Scorpions: "Eye II Eye" foi o maior erro da banda, segundo Jabs
Por Francisco Silva Júnior
Fonte: Blabbermouth.net
Postado em 04 de outubro de 2017
Em uma nova entrevista com o AZCentral.com, o guitarrista dos SCORPIONS, Matthias Jabs, falou sobre como sua banda foi afetada pelo crescimento da cena do rock de Seattle, no início da década de 1990, que tinha uma estética despojada e uma rejeição completa do estilo visual do glam metal.
"Eu diria que os anos 90 em geral foram difíceis para todas as bandas clássicas de rock, bandas dos anos 80, devido ao rock alternativo e ao grunge", admitiu Jabs. "Os SCORPIONS estavam muito bem na primeira metade dos anos 90 com o grande sucesso do "Crazy World" e do álbum seguinte, "Face The Heat", e turnês mundiais muito bem sucedidas. Mas a segunda metade foi um pouco difícil para nós, especialmente aqui nos Estados Unidos. Nós perdemos terreno, definitivamente. As pessoas das gravadoras diziam: "Ah, cara, esqueça. Isso é antiquado. Agora estamos em uma nova tendência". Do mesmo jeito com o rádio. Tudo o que tínhamos feito até o momento foi de repente "Esqueça. Isso é passado". As mesmas pessoas dizem algo completamente diferente hoje, é claro. Especialmente no rádio. "E aqui estão algumas das melhores músicas dos anos 80" (fazendo voz de locutor de rádio). Mas houve um momento difícil e produzimos um álbum que reflete isso.
"Nós estávamos inseguros", disse Jabs. "Foi a primeira vez que o SCORPIONS não sabia exatamente o que fazer. Nós estávamos ouvindo produtores e gravadoras, o que nunca tínhamos feito. Então, cometemos o maior erro de todos: gravar o álbum "Eye II Eye" e fazer turnê com ele. Aprendemos rapidamente que este era o caminho errado. Os fãs nos disseram. Então fizemos uma reviravolta."
"Olhando para trás, isso foi um bom erro porque percebemos isso e nos recuperamos rapidamente".
Admitindo que "Eye II Eye" era os SCORPIONS tentando se adaptar ao que estava acontecendo, Matthias disse: "Você pode perceber, ouvindo a música. Quero dizer, não completamente. Havia uma influência do lado de fora que não estava dentro do DNA dos SCORPIONS, se é que eu posso chamar assim. Não era realmente nós. Éramos nós mais todas as porcarias e turbulências que estavam acontecendo. Ninguém realmente sabia. Ninguém tinha direção. Mas todos estavam tentando nos falar (risos)".
A entrevista completa (em inglês) pode ser conferida aqui.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Shows no Brasil que encerraram ciclos em carreiras de bandas internacionais
O disco que o Alice in Chains lançou esperando que quase ninguém soubesse
John Lennon sobre seu álbum favorito dos Beatles: "Musicalmente superior ao 'Sgt. Pepper's'"
A canção do Metallica que ainda emociona James Hetfield toda vez que ele a escuta
Resenha e fotos do show de Dave Evans, ex-AC/DC, em Belo Horizonte
Regis Tadeu defende Roger Waters após polêmica envolvendo o Rush e manda recado aos fãs
Angus Young (AC/DC) autografa bebê no Canadá
Mike Portnoy elogia "Cursum Perficio", novo disco do Anthrax
Google mata Billy Joel, mas ele manda avisar que está vivo
A música do Yes que serviu de inspiração para Dream Theater e Sepultura
Regis Tadeu finalmente explica detalhe do Iron Maiden que fãs discutem há 20 anos
Baixo de James LoMenzo apresenta falha durante intro de "Peace Sells" em show do Megadeth
O teste de bateria que fez Geddy Lee perceber na hora que Neil Peart era o cara certo
A música do Van Halen que Eddie tentou fazer como AC/DC mas não deu certo
Rafael Bittencourt relembra Andre Matos e compartilha fotos do finado vocalista

A banda famosa que jogou Joan Jett aos leões e provocou uma noite infernal
O "Smoke on the Water" do Scorpions, segundo Rudolf Schenker
Por que o Scorpions não tocou na despedida do Black Sabbath, segundo Klaus Meine
A banda de hard rock dos anos 1970 que é a queridinha de Xande de Pilares
Farofa?: 7 bandas estigmatizadas pelo rótulo de "hard farofa"


