Teste de paternidade e cross-dressing; fãs inusitados nas palestras do Bruce Dickinson
Por Emanuel Seagal
Postado em 29 de dezembro de 2021
Bruce Dickinson falou, em entrevista realizada pela revista Classic Rock, sobre sua turnê de palestras, perguntas inusitadas dos fãs e dificuldade de se comunicar em países que não falam inglês. Confira abaixo alguns trechos da matéria.
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Classic Rock: "Você fez seu primeiro show falado em Londres em outubro de 2017. Você esperava ainda fazer isso quatro anos depois?"
Bruce Dickinson: "Não. Na verdade, ele se transformou. Eles falavam originalmente: 'Vá e leia algumas coisas do livro (a autobiografia de Bruce Dickinson de 2017, 'What Does This Button Do?').' Eu falei: 'Isso é um pouco chato, as pessoas podem fazer isso por conta própria. O que há de empolgante em me ver lendo?' Pensei que seria uma oportunidade de contar algumas histórias e responder a algumas perguntas. Basicamente peguei o formato de algo que vi quando era estudante, que era o show de um homem só, do Quentin Crisp. Ele pegou as perguntas do público e as organizou elegantemente em um pequeno roteiro engraçado no final do show. Eu nunca esqueci isso e pensei: 'Me pergunto o que aconteceria se eu tentasse algo semelhante?'"
Classic Rock: "Você já ficou completamente confuso com uma pergunta do público?"
Bruce Dickinson: "Teve um show em Shepherd's Bush onde um cara disse: 'Gosto de me vestir com roupas de mulher. Minha esposa não sabe, mas ela está sentada ao meu lado esta noite.' Não tenho ideia de como ela reagiu. Ela pode ter ficado secretamente feliz. O outro foi bem no início. Um cara disse: 'Você se lembra de conhecer minha mãe em um hotel em Budapeste em 1983? A propósito, você não é meu pai, eu chequei.' Quando isso acontece é ótimo. Ele já escreveu a piada no final pra você."
Classic Rock: "Alguma vez deu errado?"
Bruce Dickinson: "Não, mas fiz muitas dessas coisas em países de língua não inglesa, o que é às vezes muito bizarro. Fiz isso em Moscou e São Petersburgo imediatamente antes do COVID. Eles estavam com essa tradução simultânea esquisita. Foi algo muito bizarro. Você falava e conta uma história, e chegava ao ponto e ninguém ria. Então você vai: 'Ok, seguindo rapidamente…' E trinta segundos depois, eles começavam a rir porque acabaram de traduzir. Eu pensava: 'Deus, isso é realmente estranho. É como tentar amarrar os cadarços em um espelho."
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