Primator: Mais um momento de glória entre tantos outros de luta
Por Victor Freire
Fonte: Rock'N'Prosa
Postado em 03 de setembro de 2017
Em meio a todo o peso que permeia o universo do rock e metal ultimamente, bandas que lapidam aquela sonoridade tradicional primordial do heavy metal ainda surgem e surpreendem com seu som, por que não dizer, inovador. Enquanto a banda se prepara para o lançamento do seu segundo trabalho, sucessor do álbum Involution (2015), o Rock’N’Prosa conversou com o vocalista Rodrigo Sinopoli.
Rock'N'Prosa - Inicialmente, muito obrigado pelo tempo em responder à entrevista. O Primator surgiu por volta do ano 2010, pelo que pude pesquisar e, após lançar uma demo em 2002, lançou o seu álbum de estreia, o Involution, em 2015. O que esse tempo entre o surgimento da banda e a gravação do álbum trouxe de experiência para vocês e como isso foi refletido nas composições?
Rodrigo Sinopoli – Foi um período marcado por incertezas e expectativas, pois apesar da empolgação em criar e produzir nossa própria música, até o lançamento do EP, em 2012, não tínhamos como prever a aceitação do público e da mídia em relação ao som que estávamos fazendo. Apresentações e festivais foram essenciais para nos dar a confiança necessária para concluir as composições do Involution.
R'N'P - A banda pratica um heavy metal tradicional, mas sem se prender à sonoridade oitentista do estilo; essa foi minha impressão do Involution. O álbum é baseado na Teoria da Evolução, de Darwin. Como o conceito do álbum é refletido no que é o Primator?
Rodrigo – Em todos os aspectos do álbum, tentamos expor um lado pouco pensado da teoria de Darwin. Acredito que enquanto banda, embora num cenário obscuro e incerto no que tange o momento atual do Heavy Metal, é importante passar uma mensagem de alerta ao ouvinte. Dizer a ele que algo está errado ou certo, que a beleza exterior muitas vezes não é reflexo da alma e vice-versa. Com um álbum conceitual, fica mais fácil passar essa mensagem do que em apenas uma ou duas músicas.
R'N'P - A capa do Involution traz a figura do "Primator". Qual o significado dessa figura no álbum? Vocês pretendem utilizar o personagem nos trabalhos futuros?
Rodrigo – Ele representa um ponto de equilíbrio entre a ordem e o caos. É um ser primitivo, cujas decisões são calcadas à base do instinto, sempre com um senso de justiça envolvido, o que nos quadrinhos costuma-se denominar de anti-herói, porém com a essência figurativa, que não o prende ao tempo e espaço. Até por isso, pretendo sim, utiliza-lo mais vezes. De repente com formas alteradas, mas sempre dentro do contexto.
R'N'P - A banda lançou o primeiro single do novo álbum, To Mars, que terá produção de Mário Linhares (Dark Avenger). Quais benefícios a produção trouxe para a sonoridade do Primator hoje?
Rodrigo – Todos! (risos) Gravamos e produzimos o Involution por conta própria, então pudemos perceber essa mudança tão abrupta que uma produção traz. É como deixar de andar a pé e passar a guiar uma Ferrari. Você começa a ter menos limitações. Com o Linhares, saímos da zona de conforto e do que é óbvio e datado. Embora seja mais trabalhoso e demande mais atenção e tempo, sem dúvidas o processo traz todos os benefícios que poderíamos esperar.
R'N'P - Ao ouvir To Mars, fica evidente um amadurecimento no som do Primator. Fica até difícil descrever, mas a achei a composição bem mais robusta, isso sem falar nos timbres utilizados. A banda sente isso também?
Rodrigo – Sem dúvidas. A To Mars segue uma linha diferente do que fizemos no Involution e é isso o que queremos para o próximo álbum. Manter a essência, sem medo de ousar.
R'N'P - Recentemente a banda passou por uma mudança de formação com a entrada do guitarrista Lucas Almeida, um músico com bastante experiência. Quais contribuições dessa entrada no Primator poderemos ouvir no próximo álbum da banda?
Rodrigo – O talento e capacidade técnica dele são indiscutíveis, sem contar a deliberação de ideias e proatividade. Acredito que em todos os aspectos, as guitarras continuam se conversando muito bem e sinto mais peso no som como um todo, até mesmo nas músicas do Involution.
R'N'P - Agora em setembro a banda participará do show de lançamento do novo álbum do Dark Avenger, em São Paulo. O que esse momento significará para o Primator?
Rodrigo – Mais um momento de glória entre tantos outros de luta. É e sempre será uma honra dividir o palco com meus amigos do Dark Avenger, ainda mais num dia tão especial, que marca o lançamento desta verdadeira obra prima que é o The Beloved Bones: Hell (2017). Simplesmente fantástico e impossível agradecer o convite apenas com palavras.
R'N'P - Muito obrigado pelo seu tempo, deixo aqui o espaço aberto para você.
Rodrigo – Eu que agradeço pela oportunidade da entrevista. Parabéns também pelo teor das perguntas. Quero deixar aqui meu convite pessoal para o show do dia 30 de setembro, que será incrível, ao lado de Hellarise e Dark Avenger. Estamos preparando algumas surpresas, entre elas pelo menos uma música nova que fará parte de nosso próximo álbum. Então, quem for verá! Grande abraço à todos e nos vemos em breve!
Entrevista publicada no Rock'N'Prosa:
http://rocknprosa.com.br/index.php/2017/08/28/entrevista-rodrigo-primator/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
A banda lendária com que o Deep Purple odiava comparação: "Nada é pior, não tenho paciência"
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
A banda de metal que conquistou Motörhead, Iron Maiden e George Michael
A banda que esbanja confiança técnica e criativa fora do comum, segundo Regis Tadeu
Gary Holt compara James Hetfield e Dave Mustaine e diz que toque de Dave é "diferente"
Embalado pelo seu derradeiro disco, Megadeth lança linha de cervejas personalizadas
Dave Mustaine não queria que Megadeth encerrasse atividades, mas reconhece dificuldades
O primeiro disco de heavy metal do Judas Priest, segundo Ian Hill
Os títulos de músicas do Metallica que aparecem em "The Last Note", do Megadeth
Os 7 álbuns que são as maiores influências de guitarra para John Petrucci, segundo o próprio
O beijo em cantora que fez Ney Matogrosso perceber que lado hétero não está adormecido
A banda que é boa para ouvir num churrasco discutindo sobre carros, segundo Regis Tadeu
O disco dos anos 90 que Dave Grohl disse ter reinventado o hard rock dos anos 70
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
A opinião de Zakk Wylde quando viu Guns N' Roses pela primeira vez
O maior erro que Raul Seixas cometeu e o levou ao declínio, segundo Regis Tadeu


Veja novas fotos do recluso John Deacon, baixista do Queen
Gessinger, como Lobão, não entende porque os anos oitenta são considerados "a década do rock"
Mas afinal... o que é rock progressivo?
Motörhead: Amy Lee no colo de Lemmy Kilmister
Guns N' Roses: os 10 melhores não-clássicos da banda



