Metallica: "Certamente não estaríamos por aí se não fosse pelo Motörhead"
Por João Paulo Andrade
Fonte: Metal Remains
Postado em 08 de novembro de 2016
Gary Moore da rádio 95.5 KLOS entrevistou o frontman do Metallica, James Hetfield. Alguns trechos da conversa podem ser lidos a seguir.
Sobre a turnê de divulgação do disco "Hardwired... To Self-Destruct":
James: "Mudou um pouco para a gente. Sabe, estamos mais velhos e você ainda quer fazer o que faz, e isso toma um pouco mais de tempo para fazer. Então não estamos por aí nos matando em uma turnê de três anos, com cinco shows por semana. Estamos vendo como precisa ser agora, eu acho, por conta da idade [risos], para que meu corpo possa sobreviver."

Sobre bandas que ainda não entraram no Rock and Roll Hall of Fame:
James: "Há tantas ótimas bandas que ainda não foram reconhecidas, e se elas forem ou não, não depende de mim. [...] E o que realmente significa estar lá? Eu não sei. Mas para algumas dessas bandas, pode significar muito. Mas, com certeza, e infelizmente, com o falecimento de Lemmy, é realmente, realmente importante para mim, ver o Motörhead reconhecido nisso, pois não há ninguém mais rock and roll neste planeta do que o Lemmy e o Motörhead."
Sobre o tributo do Metallica ao Motörhead no "Hardwired... To Self-Destruct":
James: "É uma música chamada 'Murder One', que era o nome do amplificador do Lemmy, seu amplificador favorito no palco. E eu amava ser morto toda noite por aquela coisa, cara. Ele era um ícone e tanto, uma grande inspiração para nós como banda. Certamente não estaríamos por aí se não fosse pelo Motörhead. E, sabe, ver seu ídolo, aquele imortal, ser na verdade mortal, nos atingiu em cheio."

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