Fear Factory: tocando Demanufacture na íntegra na tour

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Por Nathália Plá, Fonte: blabbermouth.net, Tradução
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Jonathan Newsome, do Unsung Melody entrevistou recentemente o vocalista Burton C. Bell do FEAR FACTORY. Seguem alguns trechos da conversa.

Unsung Melody: Pesquisando para essa entrevista, li e assisti a algumas entrevistas. Uma das coisas que você mencionou é a criação de uma graphic novel baseado na história do "The Industrialist" [último álbum do FEAR FACTORY]. Houve algum progresso nisso?

Bell: Fico feliz por você me fazer essa pergunta, Jonathan. Isso está acontecendo nesse exato momento. Após muita pesquisa para encontrar o artista certo, eu finalmente o encontrei em Londres. O nome dele é Noel Guard. Ele é um artista fantástico. Ele me foi indicado por outro amigo artista. Então falei a eles o que eu estava querendo fazer. Conversei com alguns artistas antes, que tinham sido sugestão da gravadora. Eles são pessoas ótimas, mas o trabalho deles não era o que estava procurando. O estilo deles não combinou com a visão que eu tinha. Quando encontrei o Noel, a arte dele era exatamente o que buscava. O estilo dele é incrível. Então no ano passado trabalhamos na graphic novel do "The Industrialist". Todas as páginas estarão prontas até 1º de junho. Nesse momento, ele está seguindo a história do encarte que escrevi. Ele está seguindo cada cena e colocando essas cenas em imagens. A visão dele é exatamente o que vejo em minha mente. Estamos definitivamente em sintonia. Isso aliado ao fato de ele ser fã do FEAR FACTORY ajuda imensamente. Então ele compreende as coisas e é isso que importa. Ele foi o candidato perfeito. Ele chegou no momento certo. Ele está trabalhando nas imagens e vai ficar irado. Assim que estiver concluído, vamos procurar uma editora e esperamos que saia até o fim do ano.

Unsung Melody: Vocês agora fizeram algo diferente da maioria das bandas. Vocês licenciaram suas masters para a Candlelight Records. Esse não é o tipo de negócio mais convencional. Como isso aconteceu e você acha que esse tipo de negócio é o modelo futuro para a música?

Bell: Definitivamente esse é um modelo futurístico porque está à frente de seu tempo. Não há muitas bandas fazendo isso. Ele realmente funciona bem para uma banda estabelecida, devo dizer logo de cara. Se o FEAR FACTORY não tivesse 20 anos construindo uma base de fãs, sete discos em nossa carreira, não ia dar certo. Esse tipo de negócio não funcionaria para uma banda nova, mas funciona para nós. Nós temos nossa base de fãs. Nós temos a capacidade de fazer turnê, então funciona para nós. É um ótimo modelo para o futuro para muitas bandas e para muitas gravadoras. Gravadoras são uma espécie em extinção. Ninguém está comprando discos mais. O músico em atividade, que é o que me considero, consegue viver de turnê e de venda de mercadorias. Então, acho que esse é um modelo para bandas do futuro. Seja dono do que você cria. Conceda licença por um curto período de tempo. Assim você pode ter p que é seu de volta e fazer outra coisa com isso posteriormente e será tudo seu.

Unsung Melody: Saiu também que vocês vão tocar o "Demanufacture" na íntegra na jornada pelo 70000 Tons Of Metal em 2014. Muitas bandas fizeram uma turnê de aniversário comemorando um álbum antigo. Pode-se esperar que o FEAR FACTORY faça esse tipo de turnê?

Bell: Absolutamente, e já temos um nome para ela. Vai se chamar "Demanufactour". Vamos apresentá-la na Austrália esse ano. Então faremos o 70000 Tons Of Metal e esperamos poder levar essa turnê aos Estados Unidos.

Unsung Melody: Isso deixaria um monte de gente feliz.

Bell: Espero que sim. Como você disse, é um disco clássico e outras bandas tem feito isso. O MACHINE HEAD fez com o "Burn My Eyes". O METALLICA fez com o álbum preto. Várias outras bandas já fizeram isso também e é uma boa idéia.

Leia a entrevista na íntegra no Unsung Melody.

http://www.unsungmelody.com/interviews/an-interview-with-bur...

Photo credit: Stephanie Cabral


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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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