Philip Catherine: O gênio do jazz belga
Por Gabriel Medeiros
Fonte: Guitars Maníacos
Postado em 10 de dezembro de 2016
Nascido em 1942 o guitarrista de jazz Philip Catherine lançou inúmeros discos e teve participações importantes com grandes artistas da música do cenário europeu. O "jovem django" como foi nomeado pelo baixista Charles Mingus começou a carreira na década de 60. Chet Baker, Dexter Gordon,Buddy Guy e Larry Coryell são exemplos de quem já teve Catherine como parceiro em alguma obra.
Destaca-se participação com a banda de rock progressivo Focus em 1976 - logo após a saída de Akkerman - a banda gravou o Live at the BBC, Catherine demonstrou a sua facilidade em diferentes estilos mantendo o virtuosismo.
Entre os discos mais elaborados estão September Man de 1974, Guitars de 1975 e a participação com o guitarrista Larry Coryell em Twin House em 1977.
Catherine e Coryell vieram ao Brasil no São Paulo-Montreux Jazz Festival de 1978, a dupla encantou a plateia de acordo com críticos musicais da época.
Artigo extraído da revista POP Nº 73,novembro de 1978.
Coryell & Catherine: Uma Dupla Perfeita (Okky de Souza)
Larry Coryell & Philip Catherine Quem conhece o LP Twin House, primeiro disco da dupla Larry Coryell/Philip Catherine, sabe que poucas vezes o mundo do jazz assistiu a um "casamento" artístico tão perfeito. E, se o dito popular "os opostos se atraem" também é válido para os casamentos artísticos, eis aí a explicação para o brilhante trabalho que esses dois garotões guitarristas vêm desenvolvendo nos últimos tempos. Larry Coryell é texano mas sempre morou em Nova Iorque. Philip Catherine é inglês, de família e educação belgas. Larry é um representante típico do jazz urbano da east coast dos EUA. Philip faz o modelo jazz de vanguarda europeu, ultimamente com grande influência dos experimentalistas alemães. Larry é observador, atento e faz o gênero superstar. Philip é contemplativo, bon vivant e faz o gênero diplomata.
Do encontro dessas duas personagens antagônicas, no festival de Montreux de 1975, surgiu uma das duplas mais vigorosas do jazz atual. Tão grande foi o sucesso de Twin House - e tamanha a satisfação que ele trouxe a Coryell e Catherine - que a dupla logo tratou de continuar o trabalho através de dois novos LPs. O primeiro chama-se Splendid, é gravado em estúdio e representa uma continuação natural do trabalho iniciado em Twin House. O "segundo novo LP" da dupla foi gravado ao vivo na Alemanha, num concerto já considerado "clássico" pelos fãs da dupla. Segundo declarações de Larry Coryell, foi de longe a melhor apresentação que ambos já fizeram, e ela por sorte foi gravada na íntegra.
Nos bastidores do Festival de Jazz de São Paulo, Coryell explicou aos repórteres os motivos do sucesso de seu casamento artístico: "Eu e Philip entendemos a música de maneira completamente diferente um do outro. Nossas visões e interpretações são sempre opostas. Por isso mesmo, acho, estamos sempre ensinando alguma coisa um ao outro. O Philip colabora com toda aquela complicação cerebral do jazz europeu, e eu mostro a ele como é o blues das grandes cidades americanas. Assim, depois de brigar muito, sempre armados de violões e guitarras, acabamos criando boa música. E o público, que não é tolo nem nada, está compreendendo nosso trabalho. De minha parte, confesso que nem o Eleventh House nem o grupo de Miles Davis me trouxeram tanta satisfação pessoal e profissional quanto esses três LPs com Philip Catherine. Se foi amor à primeira vista? Bem, prefiro dizer que foi uma paíxão fulminante ao primeiro acorde... "
Vale a pena criar interesse por jazz, pesquisem mais sobre o cara ele é fantástico!
Matéria original em:
http://guitarsmaniacos.blogspot.com.br/2016/12/philip-catherine-o-genio-do-jazz-belga.html
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