AC/DC: Os Top 10 solos de guitarra de Angus Young

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Por Carla L Fillardi, Fonte: Ultimate Classic Rock, Tradução
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O guitarrista do AC/DC ANGUS YOUNG deve ser um dos guitar heroes mais improváveis do rock, simplesmente pelo fato de que ele não tenta ser um guitar hero de forma nenhuma. Longe das pirotecnias flamejantes de muitos dos guitarristas mais famosos do hard rock e do metal, o talento de YOUNG está na sua habilidade em usar os acordes e as escalas mais simples para criar a tensão e a instigação na música.

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Enquanto sua marca registrada de uniforme escolar e sua presença maníaca de palco são suas assinaturas visuais, musicalmente a forma de tocar de YOUNG é caracterizada por ter uma sólida base nas escalas pentatônicas maiores e menores, as quais ele mistura livremente seguindo a tradição do blues. Ele tem utilizado a Gibson SG praticamente por toda sua carreira e sua firme fidelidade aos mesmos tipos de tons, acordes e escalas é a pedra fundamental da marca registrada do som instantaneamente reconhecível do AC/DC.

Raramente algum guitarrista tem feito tanto com tão pouco – como você verá na nossa lista dos Solos Top 10 de ANGUS YOUNG.

10 - For Those About to Rock (We Salute You)
Álbum: “For Those About to Rock We Salute You” (1981)

Um excelente exemplo de como menos é muitas vezes mais quando se trata de ANGUS YOUNG. “For Those About to Rock (We Salute You)” revela muitas das suas marcas registradas. Começando com acordes limpos que abrem caminho para um riff tipicamente poderoso, a faixa traz uma batida lenta e pesada sobre a qual YOUNG intercala rajadas rápidas de notas com bends profundos que ele repete para dar ênfase ou tensão – apenas para soltar com outra pancada de notas rápidas. Um forte começo para o Top 10 Solos de ANGUS YOUNG.

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9 - Bad Boy Boogie
Álbum: “Let There Be Rock” (1977)

O valentão arrogante de “Bad Boy Boogie” dá uma amostra perfeita de mais movimentos com a assinatura de YOUNG. O guitarrista faz uma longa pausa, na qual ele está quase tocando o silêncio, antes de se arremeter num solo no qual alterna rajadas maiores rítmicas entrecortadas com uma sucessão de notas muito mais rápidas. Mas a parte mais importante é uma passagem longa na qual ele viaja em apenas uma única nota com ênfase repetida no riff, fazendo soar gradualmente mais alto para criar uma tensão musical que é quase insuportavelmente maravilhosa, antes de completar tudo com uma sequência fulminante.

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8 - Ride On
Álbum: “Dirty Deeds Done Dirt Cheap” (1976)

Os críticos que têm chamado o AC/DC de um pônei de apenas um truque evidentemente não ouviram “Ride On”, que mostra um lado bem diferente da banda. Uma faixa blues direta e melancólica com acordes sutis e uma performance surpreendentemente sensível de Bon Scott, que traz também um solo tocante de blues que demonstra um lado mais melódico e até mais gracioso da guitarra de YOUNG – se é que se é permitido usar a palavra “gracioso” para descrever o AC/DC. Seu fraseado aqui é como uma fusão de B.B. King e Jimmy Page, fazendo por merecer uma indicação nos Top 10 Solos de Guitarra de ANGUS YOUNG.

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7 - “T.N.T.”
Álbum: “T.N.T.” (1975)

Ilusoriamente simples, mas devastadoramente emocional. A guitarra rítmica entrecortada de “T.N.T” é quase uma precursora do punk em sua abordagem crua e com o “Oi! Oi! Oi!” hipnotizante. O solo de YOUNG emprega uma estratégia musical básica que é: uma pausa, um bend de uma nota longa uivante, seguido por uma série de notas rápidas. Então, isso se repete. Ele termina a música com uma passagem ascendente antes de cair num redemoinho de barulhos da guitarra.

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6 – “Let There Be Rock”
Álbum: “Let There Be Rock” (1977)

Credo, Angus, nos dê um tempo, pode ser? Esse é ainda outro exemplo extremo da criação de tensão sonora de YOUNG, com resultados destrutivos para os nervos. O ataque violento e de tempo aumentado e impetuoso da faixa fica ainda mais maluco quando YOUNG usa seu truque de repetir suas intercalações muitas vezes – mas aí ele modula para obter mais suspense antes de finalmente relaxar. É como ser golpeado na cabeça repetidamente e depois voltar e pedir ao cara que te golpeou para bater novamente.

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5 – “Highway to Hell”
Álbum: “Highway to Hell” (1979)

YOUNG revela sua maestria na tradição do blues com seu solo em “Highway to Hell”. O que é apropriado, já que a letra da música é de algum modo uma variação da velha lenda do blues sobre fazer um trato com o Diabo em troca de fama musical. Dessa vez, é a estrada em si que é a “estrado para o inferno” e YOUNG expressa essa angústia com um solo blues-rock que quase poderia ter vindo de Chuck Berry, combinando a escala pentatônica menor convencional e algumas notas maiores, no sentido clássico do blues.

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4 – “Rocker”
Álbum: “T.N.T.” (1975)

Nunca um hit de rádio, “Rocker” é uma música (e um solo) que muitos fãs apontam como uma das melhores de YOUNG. Não tem como ser mais fácil – ou melhor – do que isso, com um riff performático que faz você querer tomar umas naquele bar local. YOUNG utiliza frases musicais rápidas e repetitivas, perfeitamente arranjadas, misturadas com trinados blues rock incendiários para amplificar a energia de uma maneira que só o AC/DC pode, disputando com o vocal marcante de Bon Scott, resultando num grande efeito. Essa música sempre serviu como uma vitrine ao vivo para um solo prolongado de YOUNG, tornando-se um ponto alto nos shows ao longo dos anos.

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3 – “Thunderstruck”
Álbum: “The Razors Edge” (1990)

Ocorre que só porque YOUNG não toca normalmente com um monte de truques técnicos não quer dizer que ele não possa fazer. O solo de abertura de “Thunderstruck” traz YOUNG tocando de forma muito fluída uma série de notas arpejadas de cair o queixo, tocando cada nota tão perfeitamente que se tirar o restante, você poderia estar ouvindo o Robert Fripp numa gravação recente do KING CRIMSON. Adiante na música, ele dá uma virada mais blues para um solo mais do que aguardado, que de algum modo acaba se encaixando perfeito ali, numa das faixas mais estranhas – e legais – de sua carreira.

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2 – “You Shook Me All Night”
Álbum: “Back in Black” (1980)

Depois do falecimento precoce de Bon Scott, parecia improvável que o AC/DC poderia continuar. Com “Back in Black”, que se tornou um dos álbuns mais vendidos da sua carreira, a banda provou que os céticos não estavam apenas errados, mas eram tolos. “You Shook Me All Night Long” é uma proeza guitarrística de YOUNG, trazendo um riff instigante e um solo que revela sua modulação e fraseados únicos. YOUNG começa nas cordas mais baixas com uma série de bends, notas em staccato e squeals antes de subir até os pontos mais altos do braço para alguns bendings de blues profundos e fraseados contínuos que se encaixam tão perfeitamente na música que ele podia até mesmo cantá-los.

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1 – “Back in Black”
Álbum: “Back in Black” (1980)

Qual a melhor maneira de terminar a lista dos Top 10 Solos de Guitarra de ANGUS YOUNG do que com uma sucessão de clássicos de “Back in Black”. O título da música desse álbum icônico revela um dos riffs mais poderosos e eficazes da história da música e YOUNG sai desse riff para um outro solo que soa quase sereno, perfeitamente ajustado à música. Ele está tocando notas simples para contrabalancear os acordes no começo do solo e então joga uns bendings de blues que são a pura magia de YOUNG. Mas, é o solo final que é o verdadeiro clássico aqui, quando YOUNG intercala mais frases musicais entrecortadas de blues com trinados muito rápidos e um riff dialógico do tipo pergunta-e-resposta. Vá em frente – desafiamos você a ouvir isso sem balançar sua cabeça como um dos personagens do “Wayne’s World” (N.T. filme de comédia americano, intitulado “Quanto mais idiota melhor”, no Brasil).

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N.T. “Bend” é um termo usado para descrever a técnica de tocar pressionando o dedo numa posição e forçando-o para cima ou para baixo, para aumentar ou diminuir uma nota; “staccato” se refere a notas curtas e separadas; e “squeals” é um tipo de técnica para gerar harmônicos artificiais (normalmente com o auxílio da alavanca) e gerar sons estridentes.

Por Sterling Whitaker.

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