O novo álbum do Megadeth e a encruzilhada de Mustaine
Por Don Roberto Muñoz
Fonte: megadeth,com
Postado em 29 de maio de 2019
Em pleno "final dos tempos" não há mais muito sobre o que falar em termos políticos. Ora, papo sério, desde o século XIX as ordens secretas controlam o mundo esotericamente. Por isso, as balelas sobre guerras à lá século XX, caveirinhas by 80’s, infantilidades como nominar a maldade politica (capa do "Rust in Peace"), não colam mais, deliberadamente.
Sempre bati forte no METALLICA em meus artigos. Mas agora a situação requer outras exigências contemplativas. Chegou o momento: esqueceu DAVE MUSTAINE interiormente o recalque existencial por causa de conturbada saída do METALLICA, e foque o novo álbum na excelência underground, ou, não esqueceu, então "destrua" o METALLICA na radicalidade insana do recalcado para curar-se definitivamente.
Em momentos cruciais as Moiras colocaram os álbuns do METALLICA posteriormente aos álbuns do MEGADETH – "Master of Puppets" e "The Black Album". Agora, novamente tal cotidiano repetir-se-á. Por enquanto, creio, o METALLICA ainda não pensa em novo álbum. À propósito, considero o "Hardwired... to Self-Destruct", o "álbum branco" do METALLICA, como um fechamento superior do ciclo shopping center rock style iniciado no álbum da "cobrinha". Sim, "Now that We're Dead" vale o disco (tanto musicalmente como na conjunção com o videoclipe), afinal, asperezas surpreendentes de sonoridade foram resgatadas pela banda.
No primeiro álbum, o MEGADETH compôs dois escândalos: "Last Rites/Loved to Death" e "Skull Beneath The Skin" – no segundo, outros dois – "Wake up Dead" e "The Conjuring". E o que significa isso? Que o sr. DAVE MUSTAINE também precisa recuperar as asperezas de seu estilo supranaturalemnete underground. "Rust in Peace" é muito bom, mas o som por demais arredondado está, já escorregando para uma franca digitalização. "Dystopia", infelizmente, aprofundou a digitalizada atmosfera, apesar de ser um competente álbum.
Remasterizar o "Peace Sells... but Who's Buying?" limpando os estalados pratos de GAR SAMUELSON foi um erro artístico, basta ouvir "Wake up Dead" original. Mutatis mutandis, é algo do tipo: "Tirem CLIVE BURR da sala! NICKO McBRAIN, bem-vindo!" Ontologicamente, MUSTAINE tem espírito underground, logo, não precisa fazer estilinhos populistas como "A Tout Le Monde", para citar um exemplo extremo. Após São Bernardo e Godofredo de Bulhão, a França acabou espiritualmente.
Desde então, o país reduziu gradativamente os seus interesses para os cosméticos existenciais utilizados pelas cortes. Claro, existem as exceções, como Andre Marc S.J., vide a sua obra "Psicologia Reflexiva", mas após a tabula rasa revolucionária diante de Notre Dame, a França encampou oficialmente uma retórica iluminada por luzes construídas, logo, artificiais. Rosseau, o canalha com pose de adolescente que entregou todos os filhos para o "Hospital das crianças abandonadas", foi um notório símbolo da nova mentalidade.
Ainda sobre questões políticas como tema principal de bandas de Heavy Metal, liderará a retaguarda interpretativa, hoje, quem desconsiderar assuntos como a obstrução da Antártica pela NASA, a "Terra Plana", o projeto "MKUltra", o projeto "Blue Beam", os caixões da FEMA, o "Transhumanismo", o reconhecimento facial, os futuros chips para serem implantados na testa e na mão, etc. De fato, a capa da revista "The Economist/ 2019" já deu a grande barbada do que está por vir.
Por estas e por outras que a banda MURDER CONSTRUCT, até o momento, tem a capa de álbum mais corajosa da face da Terra, "Results", 2012, não por criticar literalmente ordens secretas, e sim por colocar em pauta, simbolicamente, assuntos que poucos têm coragem de abordar. Evidentemente, o videoclipe de "Symphony of Destruction" é digno de nota, porém, a bola bateu na trave. Por quê? Porque o assassinato de Lincoln tinha como motivo básico a disseminação do livre trânsito para os bancos no mundo e o de Kennedy impedir acordos com Khrushchev para diminuição do comércio de armas bélicas. Sim, a "guerra" também faz parte do business internacional.
Não há mais tempo para DAVE MUSTAINE pisar em falso no sonho diurno. Ou "quebra tudo", ou ficará amargando em seu coração mais uma derrota artística, pois desta forma possivelmente o METALLICA engolirá novamente o MEGADETH em seu próximo álbum. O mundo já caminha dentro da "Idade de Ferro", by Hesíodo, mas, rememorando Pandora, há o intermezzo da "Idade dos Heróis", e isto não é pouca coisa.
Don Roberto Muñoz, escritor.
Coloque WHIPLASH.NET entre suas fontes favoritas do Google
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
O álbum do Slipknot que Shawn Crahan não gosta
Jorn Lande aparece cantando na CazéTV e narrador brinca: "É o Ovelha norueguês!"
As bandas de metal que Hetfield não compreende; "Como diabos conseguem lembrar das músicas?"
Brasil de fora da tour de despedida do Rhapsody, mas Epica promete "celebração especial"
Os 11 maiores solos com pedal wah da história do rock e metal, segundo a Loudwire
O hit que Angus Young desprezou e se tornou mais conhecido do que qualquer música do AC/DC
Seis fãs são hospitalizados após show do Angine de Poitrine em Montreal
Os 10 melhores discos de heavy metal dos anos 2000, em lista da Louder
Iron Maiden confirma que irá filmar show do Edd Fest, em Londres
A música de "Load" que não melhorou com o tempo, segundo o Ultimate Classic Rock
Hollywood Vampires anuncia álbum ao vivo "At Montreux Jazz Festival"
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
O disco do Metallica que perdeu para o Iron Maiden em votação de melhor álbum de metal
Mike Portnoy - o melhor baterista de todos os tempos, segundo Edu Falaschi
Mustaine diz que Ellefson tentou meter o louco durante gravações de disco do Megadeth
A música do Angra composta em cima da estrutura de "Another Day" do Dream Theater
Bruce Dickinson revela qual é sua música preferida do Iron Maiden


Por que "Super Collider" é o pior disco do Megadeth, segundo a Metal Hammer
Os guitarristas mais influentes para Jonathan Donais (Anthrax, Shadows Fall)
Teemu Mäntysaari não se preocupa com comparações aos outros guitarristas do Megadeth
Marty Friedman conta que começou a tocar guitarra só para ter um amigo
Dave Mustaine classifica Teemu Mäntysaari como o guitarrista que sempre procurou
O disco do Led Zeppelin gravado em clima estressante que se tornou o preferido de Dave Mustaine
Os melhores discos de 15 gigantes do thrash metal, segundo o Loudwire
O que exatamente Kiko Loureiro fez no "Dystopia" do Megadeth, segundo Chris Adler
Bill Hudson diz que tatuagem pode ter sido entrave para entrar no Megadeth



