Joey Jordison: por que ele foi o Neil Peart do metal, segundo jornal The Guardian
Por Igor Miranda
Postado em 28 de julho de 2021
O site do jornal britânico The Guardian, um dos veículos mais conceituados do mundo e vanguarda do jornalismo musical, publicou um artigo de opinião sobre o baterista Joey Jordison, que nos deixou aos 46 anos de idade. O ex-integrante do Slipknot teve seus talentos exaltados e comparados ao de outro gênio do instrumento falecido recentemente: Neil Peart, do Rush.
O texto, escrito por Chris Lord, reflete que "para entender melhor a magnitude da morte de Joey Jordison, é preciso relembrar a perda de outro baterista". "Elogiado universalmente por sua magia técnica e estilo poderoso, o lendário Neil Peart, do Rush, morreu em janeiro de 2020 - um momento marcante para a bateria do rock. Dezoito meses depois, agora enfrentamos a situação equivalente ao heavy metal", diz.
O jornalista apontou que há fortes argumentos para colocar o Slipknot como a maior banda de metal de sua geração, enquanto Jordison foi "quase definitivamente o melhor baterista de metal de sua época". Integrando a banda entre 1995 e 2013, o baterista tocou em quatro álbuns de estúdio e um registro oficial ao vivo.
Em seguida, os talentos de Joey são destacados: "Ele cultivou um estilo de bateria veloz e furioso, caracterizado por bumbos fortes e velocidade assustadora nas mãos. Tamanha foi sua influência no Slipknot e na nova onda do heavy metal americano que, em 2005, ele foi selecionado como um dos quatro capitães da equipe que liderou as sessões All-Star da Roadrunner Records, onde 57 artistas da história da gravadora gravaram um novo álbum para marcar seu 25º aniversário. Jordison até substituiu Lars Ulrich durante um show do Metallica no Download Festival em 2004, consolidando sua reputação como um dos bateristas mais influentes do século 21 e uma das principais personalidades do metal moderno".
O artigo de opinião ainda destaca que, se Neil Peart era chamado de "o professor", Joey Jordison era "o açougueiro". "Sua combinação devastadora de velocidade e força gerou duas décadas de ruído visceral com o Slipknot. Mas, mesmo em seus momentos mais ferozes, sua forma de tocar sempre foi sustentada por uma sensação de caos controlado. Pegue o hino niilista da banda e faixa de abertura de vários shows, 'People = Shit': nos primeiros 25 segundos, Jordison transita por blast beats explosivos, viradas frenéticas e passagens formidáveis de pedal duplo como um homem possuído. E ainda faltam três minutos para a música terminar", afirma.
Curiosamente, os méritos conquistados por Jordison, conforme aponta Chris Lord, foram conquistados sem ter um grande porte físico. "Jordison não tinha a massa de um Peart ou John Bonham, medindo pouco mais de um metro e meio. Durante o auge do Slipknot nos anos 2000, alguém menos familiarizado com a banda poderia facilmente confundi-lo com um adolescente franzino. Isso tornava sua proeza surpreendentemente inconcebível: que ele pudesse conjurar a robustez de 'Psychosocial', ou as batidas de caixa selvagens em 'Eyeless'".
O texto ainda reforça: "Mesmo contra o poder irregular das guitarras de Jim Root e Mick Thomson, ou dos gritos guturais de Corey Taylor, Joey Jordison deixou sua marca. Nenhum outro baterista do metal foi tão imediatamente identificável apenas pelo tom de caixa. Esse som violento perfurava quase tudo - basta ouvir 'The Blister Exists'".
Acesse o site do jornal The Guardian para ler o artigo, em inglês, na íntegra.
Morte de Joey Jordison
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