O Rappa: Falcão fala sobre Chorão, Yuka e o disco novo

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva, Fonte: G1
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Em entrevista publicada hoje no G1 Música, que faz parte do portal de notícias da Rede Globo de Televisão, o vocalista Marcelo Falcão da banda O RAPPA falou, entre outros assuntos, sobre o falecido vocalista do CHARLIE BROWN JR, Chorão, sobre o ex-baterista da banda, Marcelo Yuka e sobre o próximo disco, ainda sem nome definido, do RAPPA. Alguns trechos da entrevista você confere abaixo:

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G1 - Porque "Anjos" tem sete minutos? Fizeram versão menor para o rádio?

Marcelo Falcão - Existe uma versão para rádio, mas na real ela já foi feita longa. No disco vai estar longo. O solo no final, as viagens, foi uma ‘vibe’ muito boa. Também enviamos a original, e que a rádio decida. Uma emissora já falou que ia tocar a de sete minutos. A gente até imagina que possa tocar inteira, como "Diário de um detento" [dos RACIONAIS MCs], "Faroeste caboclo" [da LEGIÃO URBANA]. Talvez comecem agora com a de quatro minutos, e mais na frente toquem a de sete.

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G1 - Vocês fizeram homenagem ao Chorão em shows. A morte dele te abalou ou te inspirou para escrever algo desse disco?

Marcelo Falcão - Eu já tinha a maioria das coisas para o disco quando ele morreu. Mas de seis, sete anos para cá, estávamos muito amigos. Uma semana e meia antes de morrer ele me ligou. Eu fiquei chateado, queria poder ter feito alguma coisa, mas pelo telefone não dá para perceber. Tenho conversado com o Champignon, lembramos como eu era um exemplo de trabalho para o Chorão. Eu botei pilha para o Chorão chamar ele e os outros de volta para a banda. E eu fiquei muito orgulhoso disso. Ele tocou algumas coisas com o LOUCOMOTIVOS, meu projeto paralelo, felizão da vida. Era um cara divertido, engraçado. E contar história triste do Chorão não vai rolar, comigo ele sempre foi uma pessoa maneira. Falar mal do cara não rola.

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G1 - Tentou retomar o contato com o Marcelo Yuka?

Marcelo Falcão - O que posso falar é essa frase: quem está aqui nunca pensou em nada que não fosse música. Não queremos levantar bandeira de projeto. Durante muitos anos, até hoje, tem pessoas que ficam se fazendo de coitadas. O Yuka até hoje ganha um pedaço da grana d’O RAPPA e ainda fica falando mal da gente. As pessoas que mais o ajudaram fomos nós quatro. Mas a gente desiste das pessoas, de quem não tem fé. É impossível ajudar que não quer ser ajudado. As músicas [do RAPPA] foram todas eu ele [Yuka] que fizemos juntos. Até hoje quero ouvir sucesso novo do Yuka. Acho injusto o que ele fala. A galera aqui cansou. O Yuka é padrinho da filha do Xandão, e não visitou mais a menina. Eu até hoje gosto dele. Mas penso igual à banda.

A entrevista completa você confere no G1 Música.

http://g1.globo.com/musica/noticia/2013/05/o-rappa-poe-dedo-...




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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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