Augusto Licks: A emoção da passagem por Belo Horizonte

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Por Manuela Meneses, Fonte: Manuela Meneses, Press-Release
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Matéria de 18/11/15. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

A passagem de Augusto Licks por Belo Horizonte pode ser definida por uma série de momentos emocionantes contemplados por inesquecíveis conversas olho no olho. O emblemático guitarrista continua conquistando admiradores por onde passa e preserva uma legião de fãs extremamente fiéis à genialidade de seu trabalho. Antes mesmo do horário marcado para o inicio da primeira edição do Workshop “Do Quarto Para o Mundo” na capital mineira, cerca de 10 pessoas de diferentes partes do País já aguardavam ansiosas nas escadas de acesso da Casa Cultural Matriz, local escolhido para a realização do evento.

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Muitos traziam, com admirável cautela, discos dos Engenheiros do Hawaii e lembranças que a estrada percorrida por um músico com tantos anos de carreira proporciona para quem acompanha seu trabalho. Mesmo afoitos por acordes de guitarra, os participantes ressaltavam seus conhecimentos sobre diferentes fases de Augusto Licks, como os tempos em que exerceu a graduação em jornalismo, a participação no clássico “Deu Pra Ti Anos 70”, a parceria com Nei Lisboa, os artigos sobre futebol e as trilhas para filmes e peças de teatro. Os músicos presentes, empolgados em vê-lo, buscavam saber mais sobre as técnicas usadas, o mercado atual e a habilidade de tocar diversos instrumentos ao mesmo tempo em seus shows.

O conteúdo era amplo, as curiosidades infinitas e isso despertou a necessidade de aproveitar cada segundo do dia 17 de outubro de 2015. Compartilhar conhecimentos com humildade parece ser um dom natural de Augusto Licks. Fala com maestria sobre instrumentos musicais, com ênfase em sua paixão por guitarras, e também sobre experiências de vida, vinhos, cinema, e elabora complexos conceitos de teses futebolísticas. Desde sua chegada a Belo Horizonte, na véspera do Workshop, a expressão serena e amistosa permaneceu no semblante do guitarrista.

Nem mesmo o registro das temperaturas mais altas da história da cidade afetou seu bom humor. Os termômetros marcaram mais de 37 graus por dois dias consecutivos, trazendo calor recorde durante sua estadia. Estava muito feliz pela oportunidade de conversar sobre música e estabelecer esse contato direto com o público. Apesar da ansiedade empolgante para que algo que desejamos muito aconteça o mais depressa possível, Augusto, sempre perfeccionista, manteve tranquilidade para estudar e repassar mentalmente todos os tópicos que gostaria de abordar.

Abertos os portões, um momento foi dedicado para atender os participantes do Workshop. Cada um dos 20 apoiadores tirou fotos, pediu autógrafos e conversou com Augusto Licks. Muitos ali, o encontravam pela primeira vez e deixaram transparecer toda a emoção de conhecer um ídolo tão significativo em suas vidas. Algumas relíquias guardadas durante anos aparecerem no encontro, como um cigarro do guitarrista preservado por uma fã em sua agenda dos anos 90. Muitas lembranças, discos assinados e histórias contadas depois, era hora de abrir o cardápio de assuntos sobre carreira artística que o evento proporciona.

Depois de sua apresentação, Augusto entrou no palco sem ares de estrela do rock. Naquela sala com pouca luz, estava muito próximo de cada participante, disposto a escutar tudo o que eles tinham a dizer. Os olhares se mantiveram curiosos e emocionados durante as quatro horas de Workshop. Augusto Licks mostrou que não existem barreiras para quem deseja aprender a tocar um instrumento, sempre motivando o interesse pessoal de todos. Contou histórias de vida, momentos marcantes de sua carreira e sua opinião sobre ouvir e fazer música.

Já na parte final, depois de um intervalo interativo em que o assunto predominante foi a emoção sentida por cada participante ao encontrá-lo, a simbólica e inesquecível Steinberger branca (a loira) emitiu as primeiras notas de clássicos conhecidos do público, como ‘’Pra Ser Sincero’’,‘’Infinita highway’’ e ‘’Parabólica’’. Apresentou também trechos de novos trabalhos, igualmente aplaudidos e ovacionados por emocionados admiradores que se levantavam de seus lugares já nos primeiros acordes.

Na hora da despedida, todos queriam mais alguns instantes com o ídolo. Muito simpático, Augusto fez questão de atender a todos e relembrar divertidas cenas de shows com os Engenheiros do Hawaii. Recebeu presentes e até apelidou um participante de “alegria contagiante”, tamanha a satisfação que ele demonstrava por estar em sua aguardada presença. A conversa se estendeu por mais duas horas além do horário previsto. Muitos fizeram questão de registrar em fotos a sensação de ter a Steinberger nas mãos. O participante Leandro Lima definiu aquele dia como “excepcional”. Mesmo tendo viajado mais de 400 KM, valeu a pena cada metro percorrido.

Horas após o encerramento do Workshop, Augusto Licks ainda comentava extasiado sobre as passagens que ele mais havia gostado no encontro. Definiu aquele final de semana em Belo Horizonte como “Dias de efeito prolongado”. Mostrou-se muito feliz de poder apreciar as belezas da cidade vinte anos depois de sua última visita, ainda em uma das turnês com os Engenheiros do Hawaii.

Agradeceu muito pela participação e dedicação de todos que colaboraram para que o evento acontecesse através do Financiamento Coletivo e assinou com muito carinho as recompensas destinadas aos apoiadores. Entre tantas conversas, falou também sobre o nascimento da Roma Produtora. Criado por fãs a partir da experiência da realização do Workshop em Belo Horizonte, o projeto pretende levar os conhecimentos de Augusto Licks para outras cidades do Brasil.

Apesar do cansaço ocasionado pelo dia repleto de atividades e de muita emoção, o músico se despediu saudosamente de BH. Ainda no aeroporto disse, sensibilizado, que deseja retornar em breve à cidade. Os fãs também aguardam saudosos por suas próximas visitas em diferentes lugares. Enquanto isso, todos que estiveram no Workshop “Do Quarto Para o Mundo” ficam com a lembrança prolongada de um dia que promete não terminar tão cedo em nossas memórias.

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