Roxxcalibur: "Gravações hoje em dia soam como merda de plástico"

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Por Carlos Garcia, Fonte: Site Road to Metal
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Neudi Neuderth, conhecido pelo seu trabalho não só como músico em bandas como ROXXCALIBUR, MANILLA ROAD, MASTERS OF DISGUISE e SAVAGE GRACE entre outras, e como jornalista em publicações como a Deaf Forever e o canal de TV Street Clip, ambos da Alemanha, mas também por ser um crítico ferrenho contra métodos mais modernos de gravação, como baterias "trigadas", ou seja, exageros que acabam deixando a música "plástica" e "fria", falou ao site Road to Metal sobre essas questões, e também sobre o Roxxcalibur, sua banda tributo à NWOBHM, que está já no terceiro álbum, além de alguns outros assuntos. Confira trechos abaixo, inclusive sobre a sua visão quanto a perda de identidade de muitas bandas que amava, e ressalta que no Roxxcalibur, efetuam as gravações quase que ao vivo, para que tudo soe realmente verdadeiro.

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"No primeiro e no segundo álbum (do Roxxcalibur) era apenas uma guitarra, bateria e baixo ao vivo, e adicionamos todas as outras guitarras rítmicas mais tarde, juntamente com os vocais e solos. Nosso novo álbum foi completamente gravado ao vivo, com a banda toda no estúdio, exceto os solos e vocais. Há alguns primeiros takes no álbum, isso mesmo, mas algumas músicas foram realmente um pé no saco, e foi necessário quase um dia para fazê-las! ha ha. Novamente os solos e todos os vocais, além de alguns efeitos (tempestade, aves etc.) foram adicionados mais tarde.

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Não há nenhuma edição de bateria ou outras partes no álbum. Ainda existem alguns pequenos erros nele por causa disso ... Eu não vejo isso como erros totalmente, são seres humanos tocando música orgânica da forma como deve soar - em minha opinião. A maioria dos álbuns recentes soam como merda de plástico por causa de toda essa edição que é usada hoje em dia. Muitas das bandas que eu amava perderam a sua identidade por causa disso, pelo menos nas gravações em CD."

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Sobre bandas atuais que fazem música inspirada nos anos 70, tendo praticamente um "revival" hoje em dia, Neudi deu sua opinião:

"Bem, estes jovens músicos poderiam ser meus filhos. Se eles seriam meus filhos seriam mais influenciados pelo Metal, por isso, é estranho que este material retro não tenha acontecido mais cedo, porque seus pais deve estar entre os 40 ou 50 anos de idade também. Mas, em geral eu entendo jovens garotos que tocam esse tipo de música, porque é muito mais divertido de tocar do que a maioria dos outros estilos. Você tem mais liberdade tocar o seu instrumento, é por isso que eu gosto de ouvir muitas bandas dos anos 70. Mesmo no estúdio, a maioria improvisava no estúdio, soando quase o mesmo que ao vivo, só que sem uma audiência."

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Perguntado também sobre a sua afirmação de que é um "baterista de Rock que toca Metal", Neudi explica:

"Oh, você se lembra disso? Porque é verdade. Alguém acabou de me chamar de "Um Cozy Powell mais progressivo", o que soa engraçado, mas há alguma verdade nisso. O meu objetivo é som bom e poderoso. Técnicas e coisas adicionais só vem depois isso. Então, estava tocando no Savage Grace, quando Chris Logue fez uma reunião em 2009/2010, foi divertido, mas não para mim como baterista, tocar todas aquelas músicas com doublebass, não é a minha praia, até eu posso fazê-lo ... Isso é também a razão pela qual eu deixei a banda Masters of Disguise, simplesmente não é o meu estilo como baterista. É diferente como um fã, claro, eu gosto de um monte de Thrash e Speed ​​Metal, especialmente dos anos 80 coisas. Mas notei que eu sou mais um Metal-fan do que um baterista de Metal quando eu tocava em bandas como Kokoon (Progressive Pop-Rock) ou Child In Time (Deep Purple Tribute). Mas estou superfeliz em estar no Manilla Road e Roxxcalibur. É Metal, mas com espaço suficiente para me experimentar."

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Sobre o Roxxcalibur, onde presta tributo à bandas cult da NWOBHM, Neudi contou um pouco sobre o processo de "garimpo" de pérolas da época, algo que ele também é fã e colecionador.

Como é o processo de escolha das músicas que estarão nos álbuns? Vocês todos são fãs do vasto material produzido pelas bandas de NWOBHM, mas cada membro deve ter algumas músicas e bandas favoritas?

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Neudi: Bem, eu sou o fanático na banda, mas é claro que os outros caras também possuíam algumas coisas de NWOBHM antes do Roxxcalibur, mas não eram do tipo colecionadores. Kalli (guitarra) sempre foi fã do Thrash e do lado mais pesado do US-Metal, e também Accept antigo , enquanto Alexx (vocal), que é um pouco mais jovem do que nós, começou com os tradicionais Priest, Iron, WASP ou Manowar. Mario (baixo) sempre foi um metalhead que também ama Punk, hardcore antigo e outras coisas Crust. Ele mudou desde que começamos com o Roxxcalibur, e agora é um NWOBHM-maníaco também, enquanto os outros caras simplesmente amam a maioria das coisas da NWOBHM.

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E você como um amante e colecionador do material clássico, sua opinião tem mais peso?

Neudi: Minha coleção enorme (vinis, CDs) é a "base" para encontrar coisas legais para escolhermos o que tocar. Ouvimos o máximo de músicas possíveis e depois escolhemos 20 ou 30. Depois disso, fazemos uma lista e classificamos as canções ... e no final temos o set list para um novo álbum. Nosso chefe na Limb-Music, "Limb", conhecido como primeiro manager do Helloween aqui na Alemanha, também tinha uma favorita para estar no nosso mais recente álbum, "Gems of the NWOBHM", que era "Paper Chaser" do Taurus.

Confira a entrevista na íntegra no site do Road to Metal, no link abaixo (english version available):

https://goo.gl/Z6EYzV

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Sobre Carlos Garcia

Antes de tudo sou um colecionador, que começou a cair de cabeça no Metal e Classic Rock quando o Kiss esteve no Brasil em 1983, a partir daí não parei mais. Criei fanzines, como o Zine Barulho, além de colaborar com outros zines e depois web zines e sites, como os saudosos Metal Attack e All the Bangers. Atualmente sou um dos editores e redator do Road to Metal. O melhor de tudo são as amizades que fazemos, além do contato e até amizade com alguns de nossos heróis.

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