Scorpions: "Eye II Eye" foi o maior erro da banda, segundo Jabs

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Por Francisco Silva Júnior, Fonte: Blabbermouth.net
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Em uma nova entrevista com o AZCentral.com, o guitarrista dos SCORPIONS, Matthias Jabs, falou sobre como sua banda foi afetada pelo crescimento da cena do rock de Seattle, no início da década de 1990, que tinha uma estética despojada e uma rejeição completa do estilo visual do glam metal.

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"Eu diria que os anos 90 em geral foram difíceis para todas as bandas clássicas de rock, bandas dos anos 80, devido ao rock alternativo e ao grunge", admitiu Jabs. "Os SCORPIONS estavam muito bem na primeira metade dos anos 90 com o grande sucesso do "Crazy World" e do álbum seguinte, "Face The Heat", e turnês mundiais muito bem sucedidas. Mas a segunda metade foi um pouco difícil para nós, especialmente aqui nos Estados Unidos. Nós perdemos terreno, definitivamente. As pessoas das gravadoras diziam: "Ah, cara, esqueça. Isso é antiquado. Agora estamos em uma nova tendência". Do mesmo jeito com o rádio. Tudo o que tínhamos feito até o momento foi de repente "Esqueça. Isso é passado". As mesmas pessoas dizem algo completamente diferente hoje, é claro. Especialmente no rádio. "E aqui estão algumas das melhores músicas dos anos 80" (fazendo voz de locutor de rádio). Mas houve um momento difícil e produzimos um álbum que reflete isso.

"Nós estávamos inseguros", disse Jabs. "Foi a primeira vez que o SCORPIONS não sabia exatamente o que fazer. Nós estávamos ouvindo produtores e gravadoras, o que nunca tínhamos feito. Então, cometemos o maior erro de todos: gravar o álbum "Eye II Eye" e fazer turnê com ele. Aprendemos rapidamente que este era o caminho errado. Os fãs nos disseram. Então fizemos uma reviravolta."

"Olhando para trás, isso foi um bom erro porque percebemos isso e nos recuperamos rapidamente".

Admitindo que "Eye II Eye" era os SCORPIONS tentando se adaptar ao que estava acontecendo, Matthias disse: "Você pode perceber, ouvindo a música. Quero dizer, não completamente. Havia uma influência do lado de fora que não estava dentro do DNA dos SCORPIONS, se é que eu posso chamar assim. Não era realmente nós. Éramos nós mais todas as porcarias e turbulências que estavam acontecendo. Ninguém realmente sabia. Ninguém tinha direção. Mas todos estavam tentando nos falar (risos)".

A entrevista completa (em inglês) pode ser conferida aqui.




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Sobre Francisco Silva Júnior

Francisco é natalense, casado, pai de um filho, doutor em Engenharia Elétrica e trabalha como professor da área de computação desde 2006. Seus maiores hobbies são o rock e o futebol. É corintiano fanático, colecionador de CDs e fã de muitas bandas de rock e metal, dos mais variados estilos, como Nirvana, Oasis, Muse, Pink Floyd, Iron Maiden, Metallica, Megadeth, Judas Priest e outras. Atualmente tem se interessado mais por bandas de metal extremo como Belphegor, Inquisition, Deicide, Incantation, Marduk, Dark Funeral e outras.

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