Andreas Kisser: Opiniões sobre metal, impeachment, religião e mais
Por João Paulo Andrade
Fonte: Zero Hora
Postado em 14 de maio de 2016
Em uma interessante entrevista a Carlos Rollsing do Zero Hora, em 2016, Andreas Kisser comentou sobre vários assuntos. Confira alguns trechos.
O heavy metal é ignorado por responsabilidade de quem organiza ou pela sua cultura de gueto?
Os dois. O fã também é preconceituoso: "O heavy metal é música, o resto é lixo". Não é só no Brasil: em qualquer país, o metal não está na mídia, exceto o Metallica. Mas o Metallica é uma coisa além da cena.
Qual é a relação do Sepultura com a religião?
Sempre atacamos as instituições políticas, não a fé. Cada um acredita no que quiser, isso é muito livre. O que é foda é tomar proveito da crença e usar como instituição política, como o Vaticano. Somos um país católico, aqui eu cresci e fui educado, estudei em colégio de freiras católicas e fui doutrinado nessas ideias. A música The Vatican, que fizemos no último disco, fala dessa sujeira da pedofilia, das drogas, da corrupção no banco do Vaticano.
Qual é a sua posição sobre o processo de impeachment da presidente Dilma?
Defendo a intervenção alienígena (muitos risos). É tão óbvio, que fica difícil de falar. É óbvio que é um sistema saturado, completamente falido para o povo e muito lucrativo pra quem está lá dentro. Ofereceram ministério para o Lula se safar de uma investigação. Eles brincam como se fosse um jogo de War. Temos de dar todo apoio à Operação Lava-Jato. A luta não é de partidos. É da sociedade, do país. Muita gente do PT diz que o voto (para Dilma) foi legítimo. Ele não fica legítimo a partir do momento em que foi financiado com dinheiro ilícito. A delação premiada foi uma das coisas mais fantásticas que aconteceram na política do Brasil. Deu espaço para as pessoas falarem. Espero que o Brasil sobreviva a essa transição. E que a gente possa continuar a história do país sem essa corja de bandidos.
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