Por que é errado dizer que existe desunião dentro do rock, segundo Badauí
Por Gustavo Maiato
Postado em 13 de janeiro de 2022
A suposta desunião entre as bandas dentro do cenário do rock nacional costuma ser apontada como fator principal para que o estilo não decole e apresente números robustos como os de outros gêneros mais populares. Mas será que podemos atribuir o fato de o rock não ser o estilo número um no Brasil com essa pressuposta fragmentação da cena?
Em entrevista ao podcast Falacadabra, o vocalista Badauí, do CPM 22, rebateu as pessoas que acreditam nessa falta de união e explicou o que, em sua visão, realmente está por trás da falta de exposição das bandas de rock no Brasil.
"Dizer que o rock não está em evidência hoje em dia por causa da desunião das bandas é uma mentira. A gente se encontra nos festivais e rola uma puta bagunça. Nós nos adoramos. Quando tocamos com a Pitty, vamos para o camarim e ficamos zoando. Vamos para o hotel, todo mundo junto. Mesma coisa com o Raimundos, Planet Hemp, Marcelo D2, Capital Inicial. Isso não existe. É que o estilo nunca foi o número um. Mesmo assim, o público é grande e sustenta todas essas bandas. Quando falam para mim que o COM 22 tem que voltar, eu respondo: ‘Voltar de onde?’. A gente faz show cheio em todo lugar, como acontece com o Capital, Dead Fish, Detonautas etc. Existem festivais grandes no Brasil que dão voz ao rock, como o Planeta Atlântida, por exemplo. Não temos essa pretensão de precisar estar sempre em evidência. Pagamos por isso, claro, nosso cachê não é igual ao de um sertanejo, mas não dá para falar que não temos público. Muitas vezes, o fã de rock é de classes menos favorecidas e fica difícil comprar ingresso", explicou.
Assista o corte oficial abaixo.
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