Alê Martins: A vida errante (e quase nunca errada) do cantor, compositor e guitarrista
Por Alexandre Martins
Fonte: Press-release do artista
Postado em 08 de outubro de 2019
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O cantor, compositor e guitarrista paulista Alê Martins tem uma história curiosa. Ele tocou várias bandas de diversos estilos musicais nas noites da capital, do ABC (berço do músico, mais precisamente a cidade de Ribeirão Pires) e do interior paulista dos 16 aos 40 anos. Em 2013 trocou a pauliceia desvairada pelo calor de Aracaju, e aos poucos foi se entrosando com a cena musical de Sergipe. No entanto, o destino fez com que ele deixasse a capital serigy rumo ao interior do Pará em fins de 2017, mais precisamente Altamira, onde continua tocando a sua música e a vida.
Apesar desta vida errante (e quase nunca errada), o objetivo de Alê nunca foi deixado de lado: lançar um álbum com suas próprias composições. E este objetivo foi alcançado, com o lançamento de "Não Dói Nada", o primeiro álbum em 30 anos de carreira, agora disponível em CD físico e nas plataformas digitais.
O repertório do álbum foi escolhido dentre as mais de duzentas canções que Alê escreveu durante sua trajetória artística. As dez canções escolhidas têm como foco as suas preocupações com assuntos do cotidiano, suas inquietações sociais e filosóficas, a busca pela liberdade e a necessidade de ser e estar no mundo. A sonoridade é bem variada, transitando entre estilos que vão do hard-rock ao progressivo, passando por ritmos latinizados, pelo folk, pela psicodelia e pela MPB.
O álbum começou a ser gestado em 2012, quando Alê ainda nem sonhava em sair de Sampa. Com o passar dos anos e com as várias mudanças de cidades, o músico, hoje com 46 anos, foi encontrando vários parceiros dispostos a colaborar com o seu projeto. Em Aracaju, Alê Martins pôde contar com o auxílio luxuoso de músicos como o baterista Rafael Júnior (Snooze, Ferraro Trio, Maria Scombona), Paulo Antônio (Máquina Blues), Fábio Oliveira (Snooze) e o maestro James Bertisch. Este, aliás, ajudou Alê na pré-produção do "Não Dói Nada", ajudando na construção dos arranjos e orientando a construção do conceito do álbum.
Rockeiro até a medula, Alê Martins também teve uma sinergia quase instantânea com a banda Plástico Lunar, já veterana na cena. Após participar de várias apresentações da banda, Alê fez o convite (e foi prontamente aceito pela Plástico) para participar da stoneana "Fecho-Eclér", um rockão rasgado daqueles de sair dançando em cima das mesas do bar.
Outra participação marcante e especialíssima foi a do folk-singer Arthur Matos, na faixa que encerra o álbum, a etérea "Redemoinhos". Alê e Arthur se harmonizam nos vocais enquanto a lap steel guitar de Little Mell, da Máquina Blues, geme em glissandos sinuosos até o final.
Já no Pará, Alê gravou o rockarimbó "Tudo de Novo" com os músicos da sua atual banda, a JamBoo. E em outras faixas do álbum o dedo do produtor altamirense George Paez contribuiu para colorir os timbres de guitarra e violão de Alê.
Todas as músicas do álbum foram mixadas por Léo AirPlane, também músico da Plástico Lunar e responsável pelas mixagens dos álbuns da The Baggios (os dois últimos, "Brutown" e "Vulcão", inclusive, foram indicados aos Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Rock Brasileiro).
"NÃO DÓI NADA" é o resultado de um esforço realizado desde 2012 para mostrar às pessoas um trabalho autoral consistente com raízes no rock and roll, mas com matizes paulistas, nordestinas e paraenses, de um artista de alta rodagem, que carrega em cada nota tocada e em cada verso cantado suas experiências de vida vista, vivida e sentida.
Artista: ALÊ MARTINS
Álbum: NÃO DÓI NADA
Selo: independente (distribuição: Tratore)
Lançamento: outubro de 2019
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