Max Cavalera: leia trecho da biografia "My Blood Roots"

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Por Fernando Portelada, Fonte: Brave Words & Bloody Knuckles, Tradução
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Com autoria de MAX CAVALERA e Joel McIver, "My Blood Roots" é a brutalmente honesta história da vida de um dos integrantes de duas das mais conhecidas banda de heavy metal do mundo, SEPULTURA E SOULFLY. Veja um trecho do livro abaixo:

"Perder meu pai teve muito a ver com eu começar a beber muito. Era para preencher um vazio. Quando estava bêbado, eu me sentia diferente: eu gostava do quão alto eu ficava com a bebida. A música soava melhor quando você estava bêbado, e a comida tinha um gosto melhor. É verdade: quando você ouve um disco quando você está bêbado, aquela merda soa bem melhor. Você ouve ao SLAYER bem ato quando está bêbado, cara, ele soa ótimo. E quando você ouve sua própria música quando está bêbado, ela soa ótimo também. E não podia acreditar que éramos nós tocando. Eu costumava ouvir a ‘Arise’ no volume máximo no fundo do ônibus e pensar: ‘Ouça esse vocal. Isso é foda!’

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A bebida sempre esteve lá, tanto quando eu era criança e quando eu era adulto. Eu especialmente amava vodca. Mais tarde, quando me casei, mudei da vodca para o vinho, o que parecia ser uma boa escolha de bebida. Isso me ajudava a relaxar à noite, mas no começo eu bebia uma garrafa, e depois bebia duas garrafas daquela merda. Por mais que isso acontecesse, várias pessoas que faziam turnês comigo, nunca me viram realmente mal – a não ser em algumas raras ocasiões.

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Eu estava definitivamente bem louco naquela época. Eu me envolvi em um acidente de carro uma vez. Eu tinha um Fiat branco, que eu comprei após guardar dinheiro por alguns anos. Eu saí uma noite com esse carro e eu tinha assistido Laranja Mecânica na TV em um bar em Belo, enquanto me enchia de bebida. Eu estava pensando: ‘Esse é o melhor vídeo de todos os tempos. Eu quero ser um desses caras, porque eu adorava a violência.

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Eu pendurei um grande pôster deste filme no meu quarto, ao lado dos pôsteres de MORBID ANGEL e DEATH e SLAYER. A violência teve um grande impacto em mim. É um filme de metal, essencialmente. Eu fiquei surpreso quando o SEPULTURA mais tarde gravou um álbum baseado em Laranja Mecânica, porque os outros caras não gostaram do filme naquela época. Eu assistia, mas eles não mostravam interesse. Bem estranho.

Então eu assisti esse filme e eram três da manhã e eu tinha que ir pra casa. Estava chovendo e minha consciência dizia: ‘Peça para alguém dirigir pra você’, mas o lado mau da minha consciência disse: ‘Foda-se! Vá dirigindo, filha da puta.’ E eu fui com a malvada – a errada – e logo mais eu estava dirigindo sozinho, em ziguezague na estrada. Eu estava realmente bêbado, cara, destruído. Chegou uma curva e eu fiz um 360 na estrada e atingi um muro. Eu olhei para fora do carro e havia esta grande igreja lá fora, olhando para mim. Eram três da manhã, eu estava lá sozinho e a frente do meu carro estava completamente destruída.

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Eu olhava para a igreja e estava zangado com ela. Eu estava pensando: ‘Por que eu bati em uma igreja? Por que diabos você tinha que estar no meu caminho, Igreja?’ Eu estava culpando a igreja pela minha batida. Foi hilário agora que eu penso nisso. Eu sai do carro e estava puto com a igreja, gritando: ‘Foda-se, filha da puta!’ Eu não estava ferido, se não contar o meu nariz sangrando, mas o carro estava um lixo. Nenhum policial apareceu. Eu dei sorte. Eu consegui ligar o carro e chegar em casa, em terríveis condições."

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Sobre Fernando Portelada

25 anos, Blogger, Podcaster, Gamer, Leitor de Quadrinhos, Ouvinte de Rock, Jornalista, e chato acima de tudo. Ouviu Imaginations From The Other Side do Blind Guardian aos 13 anos, emprestado por um amigo de escola. Ainda é um de seus álbuns preferidos.

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