Tony Martin disse que ficou surpreso ao ser demitido do Black Sabbath
Por Mateus Ribeiro
Postado em 03 de janeiro de 2022
O vocalista Tony Martin, que ficou famoso pelo trabalho com a banda Black Sabbath, recentemente foi entrevistado por Ralph Viera, apresentador do canal Almost Human. A sua primeira passagem pelo grupo (que começou em 1987 e se encerrou em 1991) foi um dos assuntos da conversa, que foi ao ar dia 2 de janeiro.
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Tony, que cantaria em "Dehumanizer" (álbum lançado em 1992) foi demitido, o que abriu espaço para o retorno de Ronnie James Dio. A demissão causou surpresa no vocalista, como é possível conferir em trecho transcrito e publicado pelo site Blabbermouth.
"Eles me despediram [antes do início das sessões do disco], o que, aliás, foi uma surpresa completa. Não vi isso acontecer. Na verdade, eu estava indo para os ensaios do próximo álbum, o telefone tocou quando eu estava saindo. O meu empresário disse: ‘É melhor você sentar, garoto. Eu respondi ‘Vá em frente. O que é?’. Então, ele disse: ‘Eles [integrantes do Black Sabbath] não querem mais seus serviços’. [Eu disse], ‘O quê? Você está brincando comigo’. Eu simplesmente não esperava que isso acontecesse. Então, uau, tudo bem. Fiquei tão chocado com isso que não sabia o que dizer, fazer ou qualquer coisa", declarou o músico.
A separação durou pouco tempo, já que Dio picou a mula ainda em 1992. E Tony Martin voltou para a maior banda de heavy metal do planeta, apesar de inicialmente, ter negado o convite feito por Tony Iommi.
"Mas dentro de algumas semanas eu estava de volta. Foram quatro, cinco, seis semanas, talvez, algo assim. Recebi um telefonema de Tony Iommi dizendo: ‘Isso não está indo muito bem com Dio (...) Você pode voltar?’. Eu disse: ‘Não. Não posso voltar. Já comecei a fazer meu trabalho solo e segui em frente’.[Iommi respondeu], ‘Ok. Ok’. Então, alguns meses se passaram e ele me ligou novamente, dizendo: ‘Tem certeza de que não pode voltar? Não está funcionando mesmo’. Então, eles me convidaram para ir ao estúdio quando eles estavam gravando o material novo. Tentei conseguir algumas melodias e outras coisas, mas eles estavam com pouco tempo, como de costume. E eu disse: ‘Olha, se vou fazer isso, preciso reescrever tudo’. Eles responderam: ‘Não temos tempo para isso’. [Então eu disse], ‘Vou ter que deixar isso com vocês. Provavelmente a melhor coisa a fazer é continuar com o Dio, e depois conversaremos’. Mesmo durante o período do Dio, houve conexões e eu ainda estava conversando com o Tony. Na verdade, eu fui ao show que eles fizeram na minha cidade natal com o Dio. O Dio não ficou nada satisfeito em me ver lá. Porque, obviamente, Tony Iommi tinha me convidado. E, claro, Dio saiu do palco e eu ainda estava nos bastidores. Ele não ficou nem um pouco impressionado com isso".
Tony Martin então voltou para o Sabbath e gravou mais dois álbuns em sua segunda passagem. Ao todo, o vocalista gravou seis discos com o Sabbath: "The Eternal Idol" (1987), "Headless Cross" (1989), "Tyr" (1990), "Cross Purposes" (1994), "Cross Purposes Live" (1995) e "Forbidden" (1995).
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