Metallica: Kill e Ride foram inspiração para novo álbum, afirma Lars

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Por Thiago Coutinho, Fonte: Rolling Stone
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O baterista do METALLICA, Lars Ulrich, em entrevista à revista estadunidense Rolling Stone, disse que a banda se inspirou nos álbuns "Kill 'em All" e "Ride The Lightning", que recentemente foram relançados em versões expandidas, para compor o novo álbum, "Hardwired... To Self-Destruct", cujo lançamento está marcado para o dia 18 de novembro.

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"Não posso dizer que houve um momento mágico quando compusemos 'Metal Militia' e a escutamos. Mas, em 2013, tocamos o 'Kill 'em All' do início ao fim no festival Onion, na cidade de Detroit. Esta foi a primeira vez que realmente fiquei por dentro deste trabalho. No início, desprezava um pouco este trabalho porque 'Ride The Lightning' e 'Master Of Puppets' eram um pouco mais estimulantes em termos intelectuais e mais desafiadores — eram trabalhos mais profundos. E até 2013, quando o tocamos do início ao fim, pude perceber que ele tem uma coesão. Ele possuía sua própria velocidade, mas é mais simples — as canções são longas, mas não têm aquela veia progressiva. É um álbum que vive em seu próprio mundo. E acredito que há elementos deste trabalho no novo álbum. Diria que há traços e resíduos de 'Kill 'em All' que ficaram bem cravados no processo de composição", afirmou o baterista.

"Hardwired... To Self-Destruct" foi produzido por Greg Fidelman — que traz em seu currículo trabalhos com SLAYER, SLIPKNOT, SYSTEM OF A DOWN entre muitos outros — juntamente com o vocalista James Hetfield e Lars Ulrich. A banda gravou o álbum em seu próprio estúdio e ainda está dando os toques finais antes de lançá-lo. "Temos ainda uma música para mixar e pronto. Nos último dois ou três dias, Greg mixaria 'Spit Out the Bone' — cujo título de trabalho era 'CHI' — e do nada Rob [Trujillo, baixista] apareceu na sala de controle para trabalhar nela. Então, que diabos eu sei? Está praticamente terminado. Vamos ter esta última canção mixada neste final de semana", disse Ulrich.

Ainda de acordo com o baterista, "Hardwired...To Self-Destruct" foi composto entre o outono de 2014 e a primavera de 2015. O objetivo da banda "era continuar de onde paramos", disse Ulrich. "Desde 'Death Magnetic' estivemos num rolo compressor: fizemos um álbum com Lou Reed, aquele medley em homenagem a Dio e o Rainbow, um cover do DEEP PURPLE e o filme ['Through The Never'] que levou dois anos para ser feito. Greg Fidelman tem trabalhado em período integral conosco desde então. Não tivemos tempo de sentar e pensar no que estávamos fazendo. Foi até sentarmos e analisarmos todo o processo do que estávamos fazendo e perguntarmos o que estávamos tentando dizer com este álbum. Foi quando as coisas começaram a tomar forma e se tornaram mais coerentes. Mas não trabalhamos com uma missão na cabeça."

Questionado a respeito de seu prévio comentário acerca da sonoridade de canções como "Hardwire" que seriam "menos frenéticas" do que aquelas contidas em "Death Magnetic", Ulrich deu a seguinte explicação: "A maior parte das canções é mais simples. Introduzimos um clima e nos fixamos a ele, ao invés de canções que fizemos em que um riff aparece aqui, vamos para lá e a coisa toda se torna uma jornada com todas essas sonoridades diferentes. As novas canções são mais lineares. E quando ao 'menos frenéticas', quis dizer que há menos inícios e paradas. Elas passeiam um pouco mais do que no último trabalho".

Por fim, em entrevista à The Pulse Of Radio, Ulrich admitiu que a demora no lançamento do novo trabalho se deu por ele ter sido todo gravado no estúdio da própria banda. "Algo que posso te dizer é que gravar este trabalho em casa, algo que só pude perceber no mês passado ou um pouco antes, é que quando você contrata um estúdio para gravar um álbum e tem que deixá-lo às 22h do domingo porque o ARCTIC MONKEYS estará lá às 10h da segunda-feira faz com que você termine o que começou. Não tivemos este luxo desta vez. Tivemos uma agenda aberta por conta de nosso próprio estúdio."

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Sobre Thiago Coutinho

Formado em Jornalismo, 23 anos, fanático por Bruce Dickinson e seus comparsas no Maiden. O heavy metal surgiu na minha vida quando ouvi o vocalista da Donzela de Ferro em "Tears of the Dragon", em meados de 1994. Mas também aprecio a voz de pato bêbado do controverso Dave Mustaine, a simplicidade do Ramones, as melodias intrincadas do Helloween, a belíssima voz de Dio ou os gritos escabrosos de Rob Halford. A Whiplash apareceu em minha vida sem querer, acho que seus criadores são uns loucos amantes de rock e acredito que este seja o melhor site de rock do país, sem qualquer demagogia!

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