Kiss: eles gastaram 1 milhão de dólares em pirotecnia para show online
Por Igor Miranda
Postado em 23 de novembro de 2020
O Kiss, sempre notável por sua grande estrutura de palco, transmitirá um show no último dia de 2020 que promete fazer jus ao padrão normalmente adotado pela banda. A apresentação, que será exibida diretamente de um hotel em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, busca entrar para o Guinness Book, o livro dos recordes, pelo maior uso de pirotecnia em uma performance musical.
Em um palco de 250 pés (cerca de 76 metros), o grupo acumulará uma estrutura de 50 câmeras 4K com opção de 360°, US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,3 milhões, na cotação atual) em pirotecnia e outros recursos impressionantes. Fora o custo para garantir que ninguém seja infectado pelo novo coronavírus: serão investidos US$ 750 mil (R$ 4 milhões) em testes e medidas de proteção aos 400 funcionários que farão o show acontecer.
Em entrevista à Rolling Stone, o vocalista e guitarrista Paul Stanley disse que não estava interessado em fazer uma livestream básica, nos padrões da que o Foo Fighters fez no Troubador, casa de shows nos Estados Unidos. Performances intimistas não combinam com o Kiss, na opinião dele.
"Não que essas não sejam boas, mas não são o Kiss. Ou fazemos do jeito certo, ou não fazemos. Para nós, tamanho é documento. Não temos que reinventar a roda - nós já a inventamos e ela roda bem. Apenas nos certificamos de que faremos em uma escala e em um tamanho que faça justiça não apenas à nossa situação, mas às pessoas que estão assistindo em casa, para que sintam que estão fazendo parte daquilo", afirmou Stanley.
Gene Simmons, vocalista e baixista, garantiu que a estrutura convencional dos shows do Kiss será amplificada "entre 10 a 100 vezes" para a livestream. "Será como o feriado de 4 de julho. Você não quer o caos. Você quer as maiores explosões, mas não as piores, pois se as explosões de fogos acontecem por todo o lado, não dá para curtir o som ou cantar junto. Precisa ter coordenação", disse.
Ingresso caro e estrutura complexa
Dan Catullo, diretor do show e proprietário da empresa responsável pela produção, a Landmarks Live, afirmou que os altos custos da livestream serão parcialmente garantidos por patrocinadores. Os ingressos para acompanhar o evento online estão à venda a partir de US$ 39 (R$ 208, na cotação atual e em transação direta), mais que o dobro da média de US$ 15 (R$ 80, sob mesmas condições) do valor cobrado por outros artistas para performances semelhantes.
Catullo também revelou que precisou trazer 37 contêineres de equipamentos para shows em navios de carga para realizar a livestream em Dubai. Os Emirados Árabes Unidos não têm tradição em eventos desse porte, então, não havia tecnologia suficiente para que tudo fosse resolvido por lá.
"Foi muito complexo, pois precisávamos enviar isso para Dubai. E acontece que enviar toneladas de pirotecnia e explosivos para o Oriente Médio não é algo fácil de se fazer. Esqueça a pandemia: estamos fazendo a maior produção da história do Kiss, que já é grande por si só. Agora, acrescente à pandemia e pense em como fazer isso de forma segura e toda a logística de ter 400 pessoas trabalhando e todo o equipamento chegando aqui de forma segura", disse o diretor do show.
Apesar disso, eles escolheram o país devido ao controle mais avançado do novo coronavírus por lá. A banda não quer ficar conhecida como a responsável por infectar todo mundo com Covid-19, por isso, o alto investimento em medidas de segurança.
"Isso é muito sério. É muito triste que aparentemente exista uma grande parte da população que não acredite na seriedade da pandemia. É difícil de acreditar até que tenha um caso em sua família", comentou Gene Simmons.
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