Raimundos: banda comenta sucesso no crowdfunding de novo CD
Por André Nascimento
Fonte: Virgula
Postado em 04 de outubro de 2013
Numa entrevista concedida ao portal Vírgula, Digão e Canisso foram questionados sobre os motivos que levaram a banda brasiliense a optar pelo crowdfunding visando a gravação do vindouro álbum "Cantigas de Roda" ao invés de optar por lançar por uma gravadora. Leia o trecho da entrevista abaixo:
Virgula – Vocês estão produzindo o álbum Cantigas de Roda, que se tornou realidade através de uma campanha de crowdfunding. De onde veio essa ideia?
Digão - Quando começamos a trabalhar no disco nós pensamos em mostrar para as gravadoras, mas toda hora topávamos com essa história de crowdfunding. Então, resolvemos arriscar. Hoje as gravadoras só querem artistas como o Naldo e a Anitta, nós somos feios e tocamos hardcore, não dá mais pra gente não.
Canisso – Nós priorizamos a liberdade de tocar de uma maneira que acreditamos ter a cara do disco dos Raimundos. Quando você tem um contrato com uma gravadora vão querer mudar algumas coisas, como colocar uma blusa amarela em um, rosa no outro. Esse tipo de interferência faz sumir a essência da banda.
Virgula – Vocês tiveram medo de não conseguir arrecadar a meta de R$ 55 mil no crowdfunding?
Digão - Estávamos morrendo de medo de ser um fiasco e não funcionar. Nós somos humildes, cara. Se não desse certo seria um vexame. A mídia noticiou que o Raimundos estava fazendo ‘vaquinha’ na web. Rapaz, vaquinha é a mãe do cara que escreveu isso. Nós estamos vendendo antecipado o nosso álbum, vamos entregar em casa, autografado. Existe uma contrapartida, não estamos pedindo nada pra ninguém.
Canisso - Aqui não é Igreja, que você dá o dinheiro e não recebe nada em troca. Não é doação, não é vaquinha. Realmente tivemos medo, mas em 15 dias conseguimos alcançar a meta. Arrecadamos um total de R$ 121 mil. Vai dar pra cobrir os custos da viagem para gravar em Los Angeles e todo o resto. Nós íamos tirar do nosso bolso para completar o projeto, mas os fãs nos ajudaram a realizar esse álbum e não teremos interferência alguma.
Virgula – Não seria assim se o Raimundos tivesse um contrato com uma gravadora?
Canisso – Nós temos uma vantagem muito grande, lançamos o primeiro disco em uma plataforma praticamente independente, era um selo, então não tivemos ingerência externa, escolhemos como seria o som dos Raimundos e funcionou. Então hoje, ninguém pode dar palpite. As gravadoras nos enviaram propostas nada interessantes, querendo morder uma grande porcentagem, pedindo aquele comodismo de Mulher de Faces e ter obrigatoriamente um single pra estourar na rádio.
Digão – Também rola o lance da censura. Não poder falar palavrão para tocar no rádio. As pessoas tem esse medo de tomar uma posição e fica aquela coisa sempre morna, sem tempero. Vai tocar no rádio? Vai. Mas não tem relevância, não tem legado, não tem legitimidade. Nós não queremos ganhar dinheiro - claro que isso é uma consequência do sucesso, mas a gente não está aqui só para isso. Todo o amor que você tem pela sua música acaba se transformando em um produto. Essa não é a nossa prioridade.
Vale lembrar que a campanha de crowdfunding para a gravação e lançamento de "Cantigas de Rodas" não só bateu a meta de R$ 55 mil em pouco mais de uma semana do projeto e atingiu um valor superior a 120 mil reais após o termino da campanha no último 30 de setembro.
A entrevista com Digão e Canisso no portal Vírgula pode ser lida no link abaixo:
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