Pastore: Vocalista fala sobre tributo ao Helloween e metal nacional

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Por Rodrigo Lima, Fonte: Helloween Brasil
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Matéria de 07/08/14. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Mario Pastore, vocalista da banda Pastore e participante do tributo em homenagem aos 30 anos do Helloween realizado pela Helloween Brasil, concedeu entrevista para falar um pouco sobre como foram as gravações para o tributo, o Heavy Metal no Brasil e sobre as novidades da banda Pastore. Leia a entrevista completa abaixo.

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HBR: Olá Mario, obrigado pela entrevista e obrigado por fazer parte do nosso tributo em homenagem aos 30 anos do Helloween. Como se sente em participar desta homenagem junto com outros grandes músicos nacionais?

PASTORE: Eu que agradeço a consideração e carinho de vocês, e me sinto honrado. Realmente grandes músicos envolvidos e todos merecem estar nesse tributo show de bola.

HBR: Para você o que faz com que o Helloween chegue aos trinta anos com tanto prestigio e cada vez mais atraindo mais pessoas para sua legião de fãs e o que a diferencia de outras bandas?

PASTORE: Acho que fazer puramente o metal que os consagrou, sem inventar moda! O público quer isso e eles o fazem, outras bandas querem modificar e perdem a essência, como o Metallica a um tempo atrás com aqueles discos ruins: Load, Reload e St Anger (risos).

HBR: Você escolher gravar uma versão de How Many Tears do álbum Walls Of Jericho e no começo dos anos dois mil você interpretou ao vivo essa música ao lado do guitarrista Roland Grapow. O que tanto te atrai nesta música?

PASTORE: Eu cantei com o Grapow a Eagle Fly Free também, mas How Many Tears foi muito elogiada no youtube e eu adoro a versão do ao vivo com o Kiske. Então é isso!!

HBR: Como foi o processo de gravação? Você passou por alguns problemas de saúde durante este período.

PASTORE: O processo de gravação foi perfeito no instrumental, eu fiquei doente com uma sinusite crônica que tem me prejudicado desde 2009. Estou em tratamento e logo estarei novo em folha, quero fazer bonito nesse tributo.

HBR: Com sua experiência, o Heavy Metal no Brasil ainda tem muito o que melhorar ou as bandas estão no caminho certo e só precisam de mais espaço da mídia para crescerem?

PASTORE: Acho que o Brasil é celeiro de grandes músicos, tem muita gente boa, mas a mentalidade de muita gente teria que se modificar. Tem muita egolatria e desunião, muita puxada de tapete, e quem ganha com isso!?! Ninguém!

PASTORE: Tínhamos que ser unidos com carinho, respeito e hierarquia, você batalha 30 anos, constrói uma história e chegam moleques que mal começaram a tocar ou cantar te desrespeitando para ganhar espaço, quer espaço!?! Trabalhe por ele, faça sua história, que respeito e nome virão da forma correta, mas eu já cansei de falar. Hoje nem perco tempo me unindo com gente assim e nem discuto mais, me uno com quem quer isso e me respeita, hoje em dia tirando Iron, Kiss, Metallica e algumas outras bandas. O resto está no mesmo barco. Então para que se achar a última bolacha do pacote. (risos)

HBR: Você retornou com sua banda Pastore com novos músicos, fale um pouco sobre eles e o que eles trazem de novo para o som da banda.

PASTORE: Sim o Pastore foi reformulado agora com duas guitarras, que era como eu queria no início, são eles Marcelo de Paiva (bateria), Ricardo Baptista (guitarra), Adriano de Carvalho (baixo) e Alden Nobre (guitarra). Eles estão mantendo a essência do som do Pastore, mas com características mais tradicionais, como foi no The Price For The Human Sins. O The End Of Our Flames é um ótimo cd, mas convergiu mais para o Thrash e o The Price For The Human Sins vendeu mais no Japão! Está bem legal.

HBR: Você já tem algo pronto para o próximo álbum da Pastore ou ainda vai começar a penar na composições?

PASTORE: Estamos compondo um novo single e já temos algumas coisinhas boas vindo. É só o que vou adiantar. (risos)

HBR: Em sua carreira você já gravou grandes músicas, pretende no futuro regravar algumas delas, talvez com uma qualidade melhor ou com uma nova cara?

PASTORE: Quem sabe regravarei sim, eu fui bem prejudicado no início por poucas horas pagas por selos ou estúdios que os técnicos não sabiam gravar discos de Heavy Metal, então pode ser que aconteça mesmo.

HBR: Deixe um recado para seus fãs e os fãs do Helloween que estão ansiosos para te ouvir no tributo.

PASTORE: Quero agradecer a vocês pelo espaço e aos fãs que curtem o trabalho que fazemos, ouçam com carinho esse grande tributo e apoiem a cena indo a shows e comprando cds originais de bandas brasileiras!!!KEEP THE FLAME!!!! Valeu!

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Sobre Rodrigo Lima

Conheci o metal em 1998 com os festival Skol Rock com as bandas Iron Maiden e Helloween que hoje são minhas preferidas e principais influências. Principalmente o Helloween que me inspirou a criar um Fâ-Clube brasileiro para a banda, o Sole Survivor Helloween Brasil.

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