Renato Russo: bazar rende mais de R$ 30 mil ao Retiro dos Artistas
Por Igor Miranda
Fonte: UOL
Postado em 07 de abril de 2018
O bazar beneficente com o acervo de Renato Russo, promovido pelo Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, rendeu mais de R$ 30 mil à instituição, segundo o portal UOL. Os objetos foram doados pelo filho do falecido cantor, Giuliano Manfredini, e, anteriormente, haviam causado controvérsia entre ele e a mãe e a irmã do cantor, Carminha e Carmem Teresa Manfredini, contrárias à venda.
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Conforme divulgado pelo UOL, fãs fizeram fila horas antes da abertura do bazar, que começou ao meio-dia, para poder adquirir os itens de Renato Russo, morto em 1996. Ainda segundo o site, os objetos foram vendidos apenas em dinheiro e cartão de débito. A renda será destinada a melhorias na instituição, que celebra seus 100 anos, não tem fins lucrativos e abriga artistas de terceira idade.
O UOL entrevistou alguns fãs que compraram itens do bazar - diferente do que se divulgou anteriormente, o vocalista Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, não comprou todo o acervo para doar de volta à mãe e irmã de Renato Russo.. A reportagem, com fotos dos objetos, pode ser conferida, na íntegra, no link a seguir.
Entenda a polêmica
Após o bazar ter sido anunciado, a irmã de Renato Russo, Carmem Teresa Manfredini, enviou ao jornalista Sandro Nascimento, da coluna NaTelinha do UOL, uma carta aberta com o título "Desalento".
"Foi com profunda tristeza, mágoa e indignação, que eu e a minha mãe, Carminha Manfredini, soubemos por um amigo que no dia do aniversário de 58 anos de meu querido e amado irmão, Renato Russo/Renato Manfredini Júnior, haveria um leilão de todos os seus pertences e objetos pessoais, autorizado pelo seu filho Giuliano Manfredini", diz parte do texto.
A tristeza é muito grande porque esses objetos, ou seja, todo o seu acervo cultural e artístico, foi guardado com muito esmero e carinho pelo seu pai, Renato Manfredini, minha mãe e por mim desde a sua morte em 1996. Cuidávamos de tudo, absolutamente tudo: de uma frase escrita por ele em um papel, de seus diários, de suas roupas, instrumentos, livros, LPS, CDS, móveis e de tantos outros objetos daquele apartamento na Rua Nascimento e Silva. E mantivemos o apartamento com a mesma decoração, mobiliário, objetos, como se ele estivesse morando ainda ali.", acrescenta.
Em entrevista ao jornal 'O Estado de S. Paulo', Giuliano Manfredini explicou o motivo pelo qual optou por doar os objetos para o bazar. Inicialmente, ele contou que os itens em questão foram apenas "do dia a dia" de Renato Russo.
"São roupas do dia a dia, mobília, entre outros. É importante ressaltar que nenhum desses objetos doados pertencem ao acervo artístico e cultural do Renato Russo, pois esse material se encontra no MIS, já em sua grande maioria, recuperado, higienizado e catalogado por parte do Centro de Pesquisa do museu", explicou, mencionando a exposição sobre Renato Russo promovida pelo Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP) em 2017.
"Ou seja, os três mil itens que pertencem ao acervo artístico e cultural do meu pai não foram doados. Portanto, esta doação ao Retiro não interfere em nada na preservação e na manutenção de sua memória", continuou.
Sobre as acusações da mãe e da irmã de Renato Russo, Giuliano Manfredini repetiu o mesmo comentário feito ao UOL: "Com todo respeito ao jornal 'Estadão', não vou comentar assunto de foro íntimo e familiar, mesmo se tratando de missiva caluniosa por parte de um parente que não tem nada a ver com o legado", concluiu.
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