Dream Theater: Mike Portnoy explica como ele e John Petrucci se completavam
Por Igor Miranda
Postado em 07 de janeiro de 2021
O baterista Mike Portnoy refletiu sobre a sua parceria de anos com o guitarrista John Petrucci no Dream Theater. Embora tenha deixado de fazer parte da banda em 2010, Portnoy voltou a trabalhar com Petrucci, seja no álbum solo do velho amigo, "Terminal Velocity" (2020), ou no Liquid Tension Experiment, que foi retomado recentemente.
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Em entrevista ao podcast de Jay Jay French, guitarrista do Twisted Sister, com transcrição do Ultimate Guitar, Mike Portnoy falou sobre esse e vários outros aspectos que transcendem a música em si. Vale lembrar que o baterista tocou na banda de French em sua turnê de despedida, após a morte de A.J. Pero, em 2015.
"Você (Jay Jay French) é um grande empresário, sou péssimo nos negócios. Sou bom no marketing e em abastecer fãs com produtos, mas se me perguntar sobre direito autoral ou contratos, sou terrível. Nas minhas bandas, tive caras melhores que eu nesse sentido", afirmou.
É justamente nesse ponto em que Portnoy acredita que Petrucci o completa. "No Dream Theater, eu era a principal força criativa, mas John Petrucci era muito melhor nos negócios", disse, também mencionando o guitarrista Neal Morse como talentoso na parte dos negócios.
O músico, então, pontuou que é necessário esse tipo de equilíbrio para que as bandas deem certo. "Não sou muito bom nisso, porém, com sorte, tive caras melhores do que eu nesse sentido em todas as minhas bandas", declarou.
As experiências de Mike Portnoy com o Twisted Sister e o Avenged Sevenfold foram agradáveis nesse sentido porque ele era "literalmente apenas o baterista". "Não sei se eu poderia fazer isso em tempo integral, mas tocar com vocês e com o Avenged Sevenfold foi muito divertido e relaxante. Só precisava cuidar da bateria", comentou.
Mike Portnoy e "ser mais que um baterista"
Em outro momento da conversa, Mike Portnoy destacou que seus grandes ídolos na bateria são aqueles que representam "mais do que ser um baterista". Ele citou nomes como Lars Ulrich (Metallica), Phil Collins (Genesis), Don Henley (Eagles) e Neil Peart (Rush).
"Esses caras são bateristas e líderes de suas bandas: Lars Ulrich, Phil Collins, Don Henley. Eu os admiro. Cresci com Lars sendo meu herói, não pelo que ele toca - embora a bateria dele tenha me influenciado muito -, mas por ele ser mais do que um baterista. Isso me inspira. Neil Peart foi um baterista incrível, mas ele também foi um letrista e trabalhou com as capas dos discos. Sempre quis ser mais que um baterista", afirmou.
O aprendizado de Portnoy na escola de música de Berklee, nos Estados Unidos, tinha o objetivo de ir além da bateria. "Eu queria aprender sobre teoria musical, harmonia, arranjos. Fiz todas essas matérias, pois queria ser um músico completo. No Dream Theater, eu não era só o baterista: eu fazia muitas letras, fazia vocais, fazia melodias vocais, trabalhava com o fã-clube e o merchandising. Muito disso veio do Lars Ulrich, que era 'o cara' do Metallica", disse.
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