RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

O solo de guitarra mais difícil do Dire Straits, segundo Mark Knopfler

Dado Villa-Lobos lança single inspirado nos netos, anuncia álbum e celebra 40 anos de "Dois"

Perfume que marcou Ozzy Osbourne vira edição especial e ajuda no combate ao Parkinson

Richie Faulkner afirma que "base" do novo álbum do Judas Priest está pronta

5 músicas do Dream Theater que merecem sua atenção

O músico que é a "voz do rock progressivo", segundo o Loudwire

O membro mais importante dos Beatles com a pior carreira solo, segundo a Far Out

A música do Judas Priest que ficou fora de "Top Gun" por decisão da banda

Baixista Roberto "Ra" Diaz conta como foi chamado para ajudar o Korn

Neil Tennant (Pet Shop Boys) conta como foi assistir show do Sex Pistols em 1976

Ex-Metallica, Jason Newsted declara ter sido diagnosticado com câncer na garganta

Durante entrevista, CEO do Atlético Mineiro revela apresentação do Pearl Jam em Belo Horizonte

Samuel Rosa relembra seu passado no futebol e traça paralelo com Estêvão, do Chelsea

Vocalista do Sevendust expõe trauma com assassinato do irmão

Dave Mustaine diz que Megadeth talvez se apresente novamente no Brasil


Stamp

Marty Friedman: comentários sobre a nova faixa "Whiteworm"

Por
Postado em 02 de julho de 2017

Conheço ou acompanho (às vezes mais profundamente, outras mais na superfície) desde bem o comecinho a trajetória do guitarrista Marty Friedman. Lembro-me como se fosse hoje de quando ouvia seu trabalho instrumental, no final dos anos 80, quando ele se juntou ao Jason Becker no Cacophony, e quando depois subiu no mainstream, entrando posteriormente no Megadeth. Mas não o acompanhei nessa banda, cujo som ainda venho conhecendo. O Marty que me tocava mais, e que ainda mais me toca, é o do guitar hero, sozinho com uma banda de gente que faz o que ele imagina. Lembro-me de quando eu vi CDs dele com influências japonesas, um de seus grandes mercados, mas esse Marty também não me atraía muito. O Marty que mais me atraiu, após seu debut, foi o de Inferno.

Marty Friedman - Mais Novidades
Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Whiteworm, uma nova faixa do seu novo trabalho, Wall of Sound (2017), acaba de ser postada no Whiplash, pela Carol Manzatti, e isso me levou a ouvi-la rapidamente. Daí que resolvi resenhá-la, embora brevemente.

Estilo

O estilo do Marty sempre navegou entre um rock pesado com uma boa base, bastante fácil de identificar, e melodias que com o seu toque (ou timbre) parecem retiradas de filmes românticos (ou parecem ambientar esses filmes). Aliás, até hoje não sei como é que os diretores de cinema não perceberam como o Marty seria bom na telona.

Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Nos anos 80, em sua carreira solo, o Marty navegava em músicas intrincadas, que pareciam encavalar coisas que não pareciam ter nada a ver entre si. Mas que com ele combinavam. Por outro lado, ele apostava também em melodias bastante fáceis de memorizar, que expressavam um romantismo que não combinaria posteriormente com o Megadeth. Lembro-me de ter lido aqui mesmo no Whiplash o Marty explicando por que saiu da banda. Claro, ele começava a ver a si mesmo do lado de fora, e percebia que não consumia (ou seja, não gostava) do que ele mesmo fazia. Creio que parte disso caiba a esse tipo de rock, algo romântico ou oriental, que não encaixava no Megadeth.

Por outro lado, Marty também tem um estilo agressivo com um toque particular que criou um estilo próprio. E esse estilo agressivo está, por exemplo, bastante caracterizado em Inferno. Um estilo que remete ao Marty dos anos 80, mas que também não se restringe a algo pesado que se pareça com algo que outras bandas façam. Pois, que não seja pelo timbre, eu consigo reconhecer o estilo Marty Friedman na hora quando o ouço, e não é pelas melodias, nem nada, mas por conjugar uma agressividade que sempre tem um quê de lírica.

publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |

Whiteworm

Não sei o que é um Worm branco, e nem imagino a que a faixa que comento se refere. Mas percebo que na faixa, como em quase todas as do Marty, há uma história a ser contada. Porque ele é assim. Ele conta algo com sua guitarra.

A faixa, no caso, é um entremeado de Martys atuais e antigos, com trechos lentos, melódicos, solos muito gostosos de ouvir, mas nada fáceis de decorar, e dois momentos em que a parte rítmica apela para algo meio latino. Porque é fácil perceber que a faixa começa com um tema, cria outro, bastante tosco, para em 1 min mais ou menos, mudar para uma parte melódica, sendo que em 2 min mais ou menos muda novamente, voltando para o início, havendo novas mudanças em 2min35, mais ou menos, sendo que a partir de 3 min a parte melódica principal toma conta de tudo.

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Nesse esforço de unir influências, Marty faz uma série de autoreferências (a gente quase pode ouvir Undertow na parte da melodia), uma série de quebras que ele já fez antes na carreira, assim como brinca com ritmos para dar uma aliviada a tudo o que aparece. Mas nesse seu esforço, ele não parece acrescentar muita coisa. Não que seja irritante ouvi-lo se repetir, não é. Mas é algo que a gente não sente como um a mais, como um acréscimo, como a faixa Inferno foi, por exemplo, para mim, naquela época. Por outro lado, é engraçado perceber que o próprio Marty desaconselha os guitarristas a seguirem a vertente instrumental e a fazerem isso mesmo (misturarem gêneros), como li em post aqui mesmo no Whiplash. É como se ele tivesse se acostumado a isso. Nada de errado, mas essa acomodação não agrada tanto assim. A gente meio que percebe uma certa preguiça. Algo bem distante do Marty de começo de carreira, que parecia abrir espaço no mundo com cotoveladas.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Nesse sentido, embora agrade, essa faixa me parece bastante comum, no trabalho do Marty, e não parece realmente um novo trabalho. Parece mais uma continuação do mesmo, e por isso não posso considerá-la tão boa assim, quando à primeira vista. Como o pessoal dá nota aqui, eu daria 8,0, na boa. Uma faixa que agrada os fãs, claro, mas que não abre os olhos. A própria Carol publicou outras faixas do novo CD, que pretendo também ouvir e talvez resenhar posteriormente.

Espero que tenham curtido.

Assistir vídeo no YouTube

Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps




publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Rodrigo Contrera

Rodrigo Contrera, 48 anos, separado, é jornalista, estudioso de política, Filosofia, rock e religião, sendo formado em Jornalismo, Filosofia e com pós (sem defesa de tese) em Ciência Política. Nasceu no Chile, viu o golpe de 1973, começou a gostar realmente de rock e de heavy metal com o Iron Maiden, e hoje tem um gosto bastante eclético e mutante. Gosta mais de ouvir do que de falar, mas escreve muito - para se comunicar. A maioria dos seus textos no Whiplash são convites disfarçados para ler as histórias de outros fãs, assim como para ter acesso a viagens internas nesse universo chamado rock. Gosta muito ainda do Iron Maiden, mas suas preferências são o rock instrumental, o Motörhead, e coisas velhas-novas. Tem autorização do filho do Lemmy para "tocar" uma peça com base em sua autobiografia, e está aos poucos levando o projeto adiante.
Mais matérias de Rodrigo Contrera.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS