Metallica: Kirk Hammett revela que gostaria de refazer os solos de "Kill 'Em All"
Por Igor Miranda
Postado em 25 de dezembro de 2020
Kirk Hammett entrou para o Metallica dias antes do álbum de estreia da banda, "Kill 'Em All", começar a ser gravado. As músicas já estavam criadas e o principal trabalho do então novo guitarrista, que assumiu a vaga de Dave Mustaine (futuramente Megadeth), foi a inclusão de solos nas canções.
Por esse e outros motivos, ele gostaria de regravar os solos que fez em "Kill 'Em All". A revelação foi feita em entrevista ao canal da Gibson no YouTube, com transcrição da Guitar World.
"Gostaria de refazer muitos daqueles solos. Foi muito: 'ok, esse está pronto, vamos para o próximo'. Há notas ruins no álbum todo. Os bends (técnica em que se eleva a corda da guitarra para atingir uma nota mais grave) estão meio trêmulos", disse.
Apesar disso, Kirk Hammett reconheceu os méritos por trás do estilo de gravação de "Kill 'Em All". Com orçamento reduzido, a banda teve que se doar bastante para obter um bom resultado.
"Quando penso nisso, são essas coisas que dão a personalidade do álbum. Ouvi 'The Four Horsemen' há alguns dias e pensei: sabe, estávamos apenas fazendo. Estávamos apenas felizes em estar lá e felizes por sermos gravados", afirmou.
Mesmo naquela época, segundo o guitarrista, os padrões de qualidade do Metallica eram altos. "Porém, não tínhamos recursos para fazer qualquer coisa até o álbum seguinte. É por isso que há uma grande diferença em termos de som e produção entre 'Kill 'Em All' e 'Ride the Lightning'", disse, citando o álbum seguinte, lançado em 1984.
Hoje, qual o principal lema de Kirk com relação à composição de solos de guitarra? "A pressão para mim é nunca fazer a mesma coisa duas vezes", explicou. "Em todo álbum, tento não me repetir. Os guitarristas sabem do que estou falando. Todos temos nossos truques. Depois que usamos todos os truques, ficamos olhando para o chão, tipo: 'oh, o que eu faço agora?'", completou.
Dessa forma, o músico acredita que a improvisação seja o caminho ideal para chegar a boas ideias na guitarra. "Percebi isso nos anos 90, então, comecei a ouvir mais blues, mais jazz e mais músicas de improvisação. Se eu improviso e invento na hora, é uma forma honesta de mostrar o que estou sentindo e quais as minhas habilidades na guitarra. É o que faço em 'Fade to Black'. O começo do solo é o mesmo, mas nunca sei o que vou tocar após isso", concluiu.
A entrevista completa pode ser conferida, em inglês e sem legendas, no player de vídeo a seguir.
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