Expurgo: entrevista com uma das referências do grind nacional
Por Mário Pescada
Postado em 15 de fevereiro de 2021
Os mineiros do EXPURGO, ao longo de quase 20 anos de estrada, com muito trabalho e apresentações insanas, foram ocupando aos poucos o devido espaço que a banda merece no cenário da música extrema. São, sem sombra de dúvidas, uma das maiores referências do grind nacional, com seu som carregado de influências do punk, hardcore e death metal.
Através da gravadora Back Hole Productions, lançaram dois petardos: "Burial Ground" (2010) e "Deformed By Law" (2018), fora uma pancada de EP´s, splits, K7, tributos ao NAPALM DEATH e DISRUPT, etc.
Um dos maiores prêmios por tanta ralação foi a honra de serem convidados para tocar no "Obscene Extreme Fest" (OEF) em 2018 na República Tcheca, ao lado de grandes nomes do punk, grind, death, etc. O OEF é considerado o maior festival de música extrema do mundo!

Para conhecer um pouco mais dessa baita banda, o 80 Minutos foi atrás do guitarrista Philipe Belisário (PB) para uma entrevista conduzida pelo colaborador Mário Pescada (MP). Confira!
(MP): Em julho desse ano completa dois anos da participação do EXPURGO no "Obscene Extreme Festival" (OEF), considerado o maior festival de música extrema do mundo. Vocês tocaram no mesmo dia que CRIPPLE BASTARDS, BIRDFLESH, MOB-47, ROTTEN SOUND, ASPHYX, NAPALM DEATH, WORMROT...já caiu a ficha para você?
(PB): Olá a todos, obrigado pelo convite. Caiu cara, caiu! Na verdade, tô precisando é voltar, mas não para tocar, tocar é muito compromisso, quero ir pra acampar lá, extravasar e assistir aos shows sujo de lama.

(MP): Lá no OEF, quais shows você assistiu e que mais curtiu? O que você viu de diferente desse festival para os daqui?
(PB): Olha, o tal da banda de Singapura WORMROT mexeu comigo, só de escrever essa reposta aqui me causa arrepios, me pegou pela alma. Eu nem era tão fã deles, mas passei a ser depois do show, tem algo ali ao vivo que é magia, coisa rara que não se explica, a música deles é forte, profunda. CRIPPLE BASTARDS, GENERAL SURGERY e o GRAVE foram incríveis também. MOB-47 decepcionei, talvez palco fosse muito grande para sujeira deles. A principal diferença para os festivais daqui talvez seja a completa falta de seguranças no local, lá é insano o carnaval que o público faz. Carnaval mesmo: fantasias, gente doida, pelada, etc. Não tem rigidez ou cobrança de ninguém em cima de ninguém.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | (MP): Vocês postaram na página do Facebook da banda um trecho do documentário sobre a "Deforming Europe Tour 2018", referente a passagem pelo OEF, Alemanha, Bélgica e Polônia. O que e quando esse projeto, tocado pelo pessoal da Goblin Tv, deve sair?
(PB): Deve sair este ano, ficou lindão viu, mostra o rolê todo sem censuras e a Goblin ainda foi além e tiveram a manha total de deixar essa banda de carroceiro com cara de cinema. Excelente, muito ansioso para ver isso lançado.

(MP): Para março do ano passado, a banda tinha duas datas agendadas no Peru e uma data na Colômbia, onde tocariam no "Insanity Assault Festival", vocês estavam anunciados como "uma das bandas mais representativas do grindcore sul americano". Foi a primeira travada que a pandemia trouxe para vocês?
(PB): Velho, um ano organizando, o rolê seria surreal, íamos tocar em Cuzco, ir ao Machu Picho, depois Lima, Medellín, tudo como banda headliner (o que não sei se é bom ou ruim afinal). O voo era num domingo. Na sexta à noite, a gente arrumando as malas... bum... fecham-se as fronteiras e inicia-se essa nova era. Desde então, a banda não se reúne pessoalmente. Mas vai passar isso tudo uma hora e essa tour vingará.

(MP): Vi uma entrevista da banda no Canal Scena em que vocês falam de um convite que rolou para tocar no Japão - esse também deu ruim por causa da pandemia. Como que ia ser? Era uma mini tour, foi dito o nome das bandas que iam tocar junto? A cena noise/grind é forte por lá e eles gostam muito das bandas brazucas, qualquer estilo que seja.
(PB): Esse vai rolar ainda, é uma logística mais complexa e cara que a Europa, estamos nos organizando. A cena noise/grind lá é pirada, só banda massa, a pegada japonesa na arte é muito peculiar eu gosto de praticamente tudo que vem de lá.
(MP): Vocês participaram do disco "Siege Of Grind" (2013), um tributo ao NAPALM DEATH só com bandas brasileiras, com a música "All Links Severed". Em 2016, vocês abriram o show deles justo aqui em BH. Como que foi poder encontrar com eles, já que são uma grande referência no som de vocês? Chegaram a falar desse disco?
(PB): Pessoalmente acho que me falta sorte com o NAPALM DEATH, esta gravação foi a única que não participei, estava numa fase complicada. Leandro, ex-baixista, quem gravou as guitarras e os caras fizeram tudo, fui ver só bem depois. Daí quando finalmente fomos tocar com o NAPALM DEATH eu adoeço, toquei cheio de remédio na cabeça e não entendi bem as coisas. Mas ainda assim foi demais, né. E foi bem legal também o movimento que rolou na internet pedindo para gente abrir o show (nota: refere- a movimentação dos fãs que fizeram pressão na organizadora do evento para colocar o EXPURGO abrindo o show, a princípio, não haveria banda de abertura).

Acesse o site do 80 Minutos para ler o restante dessa entrevista.
Para adquirir material do EXPURGO, entre em contato direto com a banda através das suas redes sociais.
Facebook:
https://www.facebook.com/ExpurgoGrind/
FONTE: 80 Minutos
https://80minutos.com.br/interview/95
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