Corey Taylor, do Slipknot, conta como a sobriedade salvou sua vida
Por Fernando Portelada
Fonte: Blabbermouth
Postado em 06 de junho de 2015
O podcast "Metal Talks", do Spotify, conduziu uma entrevista com Corey Taylor, do SLIPKNOT/STONE SOUR. Um trecho está disponível abaixo.
Falando sobre como parou de beber durante a produção do álbum "Vol. 3: (The Subliminal Verses)", de 2004, Corey disse: "Eu fiquei sóbrio na metade da gravação desse CD. Bem, eu parei de beber, eu não passei por nenhum programa ou algo assim. Eu só parei de uma vez. Estávamos uns três meses já no processo de gravação. E foi difícil, realmente difícil. Mas eu sabia que tinha que fazê-lo. A última noite que eu bebi [novembro de 2003], eu basicamente me encontrei pendurado na varanda do quarto do hotel. Eu estava lá na varanda, prestes a cair, e um amigo conseguiu me segurar e me puxar de volta. Se ele não tivesse me agarrado, eu estaria morto. Então, no outro dia, eu acordei no chão, coberto por sabe-se lá o que, doente, suado, nojento... Quero dizer, eu estava miserável, e eu só disse: 'Não posso mais fazer isso. O que diabos está de errado comigo?' E foi então basicamente que eu comecei aqueles passos temerosos para longe de tudo isso. E foi difícil, foi muito difícil. Primeiramente, minha saúde estava um lixo. Eu tinha ganhado muito peso, meus vocais estavam arrebentados... Eu tinha que basicamente recomeçar tudo que tinha feito desde o começo. E é uma das razões de porque esse álbum é tão difícil de ouvir para mim, porque eu estava tentando fazer algo diferente. Porque eu falei: 'Todo o resto vai ser diferente. Quero tentar algo diferente com os vocais' e eu não tenho certeza se funcionou, para ser honesto. Quero dizer, funcionou para algumas das músicas, mas não para todas. 'Welcome' é uma delas, eu acho que funcionou muito bem."
Ele continuou: "Demorou muito tempo para que eu pudesse me sentir confortável comigo mesmo, porque tudo que eu sabia era quem eu era quando estava bêbado. Eu não era uma pessoa sóbria. Eu sabia quem eu queria ser., mas eu sabia que isso era algo para o futuro. Era sobre, basicamente, reparar umas pontes e me dedicar a ser uma pessoa melhor."
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