Sebastian Bach: O Skid Row não entende o que a audiência quer
Por Fernando Portelada
Fonte: Blabbermouth
Postado em 16 de maio de 2014
O Full Throttle Rock recentemente conduziu uma entrevista com o ex-vocalista do SKID ROW, Sebastian Bach. Alguns trechos está disponível abaixo.
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Full Throttle Rock: Você está trabalhando em um livro há algum tempo agora. Como isso está indo?
Bach: "Está indo muito bem. Já tenho mais de 100 páginas prontas agora. Está saindo pela mesma editora de Paul [Stanley, do KISS], a HarperCollins, então isso é incrível. Eles também estão publicando meu livro. Eu quero ser bem positivo, divertido, um livro bem pra cima. Quando eu leio uma biografia que não é nada além de situações ruins, sobre as drogas que você usou, sobre o quão fodido você ficou, eu entendo isso – e obviamente vai ter algo disso em meu livro – mas após, tipo, 80 páginas das mesmas coisas, eu acho que isso é simplesmente triste. Qualquer um pode ser um bêbado, qualquer um pode ser um drogado, qualquer um pode cheirar cocaína. Não precisa de talento pra fazer isso [risos], então um cara como Neil Peart, do RUSH, ninguém pode tocar bateria desse jeito, então quando eu leio o livro de Neil Peart, eu acho mais interessante do que dizer o quão fodido ele ficou o tempo inteiro. Ele fala sobre outros assuntos que eu acho mais interessante. [...]"
Full Throttle Rock: Nos últimos meses, você esteve trocando alguns golpes verbais com Nikki Sixx [MOTLEY CRUE]. Sério, cara, o que diabos está acontecendo entre vocês?
Bach: "Bem, eu não posso acompanhar todo esse ódio, entende. Quero dizer, um dia sou eu, no outro é Sully do GODSMACK, no outro é Michael Sweet [STRYPER]. Eu não consigo acompanhar tudo isso, tem muito ódio para se acompanhar. Há muito disso acontecendo. É incrível que há uma nova fornada de confusão todos os dias. Não consigo acompanhar tudo isso. [risos]"
Full Throttle Rock: Sobre o assunto desta reunião com o SKID ROW, isso foi falado muito em algum tempo, mas da minha perspectiva, ouvir seus três últimos álbuns, fica claro para mim que você não precisa deles. Você parece muito bem em Bachlândia.
Bach: "Sim, bem, quero dizer, fazer todos esses discos para mim é algo diferente. Fazer álbuns, em meu mundo, é uma experiência pessoal e criativa diferente, onde você olha para você mesmo e seus sentimentos e seus pensamentos e expressa os seus segredos e emoções em uma música. Mas você está sozinho com um produtor e é um processo bem insular, o que é incrível, porque quando ele sai, o mundo inteiro pode investigar, entende, como você estava se sentindo. Então é algo bem legal, você pode colocar em seu telefone e ouvir em seus fones e você realmente está dentro da minha cabeça, como a música ‘Inside My Head’, estou dentro de sua cabeça quando você estiver ouvindo isso [risos]. Mas fazer turnês para mim é algo mais físico, simplesmente sobrevivência [...]. Então quando você fala de uma reunião com o SKID ROW, você sabe, fazer um álbum ou turnê, ou algo diferente, eu não sei, é bem fácil para mim subir no palco e cantar uma música do SKID ROW, então não tem razões para não fazer isso. Você teria que perguntar porque eles não querem. Quando eu canto ‘We are the youth Gone Wild’, não faz diferença para mim quem estava tocando o baixo, vá em frente [risos], eu não faço nada diferente. Se eles querem que eu cante, eu vou cantar. Se não querem, o que posso fazer? Você teria que novamente perguntar para eles. É insanidade para mim não dar as pessoas o que elas querem, quero dizer, se as pessoas querem algo, você e eu somos ambos fãs do KISS, o KISS deixa a audiência ser o chefe e o SKID ROW não entende este conceito. Eles não reconhecem, de qualquer forma, o que a audiência quer [risos]. Eles dão à audiência o exato oposto do que eles querem. Eles não entendem, mas o que eu posso fazer?
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