Ghost: ser famoso e anônimo não andam de mãos dadas
Por Fernando Portelada
Fonte: Blabbermouth
Postado em 01 de agosto de 2013
Joe Bosso do MusicRadar.com conduziu em 28 de julho de 2013 uma entrevista com um dos inomináveis da banda sueca GHOST, antes de um show do grupo em Nova York. Alguns trechos desta conversa estão disponíveis abaixo.
MusicRadar.com: Como a maquiagem e apresentação - toda esta estética - começou e se desenvolveu?
Nameless Ghoul: "O começo bem não-sexy foi o GHOST como um projeto de somente algumas músicas e um vocal. Bem no começo ele estava nesta fase embrionária e os poucos de nós que estavam no projeto sabiam que ele não ia decolar se ele fosse só uma banda. O que eu via desta apresentação era grande, bombástico esta coisa gigantesca [risos]. Mas isso não iria funcionar se estivéssemos lá de camisetas como caras normais. Naquele ponto nós estávamos: 'Vamos juntar isso e construir algo'. Nós precisamos pular alguns passos que todos já estavam fazendo. Nós conseguimos um contrato e uma base de fãs - isso na época do MySpace - e de repente estávamos aqui e foi como: 'Shows... Puta Merda! Precisamos de uma banda agora.' Nós juntamos tudo e sim, quando eu olho para trás não parece legal, mas o que você vê agora é só o começo. Miramos para 2017."
MusicRadar.com: Ok, sério, o quão quente fica usar este robe no palco?
Nameless Ghoul: "Você se acostuma. Não é mais um grande choque. Nós tivemos alguns momentos, quando tocamos no porão do Webster Hall, em Nova York, pela primeira vez. Este show estava inacreditavelmente quente. Provavelmente uns 38ºC lá embaixo. O show foi sobre vendido para umas 100 pessoas ou mais e não havia ar. Assim que você entra naquela fase de se concentrar somente na respiração é bem estranho e desorientador. Tocar ao ar livre também sempre foi complicado. Nós estamos neste jogo de tentar sobreviver e temos que tocar em alguns lugares que não são os ideais - por enquanto. Alguns shows ao ar livre são muito quentes, mas outros são bem frios também. Quando está ventando uma brisa gelada em você, é algo que você tem que se preparar também. Imagine só se Papa levantasse seus braços - ele se tornaria uma vela."
MusicRadar.com: Ate que ponto você iria para tentar proteger sua identidade? Você é bem jovem, mas antigamente os membros do KISS escondiam suas caras até em clubes e boates. Fotógrafos de todos os lugares estavam tentando desmascará-los.
Nameless Ghoul: "Acho que conseguimos sustentar isso até agora, porque é parte do nível de entretenimento da banda."
MusicRadar.com: Mas isso vai mudar.
Nameless Ghoul: "Isso vai mudar. É algo como um paradoxo. Progredir como uma banda não corre em paralelo com ser anônimo. Eu li um artigo no outro dia no jornal que comparava bandas com membros anônimos. Ele passava por tudo, do SLIPKNOT, por nós, pelo DAFT PUNK, havia o THE REISDENTS e uma banda que eu nem conhecia, chamada THE KNIFE. Ele meio que as ranqueava com o nível de fama e por quão anônimos eram, mas se esqueceram de mencionar o quão populares eles eram no contexto dos dias atuais. Então estes caras que eu nem conhecia ganharam a nota máxima por ainda serem anônimos e eu fiquei tipo 'Você está de brincadeira?' [risos]. Obviamente eles não são muito grandes e pouca gente conhece o THE RESIDENTS. As pessoas sabem quem são os membros do SLIPKNOT porque são uma banda que vende milhões. Isso não caminha de mãos dadas, porém. A fama e a anonimidade.
Comente: O quanto as máscaras ajudaram na divulgação do Ghost?
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