Angra: criticaram nome "comum" da banda no início, revela Rafael Bittencourt
Por Igor Miranda
Fonte: IgorMiranda.com.br
Postado em 27 de junho de 2021
Formado em 1991, o Angra é uma das grandes bandas de metal do Brasil. Além do sucesso conquistado no país, o grupo, liderado pelo guitarrista Rafael Bittencourt, conquistou repercussão internacional logo com seu primeiro álbum, "Angels Cry" (1993).
Curiosamente, algumas pessoas achavam que o Angra poderia não emplacar por um motivo que pouco tem a ver com a música: o nome. Na mitologia tupiniquim, Angra significa "deusa do fogo e da beleza", mas uma parcela do público local entendia que o nome era "comum".
Bittencourt relembrou-se dessa situação em entrevista a IgorMiranda.com.br, divulgada no YouTube. O guitarrista citou esse caso para destacar que uma das funções do artista é oferecer uma perspectiva diferente em vários sentidos.
O assunto veio à tona porque, em meio ao bate-papo, Rafael refletia sobre possíveis reações negativas ao fato de ele ter se envolvido com artistas de outros estilos, como MC Guimê, Toni Garrido e Carlinhos Brown, para gravar a música "Dar as Mãos". Divulgada através do projeto Exército da Esperança, a faixa se distancia do som pesado do Angra enquanto oferece uma mensagem de confiança em meio à pandemia de Covid-19.
"Acho uma bobagem (que fãs reclamem de músicos de heavy metal envolvidos com artistas de outros gêneros) e acho que o artista tem uma responsabilidade social, devendo influenciar e 'educar' o público nesse sentido, porque é isso que faz dele um artista: ter uma visão onde ele consegue enxergar o mundo fora de uma bolha e oferecer uma perspectiva diferente, compartilhada com a plateia", refletiu Rafael, inicialmente, sobre "Dar as Mãos".
Em seguida, o guitarrista citou exemplos de sua vivência com o Angra para destacar que é importante enxergar além do óbvio para fazer um bom trabalho artístico. "Quando o Angra começou a misturar música brasileira, os fãs rejeitaram. Hoje, eles gostam", disse.
Ele completa: "Quando batizei a então mais nova banda de heavy metal do Brasil, que venderia discos no exterior, como Angra, os fãs também falaram: 'pô, Angra, por que não é Dragon, Fire e sei lá o quê?'. Ou: 'que palavra mais comum'. Fui mostrar a força dessa palavra muito além dos estereótipos".
Por fim, o músico refletiu que as responsabilidades do artista ficaram ainda mais evidentes durante a pandemia, pois foram eles quem ofereceram conteúdo para o público que estava trancado em casa. "Acabou retornando para nós ao acolhermos o público naquele momento de pânico e de choque. Voltaram a dar importância para a gente. Quando esse período for analisado na frente, todos os efeitos da pandemia, culturalmente, isso será um dos pontos mais falados", concluiu.
A entrevista completa pode ser assistida no vídeo a seguir.
Ouça "Dar as Mãos" no player abaixo.
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