Motley Crue: Parece um filme de terror, mas é a vida real de Nikki Sixx
Por Alice Pellizzoni
Fonte: Editora Belas Letras
Postado em 13 de maio de 2020
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E se você pudesse ler os diários mais íntimos de um astro do rock, viciado em heroína, que viveu na sujeira e no caos da sua dependência, teve alucinações e viu a morte de perto?
Mais um livro do submundo do rock’ n’roll está saindo do forno traduzido para o português pela Editora Belas Letras. Diários da Heroína, escrito pelo músico Nikki Sixx, reúne anotações que ele fez ao longo de um ano na sua juventude, em um mergulho pelo mundo das drogas que quase custou sua vida.
O livro está em pré-venda até 10 de julho na loja virtual da Belas Letras com um kit exclusivo: marcador de páginas personalizado, pôster de Nikki e paper Sixx para montar, por R$ 84,90. Os envios iniciam em 13 de julho, quando a editora recebe os exemplares da gráfica.
Com honestidade, Nikki Sixx expôs suas cicatrizes mais profundas e os detalhes mais perturbadores. "Havia um cara sobre quem eu costumava escrever nos meus diários trinta anos atrás: Sikki Nixx. Era o meu alter ego, e eu culpei esse cabra por coisa pra caralho. Sempre que eu injetava ou bebia até ficar insano, ou traía, ou roubava, ou mentia... bem, era culpa do Sikki."
É aquele tipo de livro que você ama ou odeia, não tem meio termo. Mas ele já foi publicado no Brasil, não? Sim e não.
A publicação anterior se chama "Heroína e Rock'n'Roll". Ela é a primeira edição, publicada originalmente em 2007. Então Nikki decidiu comemorar os dez anos dessa publicação e da repercussão que o livro tomou. Ele ampliou a obra e publicou uma versão mais atualizada, em 2017, que traduzimos para Diários da Heroína, uma edição digna de colecionador. Com fotos inéditas, ilustrações psicodélicas e novos capítulos exclusivos, o músico reflete sobre estar sóbrio há mais de uma década.
Nikki Sixx gastou milhares de dólares em drogas. Em pouco tempo ou ele estaria completamente falido ou morto. E por um instante foi considerado morto, após uma overdose de heroína. "Estava na maca, coberto até a cabeça por um lençol. Vi alguma coisa... lá estava minha limo. Havia gente chorando. Havia uma ambulância... havia um corpo coberto por um lençol sendo carregado pra dentro da ambulância. Era eu. Eu vi tudo."
O músico está há 15 anos sem usar drogas e se tornou exemplo para outros dependentes químicos. "E eu estaria mentindo se dissesse que não houve momentos ao longo da última década em que não senti o apelo da garrafa como uma solução para os meus problemas."
As suas histórias reais de terror, que ele mesmo chama de "pesadelo", e a volta por cima vêm motivando muitas pessoas nos últimos anos. Ao subir no palco hoje, Nikki é alvo de olhares compreensivos, um público que o conhece tão bem quanto ele próprio. E quando pega o microfone a multidão se silencia para escutá-lo. "Muitas pessoas que conheci ao longo dos últimos dez anos me agradecem por Diários da Heroína e dizem que o livro salvou a vida delas. A verdade é que o livro salvou a minha vida também."
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