Metallica: "Spit Out The Bone" não deve ser tocada em turnê norte-americana
Por Bruce William
Fonte: Metallica Remains
Postado em 02 de junho de 2017
Lou Brutus da HardDrive Radio realizou uma entrevista com o baterista do Metallica, Lars Ulrich, antes da apresentação da banda em 12 de Maio no Lincoln Financial Field em Philadelphia, Pennsylvania. Você pode assistir a conversa abaixo, e alguns trechos traduzidos podem ser conferidos a seguir.
Sobre a resposta esmagadoramente positiva do novo álbum do Metallica, "Hardwired... To Self-Destruct":
Ulrich: "Eu estava falando para alguém mais cedo, eu tenho ouvido uma frase nos últimos seis meses que eu nunca tinha ouvido antes na minha vida em trinta e cinco anos estando em uma banda de rock, que é, 'Por que vocês não tocam mais músicas novas esta noite?'. Usualmente é, tipo, 'Por que vocês estão tocando tantas músicas novas? Por que vocês estão tocando o álbum inteiro? Toquem mais coisas antigas. Toquem mais coisas antigas'. Esse é meio que o mantra que você ouve quando é um músico atualmente. E neste disco, nós tocamos quatro músicas novas, nós tocamos cinco músicas novas, teve alguns shows em que tocamos seis músicas novas - metade do disco - e as pessoas ainda vem e dizem, 'Onde está 'Spit Out The Bone'? Onde está isto e aquilo? Toquem mais músicas novas'. E é, tipo, cara, estamos apenas começando. Estamos há seis meses nessa dança, e ainda temos bastante turnê pra fazer. E estamos apenas começando a molhar nossos pés. Eu acho que tocamos sete das doze músicas, então ainda temos cinco. E, obviamente, o que parece ser uma das favoritas do fãs, tipo 'Spit Out The Bone', nós teremos todas elas. Eu não acho que introduzir a 'Spit Out The Bone' em um estádio [seria a coisa certa a fazer]. É uma música bem profunda. Eu acho que essa funcionaria melhor em uma arena. Mas, ouça, o fato de que os fãs abraçaram este disco nesse nível, o fato das pessoas quererem ouvir mais, e o fato de que nós nos sentimos confortáveis o suficiente para sair e abrir um show de estádio com novas músicas é meio que um testamento de quão bem esse disco foi recebido - digo, bem além do que imaginávamos. Tem sido verdadeiramente... As pessoas estão lá falando, 'É o melhor disco desde o Black Album'. Algumas pessoas estão dizendo que é o melhor disco de todos os tempos. Digo, ouvir essas coisas depois de trinta e cinco anos, é meio que louco. Pois tem essa coisa no mundo da música que, 'os melhores dias já se foram', e quando você tem uma chance de desafiar isso, é ótimo, especialmente quando isso acontece organicamente como toda esta coisa. Então estamos muito agradecidos, e é realmente uma boa hora no Metallica no momento."
Sobre por que ele acha que o "Hardwired... To Self-Destruct" foi tão bem recebido pelos fãs do Metallica:
Ulrich: "Cara, me perguntaram muito isso nos últimos seis meses. Digo, não existe uma resposta fechada - há um monte de fatores. Eu acho que o grande herói desconhecido deste disco todo, foi o [produtor] Greg Fidelman. Ele tem sido nosso... Basicamente, nosso cara do som, nosso engenheiro, nosso faz tudo desde o 'Death Magnetic' [de 2008], e ele tem sido... Eu acho que ele finalmente aperfeiçoou nosso som e descobriu como é o nosso modus operandi e como funcionamos melhor, tanto em termos de estúdio quanto em termos de como devemos soar e como ele consegue não apenas a performance, mas os sons e dinâmicas e tudo isso. Então eu acho que ele é boa parte da resposta. E, sabe, obviamente, estas músicas talvez sejam um pouco menos progressivas e um pouco mais orientadas ao groove e talvez um pouco mais coesas de certa forma. Então isso é provavelmente uma pequena parte disso. E você nunca pode descontar o... Sem ser muito louco aqui, você nunca pode descontar as energias do universo e como as coisas estão se alinhando e o disco certo na hora certa. Se esse disco saísse dois ou três anos atrás, talvez não teria sido tão bem recebido. Sabe o que eu quero dizer? Tem algo no cenário musical - o que todo mundo está fazendo, como seu disco se relaciona com o que todo mundo está fazendo. Então são muitos desses fatores. E, claro, nosso charme e boa aparência [risos]. Deu certo. Digo, em trinta e cinco anos, algumas coisas funcionam, outras não. Sempre damos nosso melhor, como vocês sabem, e acertamos neste. Então é, como eu disse, um bom momento."
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