Dream Theater: Jurdan Rudess fala sobre novo álbum, turnês e mais

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Por Felipe Mascarenhas, Fonte: Loudwire, Tradução
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O DREAM THEATER passou a maior parte de 2013 atrás de portas fechadas trabalhando no próximo álbum de estúdio, mas o tecladista JORDAN RUDESS achou um tempinho pra conversar com a Loudwire sobre o progresso da banda no seu novo disco, como o baterista MIKE MANGINI está se adaptando ao grupo após o fim do ciclo de um álbum nas costas, os planos das futuras turnês e a vitória do Images & Words, álbum mais votado pelos fãs, no March Metal Madness, do Loudwire (clique para mais informações, em inglês). Confira abaixo a entrevista com JORDAN RUDESS.

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Loudwire: Primeiramente, Jordan, parabéns pela conquista da competição March Metal Madness que fizemos aqui na Loudwire.

JORDAN RUDESS: Oh uau, obrigado. Foi bem excitante. Havia muita intensidade nessa competição e os nossos fãs foram bem solidários.

Loudwire: É, isso é bem legal. Vocês sabem que tem um grande número de fãs, mas o quão bacana é ver isso em algo quantificável, onde eles se organizaram em massa por vocês, como nessa competição?

JORDAN RUDESS: Eu sei, é surpreendente. O poder e a voz que essas pessoas tem, foi muito bem sucedido.

Loudwire: O DREAM THEATER está há algum tempo trabalhando em novas canções. Eu gostaria de saber como as coisas estão progredindo em relação ao próximo álbum.

JORDAN RUDESS: Nós estamos muito bem. Estamos meio que na reta final de todo o processo. Há pouco eu estava finalizando algumas faixas de teclado e temos mais algumas coisas pra fazer, mas definitivamente, a essa altura, já estamos vendo a linha de chegada.

Loudwire: Vocês completaram o ciclo de um álbum com [o baterista] MIKE MANGINI, e ele teve que entrar no ritmo de vocês nesse último álbum, mas como ele está progredindo dentro da estrutura da banda?

JORDAN RUDESS: Ter Mike com a gente, na mesma sala, enquanto estávamos compondo e tudo o mais, foi uma coisa maravilhosa. O cara tem uma energia tão forte, e é um músico tão bom que fez uma grande diferença no nosso processo tê-lo por perto, dando idéias contributivas.

JORDAN RUDESS: O jeito como eu vejo é tipo, ele é um especialista na sua área. Ele tem um cérebro tão ritmíco-matemático e essa adição ao que o DREAM THEATER já tem no departamento de composição foi muito bacana.

Loudwire: Com uma nova peça no quebra-cabeças, isso te dá uma sensação de energias renovadas, nesse ponto da carreira da banda?

JORDAN RUDESS: Ah, com certeza. Qualquer um que tenha ouvido esse álbum ou que tenha dado uma passada no estúdio, você não consegue deixar de sorrir por causa da bateria, é tão ultrajante. Ele dá umas viradas que você fica, 'meu Deus!' (risos) eu não consigo segurar, só consigo sorrir.

Loudwire: Vocês são grandes músicos em todos os aspectos, mas como é o estúdio pra vocês? Vocês continuam se impressionando com o que você e cada um dos seus companheiros de banda criam?

JORDAN RUDESS: Essa é uma pergunta interessante. Eu me sinto muito sortudo por trabalhar com todas essas pessoas. Todos eles tem muito bom gosto e são completamente profissionais. Eu sei que esse é o tipo de coisa em que você pode ter certeza de que se você não estiver envolvido em cada etapa do caminho, seja lá quem for que assuma um determinado posto vai fazer um bom trabalho. É uma situação muito confortável saber que todos estão fazendo o melhor que podem.
Sabe, uma coisa do DREAM THEATER é que a gente nunca largou as rédeas. Algumas vezes quando você escuta bandas que já estão na estrada há algum tempo, é tipo, "Ah, sabe, as músicas de anos atrás são melhores', ou sei lá o que. Mas eu sinto que com o DREAM THEATER, todos estão tão energizados e excitados com o que fazemos. A gente ainda pratica muito e ninguém perdeu o espírito ou a energia. A gente apenas mantém as rodas firmemente em movimento.
E outra coisa, pelo menos ao que diz respeito ao ambiente de trabalho, nós somos muito dedicados. Quando entramos no estúdio, nós temos um trabalho a fazer, temos prazos, e queremos terminar o que temos pra fazer. Definitivamente, é isso que fazemos. É o noso trabalho. Alguns dias são mais inspirados do que outros, alguns dias são apenas pra resolver e executar coisas, mas em outros dias a inspiração pode estar ali e surgir uma progressão de acordes.

Loudwire: Eu sei que você adora equipamentos e tem todo o tipo de engenhoca que você pode usar. Nesse ponto, você tem algum equipamento favorito que você esteja gostando de usar na música?

JORDAN RUDESS: Ontem eu estava apenas fazendo solos e eu usei o meu Geo Synthesizer em um dos meus solos. É um aplicativo que eu criei. Eu tenho uma empresa de aplicativos chamada Wizdom Music e um dos nossos aplicativos se chama Geo Synthesizer e eu o usei em um solo e foi muito divertido.

Loudwire: E tem alguma coisa que você esteja apenas esperando o momento certo de trabalhar?

JORDAN RUDESS: Sim, sim. Eu estou envolvido com essa empresa chamada Roli, e tenho esse instrumento chamado Seaboard. É um instrumento de teclado impressionante e tem uma sensibilidade ao toque completamente nova. Ele tem o que chamamos de 'elastics feel' (toque elástico, em tradução livre). Eu tenho esperado pelo momento na minha carreira musical pra poder usá-lo. Ainda não é um produto comercial, mas é muito, muito legal. Então, esse é um tipo de teclado que se destaca entre as novas tecnologias de Jordan.

Loudwire: E com essas tecnologias, isso também vai funcionar ao vivo?

JORDAN RUDESS: Eu gostaria, sim, na verdade eu tou pensando sobre isso agora. Meus equipamentos para apresentações ao vivo definitivamente exije um pensamento a frente. Então eu estou começando a pensar sobre o que eu quero levar comigo nas turnês. O Seabord seria muito bacana.

Loudwire: O DREAM THEATER é muito conhecido pelos sets ao vivo, mas é uma experiência completa. O quanto você, como um músico, trabalha, não só com o que você recebe dos outros caras, mas também com o que o público te fornece?

JORDAN RUDESS: Isso me fez pensar numa história engraçada. Quando estávamos fazendo as audições com os bateristas, MIKE MANGINI tocou uma música pra gente - 'Dance of Eternity' ou 'Metropolis' ou alguma coisa assim. E ele colocou tanta energia na canção, e foi tão intenso, e primeiro de tudo, era de manhã, muito cedo, mas foi tão incrivelmente intenso que quando ele terminou de tocar, eu achei que ele ia morrer. Mas claro, ele estava bem. Mas eu estava pensando que quando a gente saísse em turnê, se ele fosse o baterista que escolhêssemos, como é que ele iria tocar uma noite inteira daquele jeito? Como ele pode colocar tanta energia numa música? Ele não vai conseguir tocar mais do que uma ou duas canções. Mas a realidade é que ele tem tanta energia que ele é capaz de tocar esse tipo de show, com essa energia.

JORDAN RUDESS: Essa última turnê que fizemos foi muito divertida, e eu fico alinhado com MIKE MANGINI, mais na parte de trás do palco - o meu riser e o dele - e nós temos muitas interações engraçadas, com expressões faciais e sorrisos, e a banda como um todo, nossa experiência foi muito unificada. Uma coisa sobre o novo DREAM THEATER é que, digo, eu sempre gostei de tocar nessa banda, e MIKE PORTNOY foi um dos maiores bateristas, mas uma coisa que mudou com MIKE MANGINI é que estamos unificados, cinco caras todos em caminhos musicais similares, trabalhando juntos. Eu realmente sinto isso e é interessante. É palpável. Nos shows, todos com quem converso dizem, 'uau, vocês são como uma unidade'. E eu acho isso muito bacana. Isso foi o que eu realmente gostei nessa última turnê.

Loudwire: Entre o DREAM THEATER, seu trabalho solo, sua empresa de aplicativos, parece que você raramente tem uma folga. O que está por trás de toda essa energia?

JORDAN RUDESS: Eu sou muito unilateral. Tem muitas pessoas que fazem muitas coisas e tem muitos hobbies, mas honestamente, eu não sou assim. Eu sou simples e completamente um músico. Eu como, respiro e durmo música. Então pra mim é realmente natural passar o tempo fazendo o que eu amo fazer. É divertido também. Definitivamente, é um trabalho, mas as vezes é mais diversão do que qualquer outra coisa e é isso que me mantém ativo. É o que eu amo fazer e o que eu me divirto fazendo.

Loudwire: Você falou que está na reta final do novo álbum do DREAM THEATER. Você imagina um lançamento em 2013, ou ainda está muito cedo pra projetar uma data? Há alguma turnê no horizonte da banda?

JORDAN RUDESS: Parece que o álbum vai ser lançado no outono (n.t. primavera, no Brasil). Ainda não anunciamos uma data de lançamento, mas é o que estamos esperando. E vamos fazer uma turnê mundial com esse novo disco, certamente estaremos em turnê em 2014. Ainda não tenho certeza sobre as datas, mas pode ficar tranquilo, porque aonde quer que você esteja no universo, você vai ver o DREAM THEATER em 2014.




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Sobre Felipe Mascarenhas

Nascido em Salvador, na Bahia, é amante da música, frequentador de shows e nas horas vagas, traduz matérias e entrevistas para o Whiplash.Net. Ouve tudo aquilo que lhe agrada, mas desde que ouviu Metallica pela primeira vez, em 2001, bandas de rock e heavy metal nunca mais saíram das suas playlists.

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