Skank: Samuel Rosa recomendaria que Capital e Jota Quest parassem também
Por Igor Miranda
Fonte: Folha de S. Paulo
Postado em 04 de novembro de 2019
Em meio ao anúncio de que o Skank entrará em uma pausa sem previsão de volta a partir de 2021, o vocalista e guitarrista Samuel Rosa deu uma declaração sobre outras duas bandas brasileiras que chamou atenção. O músico disse, em entrevista ao jornal "Folha de S. Paulo", que também recomendaria que o Capital Inicial e o Jota Quest entrassem em hiato.
Rosa destacou, inicialmente, que o Skank "já não oferece mais riscos" e soa "cômodo". "Nesse sentido, várias bandas já morreram, mas nem sabem disso e continuam existindo. Muita gente acha que longevidade é sinônimo de sucesso, mas às vezes é simplesmente uma falta de assunto", disse.
A reportagem da "Folha de S. Paulo" citou os nomes de bandas como Capital Inicial e Jota Quest, também longevos e sempre com hits, como bandas que podem estar acomodadas. Samuel Rosa concordou. "Eu poderia ser linchado pelo outros integrantes, mas se o Dinho [Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial] e o Rogério [Flausino, vocalista do Jota Quest] estivessem na minha frente, eu sugeriria também para eles um voo solitário", afirmou.
Em seguida, ele completou: "São bandas que, assim como o Skank, já têm o jogo ganho. Você tem lá a sua turnezinha. Aí você faz um show que não é tão bom de bilheteria, mas o próximo dá sold out [ingressos esgotados], e assim você vai mantendo".
Samuel explicou, também, por que o Skank não parou antes, já que faz algum tempo desde que a banda entrou em um processo de estagnação criativa. "Já quis parar o Skank outras vezes. Sempre nos vi entre os três grupos com o maior trânsito em rádio, festivais, vendagem de discos. Não lembro de um ostracismo da banda. Mas sempre que eu começava a achar que tinha caído no esgotamento de vez, vinha um festival Planeta Atlântida te chamando. Surgia um show com sold out em Belo Horizonte. Parece que se eu não falar 'chega!', o Skank não vai acabar nunca", afirmou.
'Ninguém escuta a música até o fim'
O momento atual da música foi outro fator preponderante na decisão. "O mundo não é como na nossa época, quando só tinha Flamengo, Coca-Cola, catolicismo e acabou. Hoje, há uma porrada de coisas ao mesmo tempo, e isso é salutar. O que eu acho frustrante é que a forma de consumir música hoje é como comer com a mão de novo. É grosseira", declarou o músico.
Samuel Rosa citou o exemplo de sua filha Ana, de 17 anos, para mostrar a diferença no consumo de música atual. "Outro dia, estava no carro com ela e com as amigas. E quando ela está com as amigas no carro, eu me sinto o próprio motorista de Uber. Elas não falam comigo, e tudo que eu falo, ninguém responde (risos). Uma hora eu não aguentei: 'minha filha, você não escuta a música até o fim'. (Ela respondeu:) 'pai, ninguém escuta a música até o fim'. Tum, pula para a outra música. Aí o som começa, dá uma ondinha e tal, tum: já passa de novo. Que que é isso?", disse.
Há, porém, pontos positivos no momento atual, segundo Rosa. "Você escuta uma música nova, e a partir dela, já passa para o disco do cara e depois já passa para outras coisas semelhantes. Então a gama de informação hoje é muito maior. Nos últimos anos, a gente começou a espaçar mais os lançamentos porque não víamos muito sentido. O mercado mudou. A atenção das pessoas está muito mais difusa", afirmou.
A entrevista completa pode ser conferida no site da "Folha de S. Paulo".
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