John Petrucci: destacando importância da esposa em sua música
Por Fernando Portelada
Fonte: Blabbermouth
Postado em 30 de setembro de 2013
Bryan Reesman, do Attention Deficit Delirium, recentemente conduziu uma entrevista com o guitarrista do DREAM THEATER, John Petrucci, alguns trechos desta conversa estão disponível abaixo.
ADD: Sua esposa, Rena Sands, toca guitarra na banda tributo JUDAS PRIESTESS. Há alguma chance de vocês fazerem um projeto musical um dia?
Petrucci: "Nós adoraríamos. Nós já conversamos sobre isso. Depende somente de que estilo isto seria e achar o tempo de fazer isso. Ela é uma grande guitarrista. Nós estamos celebrando nosso 20º aniversário de casamento. Acabamos de voltar de Vegas, na verdade."
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ADD: Meus parabéns.
Petrucci: "Obrigado. Quando nós nos conhecemos, música era aquela coisa que nos conectava e isso sempre foi uma grande parte de nossas vidas. Nós agora temos três filhos, todos adolescentes que fazem música, e isto é algo que conecta todos. Seria algo inacreditável de fazermos juntos."
ADD: Artistas geralmente tem dificuldade em manejar relacionamentos por causa dos loucos horários. Como você conseguiu conciliar isto por 20 anos?
Petrucci: "Precisa de muita compreensão. Eu acho que devido ao fato de minha esposa ser musicista e estar na minha mesma carreira, ela entende completamente o que está envolvido e ela é este tipo de pessoa e me dá um completo apoio. Quando você pensa na quantidade de tempo que tenho que estar longe por causa das turnês... como você disse, é uma indústria meio não convencional e eu fico no estúdio por 10 ou 12 horas ao dia. Enquanto isso, nós temos três filhos, dois gêmeos, então ela passa todo o tempo criando-os. Estou totalmente convencido que não estaria onde estou hoje, em minha vida e carreira, sem este seu nível de compreensão, apoio e força. É inacreditável. Realmente é. O fato que ela pode me dar este feedback e que nós podemos falar sobre as cosias de forma criativa, e compartilhar ideias enquanto estou compondo é incrível. É bem, bem, legal."
ADD: Estou adorando o novo álbum do DREAM THEATER. Quando a banda começou, era uma mistura de complexidade progressiva que caminhava ao lado dos elementos melódicos que fizeram ela amiga das rádios. Na meia idade do DREAM THEATER chegaram as músicas mais épicas e complexas, mas parece que os últimos lançamentos voltaram a misturar estas matadoras assinaturas de tempo, os loucos riffs e os refrões contagiantes. Eu escrevi isto recentemente e alguns fãs ficaram desanimados com essas ideias, mas eu acho que é algo bom. Foi um retorno consciente ao estilo de composição ou isto veio naturalmente?
Petrucci: "É definitivamente algo em que queríamos nos focar. Quanto ao estilo da banda, e da forma que o fazemos, é importante que isto permaneça intacto. Nós somos uma banda progressiva, com um som metal, e este estilo musical é muito poderoso. Nós tentamos ampliar os limites, mas com isto em mente, o mais importante é a composição. No final do dia, são as composições, é o sim ou não da música alcançar as pessoas. É a comunicação. Sempre foi um importante elemento da música - o lado melódico que você disse, os refrões cativantes e o conteúdo melódico em geral - Como os vocais lhe atingem, como a mensagem lhe atinge - Eu acho que isto separa os homens dos meninos em muitos aspectos quanto a compor em um estilo progressivo. As músicas precisam ser contagiantes, elas precisam criar relações, elas precisam ser fortes, e nós nos focamos nisso nesta vez. Não há dúvidas sobre isso. Nós falamos sim em fazer um álbum forte e ousado. Ele vai ser tudo que amamos fazer, mas vamos dar uma atenção especial nestes elementos de composição, para que a estrutura das músicas sejam mais poderosas emocionalmente."
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