Syd Barrett: "Talvez ele não seja o louco, talvez nós sejamos", diz Nick Mason
Por Igor Miranda
Fonte: Ultimate Guitar
Postado em 09 de março de 2020
O baterista Nick Mason refletiu, em entrevista a uma rádio com transcrição do Ultimate Guitar, sobre o que aconteceu com o primeiro líder do Pink Floyd, Syd Barrett, ao longo dos anos. O frontman inicial da banda gravou apenas um álbum, "The Piper at the Gates of Dawn" (1967), antes de ser dispensado, concordando em sair e trabalhando em uma curta carreira solo até sair da indústria musical em 1972, falecendo em 2006.
Mason pontuou que não dá para saber, ao certo, o que aconteceu com Barrett desde a sua saída do Pink Floyd. Porém, há duas "escolas de pensamento", segundo ele. "Uma das ideias é que ele estava realmente mergulhado no ácido, o que é bem provável. Porém, pode ter a ver, também, com o fato de que ele não queria ser um deus do rock", afirmou.
Segundo ele, Syd Barrett queria voltar para onde estava antes do Pink Floyd e se tornar um pintor. "Agora, nós sentimos que realmente não fomos muito úteis, pois achávamos que ele estava ficando louco. Olhando para trás, acho que pensamos: 'na verdade, talvez esse seria o caminho que ele queria seguir'", disse.
A atitude de Syd Barrett em sair do Pink Floyd, concordando com a decisão, e todo o destino dele após isso indica que ele não queria encarar tudo aquilo, pois era algo grande demais, de acordo com Nick Mason. "Acho que essa conclusão veio de uma conversa que Roger (Waters, vocalista e baixista), eu acho, teve com Ronnie Laing (psiquiatra). Ele disse a Roger: 'talvez Syd não seja o louco, talvez nós sejamos os loucos'", afirmou.
O colapso
Em entrevista concedida em 2019, à Rolling Stone, Nick Mason já havia demonstrado certa compaixão por Syd Barrett. Ele disse que os colegas de Pink Floyd não souberam lidar com os problemas do ex-frontman.
Barrett sofreu com diversos problemas, tanto de saúde mental quanto ligados ao abuso de drogas, antes e após sua saída do Pink Floyd. Meio século depois, Mason avalia que os integrantes remanescentes da banda eram "muito jovens e imaturos" para reagir a tudo isso de forma eficaz.
"As letras são tão Syd, muito inteligentes. É divertida, mas há uma profundidade de tristeza ali. Quando ouço agora, percebo o quanto éramos jovens e imaturos, assim como estávamos desesperados ao lidar com o colapso de Syd. Em menos de dois anos de nosso primeiro show, em outubro de 1967, tínhamos apenas duas ou três músicas. Em um ano, estávamos com várias", afirmou Mason, destacando a criatividade do antigo colega.
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