Dia do Rock: dicas para não se tornar um roqueiro xarope

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Por Mateus Ribeiro
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Dia 13 de julho é considerado o Dia Mundial do Rock, movimento que ajudou a mudar o mundo e possui milhões de fãs até os dias de hoje. Porém, no meio de toda essa galera, existem uns personagens que não são muito bem vistos por conta de algumas atitudes. Trocando por miúdos, são os malas que chegam em shows ou bares e você quer sair de perto. Na maioria das vezes, o comportamento desse pessoal segue um padrão, que eu espero que você do outro lado da tela NAO siga.

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Niklas Hamann @ www.unsplash.com
Niklas Hamann @ www.unsplash.com

Sem mais conversa fiada, segue abaixo cinco dicas para você não se tornar um roqueiro xarope.

1 - Não banque o especialista

Por mais incrível que isso possa parecer, as pessoas saem de casa para se distrair, e não para receber aulas sobre quaisquer assunto.

É claro que é legal agregar conhecimentos sobre bandas, movimentos e artistas. O que é extremamente chato é você sair de casa e ficar ouvindo que "Ilariê" é a sétima faixa do terceiro trabalho da Xuxa e foi gravada dentro de um iate que navegava em águas inglesas no segundo domingo do ano.

Não é raro você se deparar com pessoas que entendem bastante sobre uma determinada banda. E isso não é um problema, já que cada um sabe a intensidade da sua paixão, e não há uma régua para medir quem é mais fã. Porém, é extremamente chato ver quem usa o conhecimento única e exclusivamente para jogar na cara dos outros que "eu sei mais que você".

Troque conhecimentos, mostre músicas novas, mas não queira ser o sabidão. Isso é chato demais, acredite.

2 - Respeite o gosto alheio

Acredite se quiser, nem só o que você gosta é bom. Existe uma infinidade de subgêneros dentro do rock/metal, e tem espaço pra todo mundo.

Se o/a amigo (a) gosta de alguma coisa diferente de você, respeite. Não gostar é uma opção, respeitar é uma obrigação. E jamais se esqueça de que se todo mundo gostasse da mesma coisa, o mundo seria uma chatice.

3 - Você não é um gênio por gostar de rock/metal

Não é nenhuma raridade encontrar o banger que se acha o Albert Einstein por saber a discografia do Mercyful Fate do final para o início. Pior que isso, existe um bom número de fãs de música pesada que consideram ouvintes de outros estilos menos providos de capacidade intelectual.

Além disso ser extremamente deselegante, não é nem um pouco verdadeiro. Basta dar uma pequena olhada no comportamento de certos METALEIROS (alguns são até famosos) para ver que o que não falta é estupidez, cretinice e babaca no mundo do metal.

Portanto, contenha se. Você só ouve um estilo de música, não inventou a roda. E outra, quem escreve músicas pode ser genial. Quem ouve, nem sempre.

4 - Não seja radical

Eu aposto que você conhece alguém que já repetiu alguns desses mantras:

- "Só o primeiro disco presta";
- "Só ouço se for extremo";
- "Tal banda se vendeu".

Então, como se já não bastasse o extremismo doer mais que um chute no saco ou uma bolada nos seios (nota: já tomei o primeiro e posso afirmar que dói muito. O outro caso eu não posso opinar), todos nós sabemos que na rua o radical usa camisa do Venom, mas chora cantarolando Bon Jovi em casa.

Tem espaço pra todo mundo, deixe a turma ser feliz e boa.

5 - Você não é o único fã no planeta, divida novidades

Atualmente o número de guardiões de bandas diminuiu bem. Sabe aquela pessoa que descobre uma banda legal e não quer apresentar para ninguém com medo que a turma do FALSO METAL comece a curtir? Então, não seja essa pessoa.

Imagina só se ninguém tivesse emprestado a "Soundhouse Tapes" do Maiden, ou se ninguém emprestasse o primeiro disco do Black Sabbath pra algum camarada, como seria o mundo?

Em breve a parte II. Espero que aproveitem as dicas, principalmente se você for uma dessas malas sem alça que causam mais alegria na despedida do que na chegada.




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Sobre Mateus Ribeiro

Fanático por Ramones, In Flames e Soilwork. Limeirense com muito orgulho (e sotaque).

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