Wolf Among Us: Do progressivo ao pesado em confronto diário com a existência
Por Electric Funeral Records
Fonte: Electric Funeral Records
Postado em 07 de abril de 2019
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Wolf Among Us vai além do rock conceitual e experimental. O duo consegue transbordar em suas melodias sensações de desfrute de liberdade, apresentando uma música sem preocupações e julgamentos, tirando o peso que sentimos no dia a dia.
Com diversas influências literárias e cinematografias, as suas composições se constroem quase em um dialogo que vai de confronto com a nossa existência, conseguindo passar uma identidade própria em cada track do novo ep que será lançado em 2019.
Suas músicas se integram em uma obra só, explorando as divergências da vida e dando a ideia de uma banda experimental e fora do comum.
Confira aqui o último lançamento do Wolf Among Us:
Conversamos com Robin Wolf (Baixo e vocais) sobre influências literárias e musicais, cena alternativa e a mensagem por trás das composições do duo.
Seu som é uma mistura do rock, stoner, grunge e progressivo, ainda há espaço para bandas autorais, no meio alternativo?
R: Sempre haverá, por menor que seja. A gente tem que fazer o trabalho de formiguinha, de pouco em pouco. Não adianta achar que vão dar espaço para você, tem que sair todo dia, se comunicar, conhecer e apoiar outras banda e aos poucos ir ocupando um espaço na cena. Não existe fórmula mágica.
O que levou vocês dois a se juntarem nesse projeto, que tem músicas com letras e melodias que batem de frente com aquilo com o qual não nos conformamos e sobre as dificuldades de se lidar com problemas internos?
R: Sentimos que a Wolf é o lugar aonde podemos ser verdadeiros. Liberamos Todos os demônios acumulados, sem a preocupação dos julgamentos. Nossas musicas refletem exatamente isto, toda esta divergência que vivemos no nosso cotidiano.
Influências literárias, e musicais da banda?
R: Temos muitas, gostamos de pensar sempre na estética da coisa. Em nosso primeiro EP, por exemplo, quisermos passar a ideia do "cyber punk", então já posso citar obras como Blade Runner, Duna e Neuromancer. Fugindo um pouco da estética, tivemos inspirações vidas do filme "De Olhos Bem fechados", do Kubrick, e das obras do George Orwell "1984"e "A Revolução dos Bichos". Musicalmente fica mais complicado, digamos que nossa escola é o rock pesado setentista e o grunge dos anos 90, e junto disto misturamos coisas modernas absorvidas de bandas como Royal Blood, Death from Above e Reignwolf. Uma coisa engraçada é que usamos até a Nicki Minaj como influencia em uma de nossas musicas. Gosto de deixar alguns "easter eggs".
A mensagem por trás do próximo EP que será lançado?
R: A mensagens diretas e indiretas. A mais nítida é o confronto diária com à nossa existência. Todas as musicas são basicamente um monólogo entre o personagem conflitando com seu interior, muitas vezes se questionando ou tentando se convencer de algo. Isto em um conceito geral, porém cada musica tem sua própria identidade, tratando de assuntos diversos como sexualidade, relacionamentos e até mesmo violência contra a mulher. Queremos dar margem a interpretação para nosso publico.
Que bandas vocês seguem que demostram o espírito de coletividade da cena underground?
R: Tem muita gente, fora da nossa região eu estou acompanhando bastante a Disaster Cites, a Carbonica e o duo Munoz. Já por aqui temos acompanhado e caminhado junto da galera da Vermenoize, da Make It Stop, da Turning Off, da Ructus , da Bit Beat Bite Bright e da Fragata Jupter.
Como você vê o cenário musical em questão de estrutura atualmente?
R: Os locais estão escassos, por isto é necessário repensar novas estratégias e meios para movimentar a cena. Mas vejo muita boa vontade, tem muita gente querendo fazer acontecer. Aqui em Sorocaba mesmo, tem Profusão, This is Dardcore, Rock Disorder, Juventude Depressiva, Lobotomia e uma galera fazendo eventos que promovem os artistas locais. Acho que a cena está tomando um rumo bom no final das contas.
Planos para o futuro, o que podemos esperar da banda esse ano e nos próximos que virão?
R: Felizmente, a parte musical do nosso EP já está concluída. Agora só falta desenvolvermos o conteúdo físico e definirmos uma data para o lançamento. Trabalhamos em paralelo com a criação de um álbum conceitual, aonde já temos duas musicas gravadas. O álbum vai apresentar um lado mais progressivo e pesado, novos elementos foram atribuídos ao som. Retrataram uma história épica com varias criticas sociais "escondidas". Então no mínimo este ano teremos mais 3 singles e um EP, e quem sabe um álbum.
Defina o som e estética da banda.
R: Pesado, Obscuro, moderno e critico.
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