Deathray Bam!: Com raízes no Gothic e Post Punk, músico investe no Synthwave oitentista
Por Maicon Leite
Postado em 29 de maio de 2020
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O DEATHRAY BAM! surgiu em 2015, tendo como intuito principal trazer um som enraizado nos anos 80. Timbres sintetizados, rolos salientes de bateria eletrônica e reverbs, muitos reverbs. Misturando influências diversas como New Wave, Darkwave e o próprio Synthwave moderno, o músico Gabe Ripley acabou por cunhar o termo Ghostwave para descrever seu próprio estilo que transita sobre várias vertentes da "Wave". Embora a proposta fuja do peso e agressividade do Heavy Metal, há uma grande parcela de ouvintes vindos do som pesado, como atesta Gabe: "Sempre fui um adepto forte de toda cultura anos 80, lembro de assistir desde muito pequeno as fitas VHS do meu irmão com diversos clipes e shows da época. Metallica, Iron Maiden, Skid Row, Guns, Ramones, Roxette, The Cure e toda aquela infinidade de bandas, além de consumir avidamente os filmes recheados de trilhas sonoras incríveis como Top Gun, Cobra, Exterminador do Futuro, entre outros. Acho que por entender essa aura saudosista a cena synthwave acaba por angariar uma leva do público do metal que entende a linguagem sonora que estamos falando."
A estreia do projeto ocorreu em 2016, com o lançamento de dois EPs instrumentais, focando bastante na cena Synthwave. Porém, o desejo de buscar um estilo próprio levou o DEATHRAY BAM! a misturar mais das referências dos anos 80, fora do Space Disco e hi-energy característico da cena, entre elas o Darkwave, Post Punk e o Gothic Rock. Imerso nesse desejo foi lançado seu primeiro álbum em 2017, intitulado "Black Mirror", um trabalho obscuro, denso e com toques depressivos. Composto de nove faixas, o registro carrega uma sonoridade claustrofóbica e imersiva, com letras enigmáticas e mórbidas. Obteve bons resultados na rede, sendo compartilhado em canais importantes do estilo.
Em 2018 é lança o segundo disco, "We’ll Live Forever", de sonoridade um pouco mais aberta e "upbeat". Neste álbum, as referências transitam mais sobre a New Wave, dando um pouco de brilho à escuridão deixada no álbum anterior. Este, tendo também boa recepção na Europa e EUA. Músicas como "Electric Wood" e "Don’t Look Back" foram tocadas em web rádios da França e Califórnia.
Ouça "We’ll Live Forever":
Sendo um projeto de "um homem só", toda a produção e composição é assinada por Gabe Ripley. Nas apresentações ao vivo além de um visual e performance únicos, o DEATHRAY BAM! utiliza elementos como luzes programadas e sintetizadores, criando uma atmosfera dinâmica e envolvente. Entre 2007 e 2008 o músico também liderava uma festa na cidade de Pelotas/RS chamada Megadrive, onde tocava tudo o que hoje serve pro referência para o DEATHRAY BAM!, chegando a organizar seis edições no período.
Ouça "Illusion’s Bar"
FONTE:
Wargods Press
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