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Lobão incorporou o Exu Caveira e isso o salvou quando fizeram trabalho para ele morrer

Por Gustavo Maiato
Em 28/02/22

O compositor Lobão passou por diversas situações inusitadas ao longo de sua juventude e uma delas ocorreu quando o músico tinha apenas 12 anos de idade. Nessa ocasião, o futuro artista participava de reuniões de umbanda e certa vez resolveu conversar com a entidade Exu Caveira, que o incorporou no seu quarto.

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"Desde minha primeira infância, sempre tive isso de que eu poderia desaparecer. Tive uma doença chamada nefrose e fui um dos primeiros da América Latina a ser curado. Depois, comecei a ler Nietzsche e virei cambono em um centro de umbanda. Eu era um intérprete, o cara que interpretava o Tranca Rua. Tinha uma outra sessão mais barra pesada que era o Exu Caveira. Eu fiquei fascinado. Ele ficava curvado, quebrava garrafas. Esse cara tem problemas! (risos). Um dia, botei um disco do Pink Floyd em casa meio fantasmagórico, que era o ‘A Saucerful of Secrets’, fiz um altar e fiquei lá chamando o Exu Caveira. Eu disse que queria oferecer um amparo, um lugar onde ele não precisasse fazer nada. Eu ia dar carinho e descanso. Disse que ele podia descer, que eu segurava a onda. Do nada, eu caio no chão, começo a me estrebuchar. Eu tinha 12 anos nessa época! Aí acordei no chão e tudo estava jogado no chão no quarto. Todas as gavetas jogadas no chão. Tinha uma garrafa de álcool no chão. Minha mesa de botão estava quebrada. Eu estava enjoado. Abri a porta, vomitei no banheiro e chamei minha mãe. Contei para ela e ela se desesperou", disse.

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O assunto foi comentado por Lobão durante sua participação no podcast Inteligência Ltda. Continuando a história, o compositor disse que a partir de então começou a procurar explicações e tratamento até que uma bruxa disse para ele que na verdade o Exu Caveira estava salvando o Lobão de um trabalho que tinha como objetivo levar o cantor à morte.

"Eu fiquei com essa sequela. Se eu falasse mais tarde: ‘Exu Caveira’, eu caía incorporado. Eu estava tomando café um dia e aconteceu isso. Fui a vários neurologistas e ninguém resolveu. Como eu tinha 1,80 metro, eles falavam que eu cresci muito e o corpo não estava comportando minha cabeça, que ficou pequenininha. Um disse que eu tinha disritmia, outro falou em mediunidade. O fato é que tomei remédio. Eu ficava ligado, tomava Rivotril e parecia um fantasma. Isso aconteceu em minha juventude inteira. Eu ficava pensando se era mesmo o Exu Caveira. Quando comecei a virar artista, fui em um centro espírita. Tive um relacionamento com uma bruxa e aprendi muita coisa com ela. Joguei tarô e tudo. Então, nessa época, minha mãe morreu e uma vidente disse que eu tinha sorte, porque fizeram um trabalho para eu morrer, mas o Exu Caveira disse que não era hora de eu morrer. Depois, fiz tratamento com um médico italiano com lanternas. Ele disse que houve algum distúrbio na hora da minha amamentação. Algo como ficar vesgo tentando enxergar a teta da mãe. Eu ficava de cabeça para baixo, ele ficava 1 hora ajustando meu nervo ótico. Ele disse que em 6 meses eu não teria mais nada. Depois de 6 meses, nunca mais tive nada", concluiu.

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Confira a entrevista completa aqui.

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Sobre Gustavo Maiato

Jornalista, fotógrafo de shows, youtuber e escritor. Ama todos os subgêneros do rock e do heavy metal na mesma medida que ama escrever sobre isso.

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