postagem.
Meu avô era um grande idiota. Ele provavelmente disse umas 100 palavras em toda minha vida. ‘Olá Mijo’, ‘Tchau Mijo’ [Mijo é uma contração de Mi Hijo. Meu filho]. Foi bem por aí. Nós tivemos uma conversa quase significativa em um dos aniversários de minha mãe, Glória. Ele estava um pouco bêbado [...] mas foi estranhamente divertido, como se eu estivesse falando com alguém que eu acabei de conhecer ou alguém com quem não tenho muito contato. Ele nunca realmente me aceitou como parte da família porque eu fui adotado, e ele deixava minha família bem ciente disto. Para piorar as coisas eu nasci com um ‘olho morto’ [estrabismo], ou seja, um dos meus olhos era virado para meu nariz. Eu fiz uma cirurgia corretiva logo após a adoção, mas quando meus pais me pegaram na agência ao seis meses de idade, eu tinha este olho morto. Quando meu avô finalmente me olhou com os olhos daquele jeito ele arrotou para minha mãe e meu pai: ‘Este não é meu neto!’.
Wow...
Até este ponto eu deveria ser chamado de Samuel, como meu avô, mas minha mãe trocou meu nome neste instante, para o de seu ator favorito naquela época (e também por quem ela tinha uma enorme queda): Robert Redford. Robert (pelo ator) Conrad (o primeiro nome de meu pai) Flynn. Mudança de Lawrence Mathew Carden, meu nome de nascença seis meses antes.
Quando meu avô (eu o chamava de ‘Papa’) faleceu alguns anos atrás, todos estavam muito tristes. Para minha surpresa (ou talvez não), eu não estava. Eu não me senti triste. Eu não sentia falta alguma, como se não houvesse significado para mim ou algo para pensar. Na verdade, eu não senti nada. Foi estranho para mim e eu pensei sobre os motivos, mas nunca cheguei a uma resposta. Eu só sentia... nada. Foi como estar em um funeral de um estranho, mas completamente rodeado pela minha família. Eu poderia até simpatizar e sentir suas tristezas, mas...
As pessoas em seu memorial falavam somente sobre os bons tempos. Para mim, porém, eles não eram lá muito bons.
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