White Lion: Vito não toca porque não quer lidar com o negócio
Por Lucas Esteves
Fonte: YouTube
Postado em 03 de abril de 2019
Em entrevista no dia 11 de março de 2019 ao radialista Eddie Trunk, o cantor MIKE TRAMP (WHITE LION) discutiu pela enésima vez sobre a extinção de sua antiga banda e os motivos que levam à reclusão do genial guitarrista VITO BRATTA. Perguntado pelo jornalista a que motivo ele credita o sumiço permanente do amigo e ex-parceiro, ele acredita que se trata de uma questão pessoal de Bratta em relação aos homens de negócios envolvidos na música.
Tramp e Bratta se falam pelo menos uma vez no mês por conta dos laços de amizade, à parte da produção artística de ambos. E, após muitos anos de discussões, o vocalista afirma ter enfim entendido sobre o posicionamento do guitarrista relativo ao não-retorno da banda. Além de sentimental, a questão também é moral.
"Em tudo aquilo que mais amamos no rock n roll, a questão da indústria revelou ser tudo um lance de duas caras. As pessoas que achávamos que amavam isso - e não estou falando dos fãs, estou falando das pessoas que ganharam dinheiro às nossas custas - nos viraram as costas e nos esfaquearam por trás. Isso realmente acabou com a gente. Eu vim de um ambiente diferente de Vito, então talvez eu fosse um pouco mais forte, de uma natureza diferente, então eu simplesmente lutei contra aquilo, mas Vito disse 'não quero mais lidar com isso'", refletiu.
O último show da banda ocorreu em setembro de 1991, na cidade de Boston, quando o Grunge já crescia em popularidade e fazia brilhar olhos na indústria. Tramp lembra que, nesse dia, absolutamente ninguém da gravadora apareceu para prestigiá-los, o que fez a dupla entender que o fim da linha havia chegado. Entretanto, nunca houve um encontro entre eles para decidir sobre a questão. Simplesmente a banda foi deixada de lado e cada um seguiu seu rumo.
O cantor também revelou que frequentemente fãs o perguntam sobre uma eventual reunião da banda, no que ele explica que o desejo de Bratta é não mexer novamente no grupo sem sua presença devido a uma série de questões. Além disso, ele afirma estar satisfeito com os rumos de seu trabalho solo, que hoje já soma 11 álbuns gravados e muitas turnês.
"Quando eles não aceitam um não como resposta, eu digo: 'não consigo ser Mike Tramp de 1988, não posso mais cantar daquele jeito e eu não vou subir no palco pra fazer um trabalho meia-boca como a maioria das bandas por aí estão fazendo'. [...] Estou muito feliz com o que eu faço e não faço por dinheiro. Às vezes passamos por dificuldades e bate uma vontade de parar tudo porque você fica muito perturbado, mas então eu desço do palco e as pessoas me dizem: 'você canta sobre a minha vida'. E esse é o melhor pagamento que pode haver", encerrou.
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