Halo Effect: como foi formada a banda que conta com cinco ex-integrantes do In Flames
Por Mateus Ribeiro
Postado em 16 de novembro de 2021
O músico sueco Mikael Stanne, que é vocalista do Dark Tranquillity, participou de recente episódio do podcast Heavy Hops, que foi ao ar no dia 11 de novembro. Durante a conversa, Stanne falou sobre sua nova banda, chamada The Halo Effect.
O quinteto conta com cinco integrantes que já fizeram parte do In Flames. Além de Stanne, completam o time Jesper Strömblad (guitarra), Niclas Engelin (guitarra), Peter Iwers (baixo) e Daniel Svensson (bateria).
Segundo Mikael, tudo começou em uma conversa que ele teve com Niclas Engelin. "Então, ele [Niclas] me perguntou ‘Vamos tocar um pouco de música juntos? ’. E eu respondi ‘Claro. Seria bom’. Eu estava muito envolvido na composição e gravação do último álbum do Dark Tranquillity, ‘Moment’ [lançado em novembro de 2020], mas disse, ‘Terminarei logo’. Porque eu ainda estava meio que sentado em casa, gravando e cantando. Então eu pensei, ‘Envie-me algumas músicas. Verei o que posso fazer’, disse o frontman, em trecho da entrevista transcrito e publicado pelo Blabbermouth.
A escolha dos demais integrantes aconteceu de forma natural e deixou Mikael empolgado. "Peter Iwers me ligou também e disse, ‘Eu provavelmente vou fazer parte dessa coisa com Nicolas. E seria ótimo se pudéssemos fazer isso seriamente. Provavelmente podemos chamar Daniel, e talvez Jesper Strömblad também’. Eu pensei ‘Isso parece foda’. Isso é totalmente old school. Mesmo que nunca tenhamos tocado naquela constelação nos primeiros dias do In Flames, eu estava lá, e Jesper estava lá, e então os outros caras se juntaram mais tarde. Então, foi algo como ‘Tudo bem. Sim, porque não? Vamos ver o que podemos fazer’".
Mikael também falou sobre a sua relação com os companheiros de banda, que vem de muito tempo atrás. "Daniel estava na classe do meu irmão mais novo quando crescemos, então comecei a conhecê-lo porque ele entrou no death metal e começou sua banda Sacrilege que eu realmente amei. E Niclas sempre foi um guitarrista muito, muito proficiente, tocando no Sarcazm e várias outras bandas que eu sempre ia ver, e sempre saíamos no final dos anos 80 e início dos anos 90. E Peter, é claro, eu conhecia, porque ele era irmão de Anders [Iwers, ex-baixista do Dark Tranquillity], que sempre foi meu amigo. Jesper eu conheci durante nossos primeiros shows, no final dos anos 1980, saindo em Valvet, que era o único tipo de lugar underground de metal aqui em Gotemburgo no final dos anos 80 e início dos anos 90. Então, meio que fazia todo o sentido".
Na sequência, Mikael falou sobre o tipo de música que os veteranos integrantes do quinteto querem fazer. "Então, quando começamos a falar sobre tocar juntos, o pensamento foi ‘Ok. O que faremos então? ’. Devemos apenas ver se podemos continuar, não de onde paramos, mas o que queríamos fazer naquela época e ver se podemos nos atualizar com o que aprendemos [por meio] de nossas experiências coletivas. Então essa era a ideia. E tem sido incrível, apenas poder sair com velhos amigos. Por causa das agendas de turnê e tudo mais, nos últimos 15 anos ou mais, nós nunca realmente nos vemos muito. Mas agora conseguimos. Então tem sido super, super, super legal".
Ainda falando sobre a sonoridade, Mikael comentou o processo de composição das músicas. E pelo visto, os fãs de melodic death metal vão conseguir matar a saudade dos anos 1990, quando bandas como In Flames, At The Gates e Dark Tranquillity lançaram álbuns magníficos. "Nicolas começou a escrever algumas músicas, apenas baseado no que ele tem [em mente] e no que ele meio que procura. E eu imediatamente senti, tipo, ‘Oh, isso é muito legal. Estamos no caminho certo aqui’. É superpesado, é melódico, são todas aquelas coisas que meio que crescemos tentando fazer. Então Jesper se envolveu e começou a mudar um pouco ou adicionar coisas aos sons. E nós pensamos, ‘Ok, isso é incrível’. Não parece nada novo, não parece super diferente, mas ao mesmo tempo, por que deveríamos [mudar ou inovar]? Vamos nos concentrar nas coisas que conhecemos melhor e tentar recuperar aquele sentimento que tínhamos quando éramos crianças, quando queríamos brincar juntos e esse tipo de atmosfera lúdica".
Até o momento, o The Halo Effect lançou apenas um single, "Shadowminds", que foi divulgado em 9 de novembro e deixou s membros do grupo muito felizes. "Foi uma das primeiras músicas que escrevemos. Decidimos ‘Vamos gravar algumas músicas, ver se funciona, ver como é, ver o que podemos fazer’. Então, nós gravamos três músicas, e ‘Shadowminds’ foi uma delas. E ficamos muito felizes com as três. E nós achamos isso ótimo, porque tudo foi escrito muito rápido. Entramos no estúdio. Jesper deu um jeito nisso. Então eu escrevi algumas letras em um dia ou em algumas horas, cantei em uma versão demo e enviei para eles, e eles disseram, 'Tudo bem. Legal. Sim. Vamos gravar super rápido e ver o que acontece’. Então gravamos mais algumas músicas. E não conseguimos decidir qual seria o primeiro single, porque quando inicialmente gravamos essas demos, era apenas uma forma de apresentarmos algo para uma gravadora, ver se alguém se interessaria. Então nós pensamos, ‘Ok, mas qual música é mais representativa?’ (...) Tocamos cinco músicas para um monte de amigos e pessoas que trabalham com música, e todos concordaram que provavelmente essa é a escolhida. Isso parece mais representativo do que somos. É uma música muito intensa, é melódica, é pesada e é a primeira música que eventualmente terminamos onde sentimos, tipo, ‘Ok, essa é uma boa direção. Esta é uma boa maneira de seguir em frente. E se pudermos fazer com que as músicas tenham pelo menos esse tipo de qualidade, mas de uma maneira diferente, então estaremos bem’. Então isso foi bom. Foi um ótimo ponto de partida - começando com algo de que ficamos instantaneamente muito orgulhosos e sentimos que essa será uma música que vai durar um pouco".
O vídeo oficial de "Shadowminds" pode ser assistido no player a seguir.
Todos os integrantes do The Halo Effect já passaram pelo In Flames. Quem passou menos tempo com a banda foi Mikael Stanne, que gravou apenas "Lunar Strain", primeiro álbum de estúdio, lançado em 1994. Jesper Strömblad foi o membro fundador do In Flames e permaneceu na banda até 2010. Seu substituto foi Niclas Engelin, que ficou até 2019, embora sua saída nunca tenha sido confirmada de forma oficial. Daniel Svensson fez parte do In Flames entre 1998 e 2015, enquanto Peter Iwers foi o baixista do quinteto entre 1997 e 2016.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dave Mustaine explica por que não vai convidar Kiko Loureiro para show com Megadeth
Vinheteiro chama Angra de "fezes puríssima" e ouve resposta de Rafael Bittencourt
Quatro bandas internacionais que fizeram mais de 50 shows no Brasil
As 10 músicas mais emocionantes do Slipknot, segundo a Metal Hammer
O maior cantor de rock de todos os tempos, segundo Axl Rose; "abriu minha mente"
O solo de guitarra mais difícil do Dire Straits, segundo Mark Knopfler
70 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil em maio
Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
Thiê rebate Dave Mustaine e diz acreditar em sondagem por Pepeu Gomes no Megadeth
A música do Led Zeppelin que Robert Plant considera perfeita
Baixista do Nazareth opina sobre versão do Guns N' Roses para "Hair of the Dog"
O cover gravado pelo Metallica que superou meio bilhão de plays no Spotify
Novo vocalista foi "presente dos deuses", diz baixista do Nazareth
Judas Priest escondeu por 10 anos que vivia sem dinheiro, segundo K.K. Downing
Tem alguma música do Guns N' Roses que é a mais difícil de tocar? Duff McKagan responde
The Halo Effect lança clipe do single "Lest We Fall"
Mikael Stanne relaciona a existência do Dark Tranquillity e do In Flames a Tomas Lindberg
De Ozzy até Shaman, cinco bandas de heavy metal que nasceram a partir de separações
Três duplas de irmãos que tocam em bandas diferentes de heavy metal


