Lacrimosa: entrevista realizada pela Revista Gothic Station
Por Karina Pinotti
Fonte: GOTHIC STATION
Postado em 24 de julho de 2017
O LACRIMOSA concedeu uma entrevista a Revista Brasileira Gothic Station, falou sobre a banda, o Brasil e o novo álbum. Confira abaixo:
GS: No começo dos anos 90 Lacrimosa se destacou como uma banda importante em uma nova cena alemã (e européia) que incluía: Das Ich, Goethers Erben, Endraun e muitas outras.Também, em 1992 aconteceu o WGT na Alemanha, estabelecendo na Europa Continental um novo centro para o imaginário gótico e wave.Lacrimosa se apresentou muitas vezes no WGT, desde a última edição em 1993, o que a princípio conectou todas as bandas que como o Lacrimosa tem aspectos multilacerados de talento e criatividade, e um afiado lado obscuro e todo esse novo cenário.Vocês colaboram entre si de alguma forma? E como é ver como tudo isso desenvolveu depois de todos esses anos?
TW: De fato havia dois movimentos dentro da cena naquela época. Um deles era o movimento com bandas como o Das Ich e outras que você mencionou. Essas bandas eram fortemente conectadas umas com as outras e compartilhavam os mesmos compositores ou produtores. No outro lado estava o LACRIMOSA, que não vinha da tradição eletrônica, mas sim da tradição gótica orientada para o rock.
Como eu residia na Suíça e como naquela época não existia internet nem nada parecido, nos não sabíamos um dos outros – ou ao menos eu não sabia daquelas bandas da Alemanha.
A primeira vez que entrei em contato com eles foi em 1993 quando fiz meu primeiro show lá, que foi em Leipzig, Alemanha, quando eu estava mais focado em uma música com mais guitarras como o estilo, que criei para o álbum Inferno. Assim na verdade, nós nunca tivemos muito em comum uns com os outros, o que foi bom, porque nos ajudou na diversidade dos posteriores desenvolvimentos da cena gótica.
GS: Já estamos muito empolgados com o novo álbum programado para 2017. O que podemos esperar dele?
TW: É claro eu não posso e não vou dizer muito sobre esse novo álbum, mas eu já posso contar que ele vai ser muito obscuro e pesado!
GW: O seu outro projeto, o SNAKESKIN, também é muito popular no Brasil, e, da mesma forma que o LACRIMOSA, um terremoto nas pistas. Pra você, quando está criando músicas e letras, qual a principal diferença entre esses dois projetos musicais?
TW: Há muitas diferenças, começando pelas letras. Quando eu escrevo para o LACRIMOSA, eu primeiro escrevo as letras. Elas são como, comparando com a realização de um filme, os storyboards, digamos assim. Toda a música e tudo dentro da canção precisa cumprir o dever de servir as letras e a dar vida ás palavras da forma mais auxiliar possível.
Para conseguir isso eu componho com instrumentos reais, tais como o piano, o violão ou as vezes o trompete ou corneta. Então eu escrevo as partituras para a orquestra e penso em qual músico escolher para fazer parte da produção.
Em comparação, compondo para o SNAKESKIN, eu começo crianado uma sonoridade em um teclado. A criação dessa sonoridade e sua atmosfera implícita então serão a linha mestra para uma música do SNAKESKIN, exatamente da mesma forma que a letra foi para a música do LACRIMOSA.
Então eu começo a compor com sonoridades e teclados e só depois que eu começo a pensar na letra e em quem deverá executar a música. Mas no final, ambos, LACRIMOSA e SNAKESKIN, estão profundamente conectados porque com ambas as bandas eu tento expressar meus sentimentos. É onde ambas as bandasse reencontram no final.
GS: O LACRIMOSA já se apresentou ao vivo no Brasil muitas vezes. Há momentos marcantes que você não consegue esquecer? Sabemos que em um show recente aqui, você abriu os olhos para um mar de corações flutuantes …
TW: Sim, a conexão com as pessoas é muito importante! Eu amo esse público brasileiro emocional, porque vocês são pessoas que sabem mostrar suas emoções bem pra caramba !
Vocês dançam, vocês gritam, vocês choram, e depois de um show completo vocês estão tão exaustos quanto nós estamos quando saímos do palco. É assim que deve ser.
Quando estou no palco no Brasil eu posso sentir como vocês celebram a dádiva da música e como vivenciam as emoções que a música desperta e isso é maravilhoso!
E se tudo correr conforme o planejado estaremos de volta ao palco do Brasil ainda este ano!
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