Alexandre "Cavalo" Dias: Redenção no Rock and Roll
Por Nelson de Souza Lima
Postado em 03 de agosto de 2020
Conhecido como guitarrista/fundador da banda Velhas Virgens, Alexandre "Cavalo" Dias é também escritor, roteirista e ótimo contador de histórias. O jeito elegante de empunhar a guitarra se confunde com os traços literários expressando sensibilidade em obras singelas que tocam os leitores.
Velhas Virgens - Mais Novidades
Em seu mais recente livro, "Remasterizado - Como a música salvou minha vida", Poligrafia Editora, o músico monta um enredo emocional, no qual a música é um elemento importante na redenção do jovem protagonista. Com apenas dezesseis anos João é abalado pela morte trágica do pai e a partir dessa perda inicia uma luta física e psicológica em busca da superação. O conforto vem na forma de acordes, sons e capas dos álbuns clássicos do rock.
Segundo Dias, a música tem o poder de aliviar e salvar. "Não precisa ser necessariamente o rock. No meu caso tenho um carinho especial pelo que eu ouvia na juventude, desde muito cedo, que é esse rock do final dos 60 até os anos 80. Mas também ouvia muita MPB setentona, sobretudo os discos "Falso Brilhante", da Elis, "Alucinação", do Belchior", "Caça as Raposas", do João Bosco e "Meus caros amigos", do Chico Buarque", diz.
No tocante a ser uma obra autobiográfica o autor diz que as semelhanças estão nos sentimentos despertados no jovem protagonista pelos discos. "Ali tentei lembrar como foi ouvir os discos a primeira vez. Fora isso é pura ficção', atesta.
O autor continua dizendo que "eu queria falar sobre os discos que mais gostava. A intenção era transmitir de alguma forma o que eu senti ao ouvir pela primeira vez alguns discos do rock'N'roll. Mas eu não queria ser crítico, ou falar simplesmente dos álbuns. Então criei uma estória onde um adolescente vai ouvir os discos do pai e isso muda sua vida. Daí veio a ideia de escrever tudo como se fosse o rapaz, já adulto, relembrando o passado. Um livro sem diálogos. Todos dentro da cabeça do protagonista".
Dias alega ser muito inspirado pelo britânico Nick Hornby. "Não só com "Alta Fidelidade" e "Slam", que são dois livros maravilhosos. Tem muito do cinema B, pop, escritores de terror e livros de adolescente. Gosto muito dos contos grandes do Stephen King em quatro estações que viraram filmes, principalmente "O Outono da Inocência - O Corpo", que virou o "Conta Comigo" nos cinemas com trilha sensacional, enfim um monte de influências", conclui "Cavalo" Dias.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Metallica que deixava o público entediado, segundo Kirk Hammett
Aos 58 anos, baterista do Cannibal Corpse admite dificuldades de sair em turnê
Malcolm Young era um guitarrista "melhor que Eddie Van Halen", segundo Angus Young
Matt Sorum aceitaria reunião do Velvet Revolver com Lzzy Hale nos vocais
Regis Tadeu derruba consenso de décadas sobre "Roots" do Sepultura
Para conceituado escritor, Metallica está sofrendo de "síndrome de Iron Maiden"
A banda de metal que Jerry Cantrell considera a maior e melhor de todos os tempos
Os cinco maiores discos progressivos dos anos sessenta, segundo site britânico
As seis músicas mais importantes do Judas Priest, segundo K.K. Downing
O corpo esquartejado encontrado no estúdio que acabou em música do Guns N' Roses
O hit do Pink Floyd que David Gilmour vetou na reunião com Roger Waters
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O riff inesquecível que surgiu "do nada" às 3 da manhã para Kirk Hammett
As 7 maravilhas do mundo do heavy metal e como conhecê-las
10 rockstars que já estão na casa dos 80 anos de idade e seguem na estrada

5 clássicos do rock nacional cujas letras envelheceram mal


